Os Estados Unidos decidiram interromper o financiamento de dezenas de projetos de vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA), medida que afeta imunizantes contra a covid-19 e gripe.
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O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA anunciou na terça-feira 5 o cancelamento de contratos que somam US$ 500 milhões e atingem 22 projetos de imunizantes com tecnologia de mRNA.
O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que a prioridade será dada vacinas consideradas mais seguras, feitas a partir de vírus inteiro e novas plataformas que, segundo ele, não falham quando os vírus sofrem mutações.
“Para substituir os programas problemáticos de mRNA, estamos priorizando o desenvolvimento de estratégias vacinais mais seguras e abrangentes, como vacinas de vírus inteiro e plataformas inovadoras que não entram em colapso quando os vírus sofrem mutações”, explicou Kennedy em vídeo publicado em suas redes sociais.
“Quero deixar absolutamente claro: o HHS apoia vacinas seguras e eficazes para todo americano que desejar”, disse Kennedy.
As vacinas de mRNA nos EUA
Desde que assumiu o cargo, o secretário, apoiado em pareceres de sua equipe técnica, revogou recomendação de vacina contra a covid para mulheres grávidas e crianças saudáveis. O departamento também passou a exigir um alerta de risco aumentado de miocardite e pericardite para jovens do sexo masculino vacinados contra a covid.
Nos EUA, as únicas vacinas contra a covid são da Pfizer e da Moderna, que usam tecnologia de mRNA. Agora, a nova decisão, atinge diretamente essas duas farmacêuticas, que desenvolvem projetos com essa tecnologia.
O método tradicional de vacinas exige cultivar partes do vírus, enquanto a técnica de mRNA utiliza um trecho de código genético para estimular o corpo a produzir a proteína-alvo, desencadeando a resposta imunológica.
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A Moderna, por exemplo, aposta que a abordagem pode acelerar a fabricação de vacinas contra a gripe, ainda sem aprovação para essa finalidade.
O Departamento de Saúde informou que a mudança representa “uma alteração nas prioridades de desenvolvimento vacinal” e que irá “investir em soluções melhores”, sem detalhar quais tecnologias substituirão o mRNA. No comunicado de terça-feira 5, o órgão esclareceu que outras aplicações da tecnologia dentro do departamento não serão afetadas pela decisão.
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