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Saúde

SUS incorpora novos tratamentos hormonais para combater os efeitos da endometriose

Órgão anuncia que rede pública vai oferecer medicamentos sem custo

Endometriose: diagnóstico da doença cresceu 30% entre 2022 e 2024 | Foto: Reprodução/TV Brasil
Endometriose: diagnóstico da doença cresceu 30% entre 2022 e 2024 | Foto: Reprodução/TV Brasil

Mulheres com endometriose passam a contar com duas novas opções de tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS): o dispositivo intrauterino com liberação de levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. O sistema público incorporou recentemente os medicamentos depois de recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Conforme uma nota do Ministério da Saúde, o DIU-LNG atua suprimindo o crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina. O dispositivo atende principalmente pacientes com contraindicação ao uso de contraceptivos orais em forma de combinação. A pasta destacou do mesmo modo que o dispositivo pode melhorar a adesão ao tratamento, já que sua substituição é necessária apenas a cada cinco anos.

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SUS permite uso já na avaliação inicial

O desogestrel também tem ação hormonal. Seu uso contempla a classificação de primeira linha de tratamento, ou seja, admite prescrição mesmo antes da confirmação do diagnóstico por exames. O medicamento reduz a dor e impede a progressão da doença ao bloquear a atividade hormonal que estimula o crescimento do tecido endometrial fora do útero.

Apesar da incorporação ao SUS, o ministério reforça que a disponibilização dos dois tratamentos depende de etapas técnicas e administrativas, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose. Esse processo é necessário para orientar profissionais de saúde sobre o uso adequado das novas terapias.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio em regiões fora do útero, como ovários, bexiga e intestino. Essa condição pode provocar dores intensas e quadros de infertilidade.

Os sintomas mais comuns incluem cólicas menstruais severas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias com padrão cíclico. A condição afeta a qualidade de vida de milhões de mulheres em idade fértil.

Casos aumentam e rede pública amplia atendimento

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo convivem com a endometriose. Isso representa mais de 190 milhões de pessoas.

No Brasil, os dados também apontam para um aumento expressivo. De acordo com o Ministério da Saúde, a assistência na atenção primária para diagnóstico da doença cresceu 30% entre 2022 e 2024. Ela saltou de 115,1 mil para 144,9 mil atendimentos. Somente nos anos de 2023 e 2024, foram mais de 260 mil registros relacionados ao tema.

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