publicidade
Saúde

Anvisa aprova produção de vacina contra chikungunya do Butantan

Imunizante desenvolvido com farmacêutica estrangeira já havia recebido aval regulatório

Desenvolvida nos EUA, combinação de vacina foi testada em camundongos com melanoma: resultados animadores | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo o instituto, a produção nacional permitirá ampliar o acesso e facilitar a incorporação da vacina ao SUS | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 4, a fabricação no Brasil da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, chamado Butantan-Chik, já havia recebido autorização da agência em 2025 e foi o primeiro do tipo liberado no mundo.

Segundo o instituto, a produção nacional permitirá ampliar o acesso e facilitar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do Butantan, Esper Kallás, classificou a medida como um marco para a instituição e para a saúde pública.

Receba nossas atualizações

Produção nacional e dados de eficácia

De acordo com estudo publicado na revista científica The Lancet, em 2023, 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus. A vacina exige apenas uma dose e manteve níveis de proteção por pelo menos seis meses, segundo mostram os dados.

Vista aérea do Instituto Butantan
Vacina também foi testada nos Estados Unidos | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Os pesquisadores classificaram os eventos adversos registrados como leves ou moderados. Com relatos de dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre. Nos Estados Unidos, mais de 4 mil pessoas entre 18 e 65 anos receberam o imunizante durante os testes.

No início deste ano, o SUS iniciou a distribuição da vacina em cidades com maior incidência da doença, dentro de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde. Cerca de 23 mil brasileiros já receberam a dose.

A aplicação ocorre em pessoas entre 18 e 65 anos, mas os especialistas contraindicam o uso para gestantes, imunossuprimidos e imunodeficientes, pois a vacina contém vírus atenuado.

A picada do mosquito fêmea Aedes aegypti infectado transmite o vírus da chikungunya. A infecção pode causar febre e dores intensas nas articulações, além de sintomas como manchas na pele, náuseas, vômitos e dor de cabeça. Em alguns casos, as manifestações podem persistir por até 90 dias.

+ Leia mais notícias de Saúde em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.