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Saúde

Com 58 milhões de doses descartadas, desperdício de vacinas aumenta 22% no governo Lula

Os 4 anos da administração anterior, de Jair Bolsonaro, registraram a inutilização de 48,2 milhões de imunizantes

Presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade; dengue 2024 brasil; covid
Presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência do Brasil, em 2023, o país enfrenta um aumento significativo no desperdício de vacinas. Dados mostram que 58,7 milhões de doses tiveram descarte em razão de vencimento, número que representa um aumento de 22% em relação ao governo anterior. Com Jair Bolsonaro, 48,2 milhões de doses foram inutilizadas em quatro anos.

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Especialistas sugerem que esse aumento pode ter correlação com falhas na gestão, como a compra de vacinas perto da data-limite de validade. Além disso, é possível que haja, no país, efeitos de movimentos contrários à vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, parte dessas vacinas chegou na administração anterior.

Impacto financeiro

O prazo para resgatar dinheiro esquecido se encerra no dia 16 de outubro | Foto: Agência Brasil/José Cruz
O impacto financeiro dessa situação soma R$ 1,75 bilhão até o momento, maior desperdício desde 2008 | Foto: Agência Brasil/José Cruz

O impacto financeiro dessa situação soma R$ 1,75 bilhão até o momento, o maior desperdício desde 2008, durante o segundo mandato de Lula.

Para evitar futuros desperdícios, a pasta implementou novas medidas na distribuição, como entregas parceladas e substituição de vacinas por versões mais recentes aprovadas pela Anvisa.

Em 2023, 39,8 milhões de doses foram descartadas, gerando um custo de R$ 1,17 bilhão. Entre janeiro e novembro de 2024, mais 18,8 milhões de vacinas se perderam, acarretando um custo adicional de R$ 560,6 milhões. As vacinas contra a covid-19 foram as mais desperdiçadas — três de cada quatro doses inutilizadas.

A adesão à vacinação sob Lula

Ministério da Saúde compra 69 milhões de vacinas contra a covid-19
Apesar de aumento na cobertura vacinal, muitas doenças ainda não atingiram a meta de 95% | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Atualmente, apenas 19,38% da população recebeu a segunda dose de reforço. A médica Margareth Dalcolmo destacou, ao jornal O Globo, que “lotes recebidos perto do vencimento e baixa procura da população” foram fatores críticos para as perdas de imunizantes.

Além das vacinas contra a covid-19, outros imunizantes, como DTP, febre amarela e meningocócica, também foram a descarte. Isso ocorreu apesar de um aumento na cobertura vacinal dessas doenças. A vacinação contra DTP aumentou de 64,4% em 2022 para 87,5% em 2024.

Leia também: “Picaretagem cultural”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 242 da Revista Oeste

A cobertura vacinal para febre amarela subiu de 60,6% para 75,4%, enquanto a meningocócica cresceu de 75,3% para 95,3%. A epidemiologista Carla Domingues enfatizou a necessidade de “buscar ativamente crianças e outros públicos-alvo” para melhorar a adesão às campanhas de vacinação.

Apesar do aumento na cobertura vacinal, muitas doenças ainda não atingiram a meta de 95%. Especialistas ressaltam a importância de uma articulação eficiente entre governo federal, Estados e municípios para uma maior efetividade nos programas.

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4 comentários
  1. PCC
    PCC

    Vamos acabar com esse ministério da saúde pra cortar gastos e prender essa ministra safada e incompetente.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Genocida , vacinas jogadas fora, cadê o stf de merda …

  3. JOSE ROBERTO CARRARA
    JOSE ROBERTO CARRARA

    pra quem saiu atirando no governo anterior( que tambem não era lá essas coisas), sobre vacinas vencidas que estavam em Guarulhos,,,,,mas dá pra entender, governo de analfabeto e incompentente, não podia ser diferente,,,

  4. FORA LULA
    FORA LULA

    o soviet tribunal de exceção do regime lulista dirá que é insconstitucional divulgar dados que provem a ineficiência dos idiotas no “pudê”, detendo por 17 anos aqueles que ousarem expor a incompetência dos “iluminados”.

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