Depois de enfrentar uma das piores epidemias de dengue em 2024, o Brasil registra 1,5 milhão casos prováveis da doença em 2025, de acordo com o Ministério da Saúde. Entre janeiro e o fim da 39ª semana epidemiológica, encerrada em 27, foram confirmadas 1,6 mil mortes causadas pelo vírus transmitido pelo Aedes aegypti. Outros 314 óbitos ainda aguardam confirmação quanto à ligação com a dengue.
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Em comparação com o mesmo período do ano anterior, marcado por mais de 6,4 milhões de casos prováveis e 6,2 mil mortes, os números de 2025 representam redução de 75% nos registros de casos e queda de 73% no total de mortes. Além disso, o cenário atual se assemelha ao de 2023, quando o país contabilizou 1,49 milhão de infecções pela doença.
Perfil dos casos e distribuição regional da dengue
O índice de incidência até a 39ª semana de 2025 foi de 750 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto no ano anterior alcançou 3 mil casos por 100 mil. Os adultos de 20 a 29 anos lideram em número de ocorrências, seguidos pelas faixas etárias entre 30 e 59 anos. As mulheres representam 54% dos casos e os homens, 46%.
Em relação à cor ou à raça, 49,3% dos registros são de pessoas brancas. Pardos correspondem a 31% e pretos, 4,8%. Em 13,5% das notificações, não há informação sobre esse dado. O Sudeste e o Sul concentram a maioria dos casos, com São Paulo à frente, somando 882 mil notificações, seguido por Minas Gerais, Paraná e Goiás. Já Roraima e Sergipe apresentam os menores índices proporcionais.
No ranking de mortes, São Paulo também aparece na liderança, com 1 mil registros, equivalente a 66% das fatalidades. Minas Gerais, Paraná e Goiás vêm na sequência. Unidades federativas como Espírito Santo, Distrito Federal, Alagoas e Rondônia contabilizaram uma morte cada um. O Ministério da Saúde ressalta que os dados são preliminares e podem sofrer ajustes.
Transmissão e sorotipos do vírus
A dengue tem transmissão realizada pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti, vetor que também espalha os vírus da zika e da chikungunya. Existem quatro sorotipos conhecidos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Apesar de causarem sintomas semelhantes, os sorotipos 2 e 3 tendem a ser mais agressivos por sua capacidade de disseminação.
Uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes, uma para cada sorotipo, pois a imunidade adquirida é específica. O risco de desenvolver manifestações graves cresce em casos de reinfecção por um sorotipo diferente daquele que causou a primeira doença.
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