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Saúde

Deputada quer vacina contra herpes-zóster no SUS

União diz não ter dinheiro para a imunização; país registrou mais de 120 mil os casos da doença somente em 2023

Frascos da vacina contra herpes-zóster: mais de R$ 750 no sistema privado | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Frascos da vacina contra herpes-zóster: mais de R$ 750 no sistema privado | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou um projeto de lei na Câmara que determina a inclusão, por parte do governo federal, da vacina contra herpes-zóster no Programa Nacional de Imunizações. A medida prevê a oferta gratuita das doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Recentemente, a União informou não ter dinheiro para investir na cobertura do imunizante no SUSA. A parlamentar contesta o posicionamento da gestão petista. A deputada diz que a situação é de urgência devido a um surto da doença em várias partes do país. Para Rosana, é possível o Ministério da Saúde adotar estratégias graduais de cobertura, vacinando grupos prioritários, sem desrespeitar os limites do Orçamento.

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Herpes-zóster: entenda o que é

Popularmente conhecida como cobreiro, a herpes-zóster é causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo da catapora. É uma enfermidade viral, transmissível e que atinge principalmente pacientes com queda de imunidade. 

Entre os sintomas severos estão a erupção cutânea e a dor crônica, que só é controlada por meio da administração de fármacos. Dependendo da gravidade, a doença pode levar à morte, sobretudo de idosos e pessoas com frágil sistema imunológico.

Leia também: “Um Executivo sem rumo”, reportagem publicada na Edição 306 da Revista Oeste 

Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde, o Brasil passa por preocupante escalada deste tipo de infecção. Em 2023, foram mais de 120 mil os casos, volume significativamente superior ao observado em anos anteriores. Há vários registros de surto pelo país, com maior incidência em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Conforme a proposta da deputada liberal, o aumento de ocorrências da doença demanda por serviços de saúde, com elevação das internações hospitalares. Esse tipo de procedimento registra mais de 4 mil casos nos últimos dois anos. Além disso, há o crescimento de atendimentos ambulatoriais decorrentes de complicações.

“Segundo sanitaristas, cerca de 95% dos adultos já foram expostos à doença, indicando a presença latente generalizada desta infecção na população adulta brasileira. O cenário é agravado pelo envelhecimento da população, que fica exposta, sem proteção, sem opção. Isto reforça a necessidade de medidas preventivas eficazes, como a vacinação”, diz Rosana Valle. “Para viagens, pelo visto, sempre tem recursos. Para vacinar o povo, mesmo em meio a um surto, não?”.

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