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Saúde

CFM publica nova resolução e proíbe hormonioterapia para menores de 18 anos

Entidade também aumenta idade mínima para cirurgias de redesignação sexual

O CFM afirma que as evidências científicas que embasam esse tipo de tratamento são inconclusivas | Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) endureceu as diretrizes para o atendimento médico de pessoas com “disforia de gênero”. A nova norma, publicada nesta quarta-feira, 16, no Diário Oficial da União, veta o uso de bloqueadores e terapias hormonais cruzadas em menores de idade.

A entidade eleva de 18 para 21 anos a idade mínima para cirurgias de redesignação sexual com efeito esterilizante. A Resolução n.º 2.427/2025 informa que os médicos não poderão prescrever bloqueadores da puberdade nem administrar hormônios sexuais a crianças e adolescentes.

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O CFM argumenta que as evidências científicas que embasam esse tipo de tratamento ainda são frágeis e inconclusivas. A justificativa da nova resolução menciona relatos de pessoas que interromperam o processo de transição e que alegam arrependimento pelas intervenções realizadas.

Parte desses casos envolve jovens cuja disforia de gênero teria se resolvido naturalmente com o avanço da puberdade.

Ainda conforme o conselho, estudos revelam que entre 61% e 98% dos casos de disforia diagnosticados na infância resultam em reconciliação espontânea entre a “identidade de gênero” e o sexo biológico.

Além disso, a entidade também aponta riscos no uso prolongado de bloqueadores hormonais, como perda de massa óssea, impacto na estatura e diminuição da fertilidade.

Entidades criticam decisão do CFM e falam em retrocesso

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgou uma nota de repúdio à nova regra. Em postagem no Instagram, o grupo classificou a medida como parte de uma agenda global contrária aos direitos da população trans.

Segundo a Antra, a decisão ignora diretrizes da Organização Mundial da Saúde e exclui vozes técnicas e sociais do debate.

Outra manifestação contrária partiu da Associação Mães Pela Diversidade, que informou ter acionado o Ministério Público Federal (MPF). A organização acusa o CFM de ameaçar direitos constitucionais relacionados à saúde e à identidade de gênero.

“Protocolamos representação ao MPF contra a nova resolução do CFM, que ameaça direitos fundamentais à saúde e à identidade de gênero”, informa a associação. “Também questionamos a omissão do Estado na implementação do PAES-Pop Trans, essencial para garantir atendimento digno à população trans.”

Norma do CFM não se estende a terapias hormonais para outras condições endócrinas

Conforme Oeste, a proibição de bloqueadores hormonais não se aplica a casos de puberdade precoce ou outras condições endócrinas, mas é específica para crianças e adolescentes que buscam a transição.

Nesse sentido, os serviços de saúde que realizam esses procedimentos devem cadastrar os pacientes e garantir a disponibilização das informações aos Conselhos Regionais de Medicina. Como resultado, essa medida visa a assegurar o monitoramento adequado das práticas médicas envolvidas.

1 comentário
  1. Rogerio Antônio Brostoline
    Rogerio Antônio Brostoline

    entao opinião de TRAVECO VALE MAIS QUE DADOS CIENTÍFICOS COMPROVADOS…..NAO CLARO QIE NAO….Ha nao ser nesse pais totalmente PERDIDO EM TUDO principalmente na LEI E NA ORDEM

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