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Saúde

No governo Lula, malária e desnutrição persistem na Terra Yanomami

Casos de infecções respiratórias aumentam, e operação enfrenta desafios para controlar doenças

Povo Yanomami
Entre 2023 e 2024, os casos de malária subiram de 14 mil para 18 mil na Terra Yanomami | Fernando Frazão/Agência Brasil

Dois anos depois do início da operação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o garimpo ilegal, a malária e a desnutrição seguem como problemas graves na Terra Indígena Yanomami. Os casos de infecção respiratória aguda também aumentaram.

As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o aumento dos casos de malária é devido à ampliação do atendimento e da testagem. Além disso, a pasta afirma que houve redução de mortes.

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“A precarização dos serviços e dos sistemas de saúde indígena até 2022 resultou em uma situação de emergência sanitária por desassistência no Território Indígena Yanomami”, alega o governo federal.

Em janeiro de 2023, o Executivo iniciou uma operação para remover garimpeiros e recuperar a infraestrutura de saúde na terra indígena.

Indígenas da tribo ianomâmi sofrem com o aumento de infecções

De 2023 a 2024, as mortes por malária caíram 35%, enquanto o número de testes cresceu 73%. No entanto, os casos da doença subiram de 14 mil para 18 mil, atingindo mais da metade dos 32 mil indígenas da região.

O governo afirma que o efetivo de profissionais na área aumentou 155% e o atendimento, 268%. Apesar disso, os casos de infecções respiratórias agudas cresceram 272%, passando de 3,1 mil no primeiro semestre de 2023 para 11,4 mil no mesmo período de 2024.

O déficit nutricional entre crianças menores de 5 anos permaneceu estável, enquanto o número de mortes por desnutrição caiu 68%.

Falta de transparência

A falta de transparência nos dados também é um problema. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo Lula apresente relatórios detalhados sobre a operação. Segundo o coordenador jurídico da entidade, Maurício Terena, a situação indica a “manutenção da emergência sanitária” e revela “a dificuldade da atual gestão em superar esses gargalos”.

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A localização remota e a mobilidade dos ianomâmis dificultam o trabalho das equipes de saúde. Alguns grupos se deslocam para áreas de difícil acesso, enquanto outros permanecem em locais contaminados por surtos.

A fronteira com a Venezuela, onde o garimpo ainda resiste, também impede o controle da doença. “A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai) relatou dificuldades técnicas para controlar a doença e falta de profissionais qualificados, o que exigiu capacitações e contratações de supervisores de campo”, afirma a Apib na ação movida no STF.

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