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Saúde

Remédio para diabetes pode ajudar pacientes com Alzheimer

Estudo mostrou que o liraglutida retarda a perda de volume cerebral daqueles que têm problemas com a memória

Embora o estudo para o tratamento de Alzheimer não tenha atingido seu objetivo principal, os desfechos secundários foram positivos | Foto: Reprodução/Freepik
Embora o estudo para o tratamento de Alzheimer não tenha atingido seu objetivo principal, os desfechos secundários foram positivos | Foto: Reprodução/Freepik

Dados de um ensaio clínico, publicados nesta terça-feira, 30, mostram que o liraglutida, remédio conhecido por tratar o diabetes, pode ajudar os pacientes com Alzheimer leve. O medicamento retarda a perda de volume cerebral dos portadores da doença.

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Os resultados, apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, também sugerem que outros medicamentos que ajudam no tratamento do diabetes também podem ser eficazes em distúrbios cerebrais difíceis de tratar.

O estudo envolveu 204 pacientes no Reino Unido. Metade dos participantes recebeu liraglutida, enquanto a outra tomou placebo. 

Os resultados do liraglutida no tratamento do Alzheimer 

O grupo com liraglutida apresentou uma redução de quase 50% na diminuição de partes do cérebro responsáveis pela memória e aprendizado. Embora o ensaio não tenha atingido seu objetivo principal, os desfechos secundários foram positivos. 

Rebecca Edelmeyer, da Associação de Alzheimer, disse à agência de notícia Reuters que os resultados são “realmente intrigantes”. “Esta é a primeira vez que realmente vemos esse tipo de resultado de intervenção em um ensaio clínico”, afirmou.

Cientistas pedem para ter cautela 

A esperança é que a melhora na utilização de glicose e a redução da inflamação possam retardar a progressão do Alzheimer. No entanto, o ensaio não foi projetado para medir benefícios cognitivos, e alguns cientistas pedem cautela.

Leia também: “Novo exame de sangue diagnostica Alzheimer com maior precisão, diz estudo”

“A reutilização de medicamentos é uma importante via de pesquisa, mas há muita incerteza aqui”, afirmou Stephen Evans, professor emérito da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, à Reuters. 

Ele ainda ressaltou que a diminuição observada nas partes do cérebro pode não se traduzir em benefícios cognitivos significativos.

Evans acrescentou que os resultados não demonstraram que a liraglutida pode proteger contra demência, embora seja considerável realizar um ensaio maior.

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