O Japão bateu o recorde de centenários e lidera em longevidade global, segundo informou em setembro o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do país.
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O número de japoneses com 100 anos ou mais alcançou 99.763 em setembro, recorde que marca o 55º ano consecutivo de alta nessa faixa etária.
Esse quantitativo representou um acréscimo de 4.644 pessoas em comparação ao ano anterior, reforçando o envelhecimento demográfico no país.
Como comparação, o Brasil tem em torno de 37 mil habitantes com mais de 100 anos de idade, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022.
Do total de japoneses centenários, 87.784 são mulheres, cerca de 88%, e 11.979 são homens.
A mulher mais velha atualmente no Japão é Shigeko Kagawa, de 114 anos, que trabalhou como ginecologista-obstetra até os 86 anos, relata a BBC.
O homem com maior idade é Kiyotaka Mizuno, de 111 anos, residente na província de Shizuoka. Especialistas afirmam que a longevidade nipônica decorre de cinco pilares interligados:
– Dieta balanceada, com baixo consumo de sal e forte presença de vegetais e peixes;
– Prática regular de atividades físicas;
– Vida social ativa;
– Sistema de saúde robusto e acessível;
– Mentalidade otimista e hábitos culturais favoráveis à saúde.
Programas no Japão para idosos com mais de 100 anos
Além disso, programas como o Rádio Taiso, com exercícios leves transmitidos pela TV desde 1928, reforçam a cultura do movimento entre os idosos japoneses.
No século passado, os números eram bem diferentes: em 1963, havia apenas 153 centenários registrados no Japão.
A província de Shimane ocupa o topo entre as unidades territoriais japonesas, com 168,69 centenários por 100 mil habitantes, seguida por Kochi e Tottori.
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Nas áreas urbanas, como Saitama, a incidência é bem menor.
No Japão, envelhecer bem é considerado um símbolo de prestígio e sabedoria, além de refletir uma cultura de poupança e preparo para o futuro.
Em 15 de setembro, data celebrada como Dia do Respeito aos Idosos, o governo envia cartas e taças de prata aos novos centenários como gesto de valorização.
Há quem questione a veracidade dos números oficiais, sugerindo que, em alguns casos, famílias não registram a morte de idosos, com o objetivo de manter benefícios públicos.
Além disso, há a possibilidade de que registros antigos e a falta de atualização documental causem algumas distorções estatísticas.






































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