A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira, 6, novas ações para conter irregularidades na venda de canetas emagrecedoras por farmácias de manipulação.
A Anvisa identificou que parte das farmácias tem ultrapassado os limites permitidos e operado como estruturas de produção de injetáveis, atividade proibida por lei. Diante desse cenário, a agência decidiu endurecer as regras vinculadas às autorizações de funcionamento concedidas a esses locais.
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Outro caso envolve a HKM Farmácia de Manipulação Ltda (Essentia Pharma), em Florianópolis (SC). A Anvisa identificou que o estabelecimento “operava em escala industrial sem exigência de prescrição médica, além de apresentar falhas críticas nos processos de esterilização de produtos”.
Durante a inspeção, técnicos constataram mais de 1,3 milhão de ampolas pré-produzidas, “para as quais não havia prescrição (receita) médica”.
À Oeste, a empresa afirmou que as medidas solicitadas pelo órgão foram integralmente implementadas e que atua em conformidade regulatória, “pautada pela transparência e pelos altos padrões de qualidade e segurança”.
Além disso, argumentou que os medicamentos injetáveis não correspondem à tirzepatida nem a fármacos para diabetes ou emagrecimento, mas a ampolas de vitaminas e minerais.
Segundo fontes envolvidas nas ações, mais da metade das farmácias vistoriadas apresenta problemas graves. Como resultado, a Anvisa decidiu adotar medidas mais rigorosas para conter a atuação irregular e reforçar o cumprimento das normas sanitárias.
Polícia Civil flagra venda irregular no Rio de Janeiro
Também nesta segunda-feira, a Polícia Civil prendeu um casal em flagrante durante uma operação contra a comercialização de “canetas emagrecedoras” no Rio de Janeiro. Os produtos tinham origem desconhecida e não possuíam registro da Anvisa.
Além dos medicamentos, os agentes identificaram a comercialização de roupa e perfumes falsificados. A Delegacia do Consumidor conduziu a operação com base em um trabalho de inteligência que detectou a atuação do grupo.
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A atuação no Rio ocorre depois de uma investigação semelhante em Monte Alto (SP), onde a Polícia Civil identificou um esquema de aplicação irregular dessas substâncias. O caso envolve profissionais da saúde e o uso de produtos sem autorização da Anvisa.
Eis a manifestação da farmácia de manipulação HKM:
“Comunicamos que as revisões procedimentais solicitadas pela Vigilância Sanitária e amplamente noticiadas pela mídia em 24 de março já foram integralmente implementadas, reforçando nosso compromisso com a ética, a conformidade regulatória e o rigor técnico em todas as etapas.
Já no dia 31 de março as autoridades sanitárias verificaram o cumprimento de todas as exigências e autorizaram o retorno das atividades, com a devida emissão dos documentos pertinentes. Desde então, a empresa opera normalmente, com autorização do órgão regulador.
Por decisão comercial, a empresa optou por descontinuar a manipulação da Tirzepatida, mantendo normalmente as demais linhas de produtos.
Com 21 anos de atuação e histórico consistente no atendimento às fiscalizações regulares, a empresa reafirma seu compromisso com a rastreabilidade, a transparência e a conformidade de seus processos.
Em caso de dúvidas adicionais, permanecemos à disposição.”






































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