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Saúde

Brasil registra mais de 341 mil acidentes com animais peçonhentos em 2023

Desse total, quase 44 mil foram causados por aranhas, ou seja, 12% dos casos; confira cuidados e prevenção

A aranha-marrom (foto) é uma das que mais causam acidentes no Brasil
A aranha-marrom (foto) é uma das que mais causam acidentes no Brasil | Foto: Philipe de Liz Pereira/Wikimedia Commons

Em 2023, o Brasil registrou 341.806 acidentes com animais peçonhentos. Desse total, 43.933 foram causados por aranhas, ou seja, 12% dos casos. O Ministério da Saúde alerta que as aranhas são a segunda maior causa de envenenamentos de brasileiros, atrás apenas dos escorpiões.

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O órgão destaca, ainda, que os “acidentes por animais peçonhentos representam um importante desafio para a saúde pública no Brasil”. “Em razão da rica biodiversidade e do clima tropical favorável, o país abriga uma grande variedade de serpentes, aranhas, escorpiões e outros animais peçonhentos”, escreve o ministério. “Suas picadas ou mordidas podem resultar em graves consequências para a saúde humana.”

Distribuição de soros antivenenos no Brasil

Soros antivenenos, como antiaracnídico, têm distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/Butantan

Apesar de apenas três grupos de aranhas causarem acidentes graves, elas convivem com humanos em casas, quintais e parques. Soros antivenenos, como o soro antiaracnídico, têm distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecimento por hospitais públicos, filantrópicos e privados que garantem tratamento gratuito.

As aranhas mais perigosas no Brasil são a Loxosceles (aranha-marrom ou violino), a Phoneutria (armadeira ou macaca) e a Latrodectus (viúva-negra). A picada de cada uma tem seus sintomas específicos. Para descrever o envenenamento por picada de aranhas, usa-se o termo araneísmo.

Sintomas das picadas de aranhas

aranha marrom
Wilker Guilherme afirmou que foi vítima de negligência médica. Ele procurou as unidades de saúde por três vezes, sendo que nas duas primeiras não recebeu o soro antiaracnídico | Foto: Antonio Serrano/Wikimedia Commons

A picada da aranha-marrom pode causar dor leve, que evolui para uma área com palidez e manchas roxas. Vesículas ou bolhas com conteúdo sanguinolento podem aparecer. Em casos graves, pode ocorrer hemólise, levando à insuficiência renal aguda.

Já a picada da armadeira é caracterizada por dor imediata, que pode irradiar para a raiz do membro afetado. Outros sintomas são: inchaço, manchas vermelhas, formigamento, dormência e sudorese no local da picada, onde ficam marcas de dois pontos de inoculação.

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Por sua vez, a picada da viúva-negra provoca dor no local, suor intenso e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos. Tremores, ansiedade, insônia, dor de cabeça e manchas vermelhas na face e pescoço são comuns. Em casos graves, pode ocorrer distúrbios de comportamento e choque.

Cuidados e prevenção

Em caso de acidente, é crucial procurar atendimento médico imediatamente. Recomenda-se fotografar ou informar características do animal ao profissional de saúde. Lavar a picada com água e sabão e aplicar compressas mornas podem aliviar a dor (realizar apenas se as ações não atrasarem o atendimento).

Em emergências, contate o SAMU (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da região pode ser acionado para orientação e assistência.

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Para prevenir acidentes, mantenha jardins e quintais limpos. Evite acúmulo de entulhos, folhas secas e folhagens densas próximas a casas. Sacuda roupas e sapatos antes de usá-los, vede frestas em paredes e pisos, use telas em ralos e mantenha camas e berços afastados das paredes.

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