O calendário da saúde destaca nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia. A data traz à tona a importância do acompanhamento médico regular como a principal estratégia para a saúde da mulher.
Para o médico José Carlos Sadalla, especialista em mastologia e oncoginecologia, o foco da medicina atual está na prevenção e na eficácia dos tratamentos: quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama apresenta chances de cura superiores a 95%.
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A mamografia segue sendo o exame de referência para esse monitoramento. Segundo o médico, a tecnologia de imagem permite identificar alterações milimétricas muito antes que se tornem perceptíveis ao toque. Isso oferece uma janela de oportunidade valiosa, permitindo que as pacientes tenham acesso a terapias mais seguras e com menor impacto na rotina.
Ele aponta também que muitas mulheres ainda confiam excessivamente apenas no autoexame, o que pode criar uma falsa sensação de segurança.
“O autoexame é importante para o autoconhecimento, mas ele não substitui a mamografia”, afirma Sadalla. “Quando o tumor é palpável, ele já tem um tamanho considerável. A mamografia nos permite chegar antes, ver a doença quando ela é apenas um grão de areia, e isso muda completamente o jogo a favor da paciente.”
Depois da mamografia: avanços na cirurgia
Sadalla ressalta que a evolução do diagnóstico caminha lado a lado com técnicas cirúrgicas cada vez mais modernas e conservadoras. O objetivo hoje não é apenas tratar a doença, mas garantir a integridade física da mulher.
Um exemplo prático dessa evolução é a técnica do Linfonodo Sentinela. O mastologista explica que, antigamente, era comum a remoção total dos gânglios da axila, o que podia causar inchaço e desconforto no braço. Agora, segundo Sadalla, a combinação de detecção cedo e cirurgia precisa permite que a mulher atravesse o tratamento mantendo sua integridade física e autoestima.
“Hoje não tratamos apenas o câncer, tratamos a mulher”, diz o médico. “Com o diagnóstico precoce via mamografia, conseguimos muitas vezes preservar a mama. A mensagem deste dia 5 de fevereiro não é de medo, mas de consciência: fazer o exame é um ato de amor próprio que garante futuro.”
Com essa técnica de precisão dos linfonodos, é possível analisar apenas o primeiro gânglio da drenagem linfática. Se ele estiver saudável, preserva-se toda a estrutura restante, evitando sequelas e permitindo uma recuperação funcional rápida.
Além dos exames periódicos, o médico reforça que hábitos saudáveis — como alimentação equilibrada e prática de exercícios — são aliados fundamentais na manutenção da saúde preventiva.
Serviço: quando fazer o exame?
- Mulheres a partir de 40 anos
Devem realizar a mamografia anualmente.
- Fatores de risco
Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário (especialmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos) devem consultar um mastologista para avaliar o início do rastreamento antes dessa idade.
Leia também: “Uma cidade chamada Hospital das Clínicas”, reportagem de Branca Nunes publicada na Edição 285 da Revista Oeste









































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