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Saúde

Anvisa proíbe anel que promete medir glicose sem o uso de agulhas

Agência barrou dispositivos sem comprovação científica que usavam imagens de famosos para atrair consumidores

Anel glucomax
Na semana passada, a Anvisa anunciou que antecipará a análise de registros de canetas à base de liraglutida e semaglutida | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de anéis que prometiam medir glicose e sinais vitais sem o uso de agulhas. A decisão abrange fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso dos dispositivos.

Entre os produtos banidos estão os chamados Anel para Acupressão Glucomax, Glicomax, Glucomax e Glucomax Pro. Os quatro modelos eram vendidos como alternativa indolor para verificar níveis de açúcar no sangue, oxigenação e até atividade cardíaca.

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O órgão informou que nenhum desses equipamentos possui registro sanitário nem eficácia comprovada. Mesmo assim, eles circulavam em sites de compras e nas redes sociais, como Instagram, Facebook e TikTok. Os anúncios chegaram a usar imagens de pessoas conhecidas para induzir o público a erro.

Segundo a autarquia, produtos irregulares não oferecem garantia de qualidade, segurança nem efetividade. O uso, inclusive, pode trazer sérios riscos à saúde.

Anvisa antecipa análise de canetas emagrecedoras

Na semana passada, a Anvisa anunciou que antecipará a análise de registros de canetas à base de liraglutida e semaglutida, a pedido do Ministério da Saúde. Como resultado, a medida amplia o acesso a medicamentos contra diabetes e obesidade.

Desta forma, a decisão garante prioridade a esses produtos em relação a mais de 1,9 mil medicamentos que aguardam avaliação. A Anvisa informou que dará preferência a canetas fabricadas no Brasil.

+ Leia também: “Anvisa acelera análise de registros de canetas emagrecedoras”

A justificativa considera riscos de desabastecimento, concentração de mercado e aumento de falsificações. A decisão ocorre meses antes do fim da patente do Ozempic, previsto para março de 2026. Indústrias como EMS, Biomm e Hypera já se movimentam para lançar versões genéricas.

Em 15 de agosto, o Ministério da Saúde apresentou pedido formal de priorização. A pasta defendeu a produção nacional e a redução da dependência tecnológica. Segundo o órgão, a entrada de genéricos pode reduzir preços em até 40%.

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