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Saúde

Vacina da dengue: menos da metade retorna para a 2ª dose, essencial para a proteção

O ritmo de adesão à campanha segue reduzido desde o lançamento, com registro de menos de 50% da população elegível vacinada em vários Estados

vacina dengue
A vacinação contra a dengue | Foto: Divulgação/Prefeitura de Ribeirão Neves

O índice de pessoas que completam o esquema da vacina contra a dengue permanece baixo em todo o Brasil, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 28. Menos da metade dos que recebem a primeira dose retorna para a aplicação da segunda, fundamental para garantir proteção eficaz contra a doença.

O ritmo de adesão à campanha segue reduzido desde o lançamento, com registro de menos de 50% da população elegível vacinada em vários Estados com a primeira dose. No Pará, um ano depois do início da imunização, apenas 59 mil dos 477,7 mil aptos receberam a vacina, representando 12,3% do público-alvo.

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Importância da segunda dose da vacina e variação entre Estados

Pesquisas revelam que apenas uma dose não assegura resposta imune adequada. A recomendação é que a segunda aplicação ocorra pelo menos três meses depois da primeira para completar o esquema de proteção.

Entre as unidades da Federação, somente Rio de Janeiro e Distrito Federal superaram 50% de retorno para a segunda dose, atingindo 67% e 53,8% respectivamente. Já Estados como Amazonas, Alagoas e outros nove, além de não atingirem essa marca, não enviaram dados atualizados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) destina a vacinação a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, residentes em áreas com maior risco epidemiológico. O Ministério da Saúde informou que, desde o início da campanha em 2024, foram aplicados mais de 5,7 milhões de doses, sendo quatro milhões de primeiras doses e 1,7 milhão de segundas doses.

Por causa da produção limitada do imunizante, a vacinação foi restrita a grupos prioritários. Goiás e Santa Catarina, por exemplo, ampliaram a faixa etária até 16 anos para aumentar a cobertura e evitar desperdício de doses próximas ao vencimento.

Desafios e adaptações na campanha de vacinação

No ano passado, o Ministério da Saúde recomendou restringir a imunização às salas de vacinação e, neste ano, autorizou a aplicação em escolas apenas se houver estrutura adequada para emergências, incluindo profissionais capacitados e acesso a medicamentos como adrenalina e corticosteroides.

Outro desafio é o estoque elevado: mais de 1 milhão de frascos de vacina permanecem guardados pelo Ministério da Saúde. Desde fevereiro, a pasta permite ampliar a faixa etária para 6 a 16 anos quando os frascos estiverem a até dois meses do vencimento. Com apenas um mês de validade, a vacinação pode ser estendida para pessoas de quatro a 59 anos.

A ampliação considera o estoque disponível e o cenário epidemiológico local. O ministério reforça a necessidade de busca ativa por quem ainda não completou as duas doses.

Aquisição e distribuição das vacinas

A primeira remessa da vacina Qdenga chegou ao Brasil em janeiro de 2024, com 1,32 milhão de doses doadas. O governo também adquiriu 5,2 milhões de doses para 2024 e contratou outros 9 milhões para 2025, totalizando 15,5 milhões de frascos para o período.

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