Para acelerar o acesso a medicamentos contra diabetes e obesidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira, 25, que irá antecipar a análise de registros de canetas à base de liraglutida e semaglutida, atendendo a pedido do Ministério da Saúde.
A medida permite que esses produtos tenham prioridade sobre mais de 1,9 mil medicamentos na fila.
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A Anvisa dará preferência a canetas fabricadas no Brasil, justificando o risco de desabastecimento, concentração de mercado e aumento de falsificações. O movimento ocorre meses antes do vencimento da patente do Ozempic, em março de 2026. EMS, Biomm e Hypera já se preparam para lançar versões genéricas.
O pedido à Anvisa

Em 15 de agosto, o Ministério da Saúde solicitou formalmente a priorização, defendendo a produção nacional e a redução da dependência tecnológica. Segundo a pasta, a entrada de genéricos pode reduzir preços em até 40%.
Apesar do avanço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde rejeitou, no dia 20, a incorporação de Saxenda e Wegovy ao SUS, estimando custo de R$ 8 bilhões ao ano. A Anvisa fundamentou a decisão de dar prioridade em resolução de 2017, que permite acelerar registros em casos de risco de desabastecimento.
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Atualmente, há nove pedidos de registro de semaglutida, sete de liraglutida e três de biológicos. A agência abriu prazo de 15 dias para que empresas solicitem prioridade e deve divulgar o cronograma em até 30 dias.
Além das canetas, o Ministério da Saúde também pediu prioridade para medicamentos à base de darunavir (HIV) e dasatinibe (leucemia mieloide crônica).






































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