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Saúde

Vacina experimental avança como solução universal no combate ao câncer

Pesquisa da Universidade da Flórida mostrou eficácia ao combinar nova fórmula com imunoterapia já existente; aplicação amplia cobertura

Desenvolvida nos EUA, combinação de vacina foi testada em camundongos com melanoma: resultados animadores | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Desenvolvida nos EUA, combinação de vacina foi testada em camundongos com melanoma: resultados animadores | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina experimental de mRNA que eliminou tumores em testes com camundongos. Os resultados do estudo, publicados nesta quinta-feira, 18, na revista Nature Biomedical Engineering, representam um avanço significativo na busca por uma vacina universal contra o câncer.

Ao contrário das fórmulas personalizadas, a nova vacina não mira um tipo específico de tumor. Sua configuração consiste em estimulação ampla do sistema imunológico, como se o organismo estivesse combatendo um vírus. O resultado foi uma ativação robusta das células de defesa, que passaram a reconhecer e atacar células tumorais de diferentes tipos.

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Vacina genérica e sem necessidade de personalização

A pesquisa utilizou a mesma tecnologia presente nas vacinas contra a covid-19, como as da Pfizer e da Moderna: moléculas de RNA mensageiro envoltas em nanopartículas lipídicas — pequenas partículas de gordura que carregam instruções genéticas às células.

Nos experimentos, os cientistas combinaram a nova vacina com inibidores de checkpoint imunológico, como o anti-PD-1, já usados na imunoterapia. Esses fármacos liberam a ação das células T, essenciais para a defesa do corpo, que muitas vezes recebem freios por mecanismos dos próprios tumores.

Resultados positivos em câncer de pele, osso e cérebro

A combinação passou por testes primeiro em camundongos com melanoma, tipo agressivo de câncer de pele. Em alguns modelos, os tumores desapareceram por completo — inclusive aqueles resistentes a tratamentos convencionais. Resultados positivos apareceram da mesma forma em modelos de câncer ósseo e cerebral.

Segundo os pesquisadores, a chave da eficácia foi forçar os tumores a expressarem a proteína PD-L1, tornando as células cancerosas mais visíveis ao sistema imunológico. Essa espécie de “isca” intensificou a resposta do organismo à imunoterapia.

Em 2024, o mesmo grupo liderado por Elias Sayour já havia testado com sucesso uma vacina personalizada de mRNA em pacientes com glioblastoma, um câncer cerebral raro e letal. Agora, o foco está em criar uma vacina genérica, de produção mais simples e com potencial para tratar múltiplos tipos de câncer.

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3 comentários
  1. Eduardo
    Eduardo

    Estamos todos torcendo para que essa descoberta se torne uma realidade acessível a todos.

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