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Saúde

Estudo associa consumo de maconha a maior risco de ataque cardíaco

Os pesquisadores analisaram dados médicos de 200 milhões de pessoas de vários países

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Os pesquisadores publicaram o estudo na terça-feira 17, na revista científica Heart | Foto: arquivo/Agência Brasil

Um estudo publicado na revista científica Heart revelou que pessoas que consomem cannabis têm um risco 29% maior de sofrer ataques cadíacos em comparação com pessoas que não são usuárias. Além disso, segundo o estudo, pessoas que fazem uso de maconha têm um risco 20% maior de sofrer um acidente cerebrovascular.

Os pesquisadores publicaram o estudo na terça-feira 17, resultado de uma análise de dados médicos de 200 milhões de pessoas com idade entre 19 e 59 anos, em sua maioria.

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“Este é um dos maiores estudos até o momento sobre a conexão entre a maconha e as doenças cardíacas, e levanta sérias dúvidas sobre a suposição de que a cannabis implica pouco risco cardiovascular”, afirmou a pediatra e coautora do estudo, Lynn Silver, à CNN espanhola.

Silver é professora clínica de epidemiologia e bioestatística da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos.

Os pequisadores analisaram informações médicas de grandes estudos observacionais realizados na Austrália, Egito, Canadá, França, Suécia e Estados Unidos, de 2016 a 2023.

“Isso é muito importante porque as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte tanto nos Estados Unidos quanto no mundo”, disse Silver.

Professora critica abordagem médica e regulação do mercado

Silver também é conselheira do Instituto de Saúde Pública, uma organização sem fins lucrativos que analisa as políticas de legalização da maconha nos EUA.

“Os profissionais clínicos devem avaliar o consumo de cannabis e informar as pessoas sobre seus efeitos nocivos, da mesma forma que fazemos com o tabaco, já que alguns grupos consomem mais maconha do que o tabaco”, completou Silver.

Leia também: “CNJ fará multirão para reavaliar prisões por porte de maconha”

Silver também criticou a atuação das agências reguladoras que, segundo ela, têm se concentrado “quase exclusivamente” na concessão de licenças para a comercialização da maconha e deixado de lado as “advertências sanitárias que informam as pessoas sobre riscos reais”.

Nos EUA, 30% dos usuários de maconha sofrem com transtornos

De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, sigla em inglês), 3 em cada 10 pessoas que consomem maconha têm algum transtorno causado pela dependência da droga.

“Sabemos que a cannabis mais potente aumenta a probabilidade de desenvolvimento de psicose ou esquizofrenia”, afirmou Silver. “Os consumidores habituais também podem sofrer vômitos incontroláveis.”

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