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Saúde

Mpox: ‘Pessoas sadias não precisam se preocupar’, diz infectologista Roberto Zeballos

O médico explicou que o vírus, conhecido como 'varíola dos macacos', tem maior impacto em países subdesenvolvidos

Roberto Zeballos comentou a mpox no Jornal da Oeste
Roberto Zeballos participou do Jornal da Oeste | Foto: Reprodução/Revista Oeste

O médico infectologista Roberto Zeballos tranquilizou a população. Ele disse que as “pessoas sadias não precisam ficar preocupadas” com o vírus mpox, conhecido popularmente como “varíola dos macacos”. Ele falou sobre o tema durante entrevista ao Jornal da Oeste, nesta sexta-feira, 23.

“O mpox não pode ser transportado para uma população mundial, de países onde tem um estado nutricional melhor, onde tem hábitos de higiene melhor”, disse Zeballos. “A chance de fatalidade é mínima, os que morreram em São Paulo tinham outras doenças muito graves. Pessoas sadias não precisam ficar preocupadas com esse vírus.”

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem emitido alertas sobre a propagação e fatalidade do mpox. O vírus surgiu na República Democrática do Congo, na África, e ganhou repercussão internacional em 2022, quando a Europa registrou algumas dezenas de casos.

Há uma semana, a OMS informou que detectou uma nova variante do vírus e emitiu um novo alerta. Zeballos criticou os diversos avisos que a organização tem emitido. De acordo com o infectologista, a medida cria pânico em uma população que não deve ser afetada.

Zeballos critica alertas por mpox

“Isso nunca chegou a ser uma crise emergencial se considerar o número de casos com o tamanho da população mundial”, explicou Zeballos. “A OMS alertou para um aumento no número de casos que estavam saindo do Congo para países vizinhos, e soltaram os números sem detalhar. A única coisa que a OMS faz quando solta uma emergência é gerar pânico, ela não resolve o problema. Tem que dar a orientação de sexo seguro e de higiene.”

Leia também: “O estado de espírito modula o sistema imunológico”, entrevista do médico Roberto Zeballos ao Papo Com Ela da Revista Oeste

Zeballos explicou que os moradores da República Democrática Congo enfrentam mais problemas de saúde, como desnutrição, o que aumenta a mortalidade naquela população. Além disso, os moradores do país africano têm práticas de higiene mais precárias que no Brasil, por exemplo, o que amplia a transmissão.

Confira a entrevista completa do infectologista Roberto Zeballos ao Jornal da Oeste, no canal da Revista Oeste no YouTube. O programa é transmitido ao vivo, de segunda-feira a sexta-feira, a partir das 16h.

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