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Saúde

ANS fixa reajuste de até 6,06% para planos de saúde individuais e familiares

O novo porcentual para o período entre 2025 e 2026 é menor alta em 17 anos; entenda

Logo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Logo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) | Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira, 23, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu fixar o índice de reajuste para planos de saúde individuais e familiares em até 6,06%. O reajuste vai passar a valer para contratos com aniversário entre maio de 2025 e abril de 2026.

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Esse porcentual estabelece o limite máximo que operadoras podem aplicar nessas modalidades, de modo a incidir na data de renovação de cada contrato. Para cada documento com aniversário em maio ou junho, a cobrança do novo valor poderá se iniciar em julho ou agosto, com valores retroativos referentes aos meses anteriores.

Panorama dos beneficiários e diferenças entre planos de saúde

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Segundo dados da agência, em abril, havia 8,6 milhões de usuários de planos individuais ou familiares | Foto: Reprodução/Freepik

Segundo dados da agência, em abril, havia 8,6 milhões de usuários de planos individuais ou familiares. Esse número representa 16,5% dos beneficiários de planos privados no país. Já os planos coletivos, empresariais ou por adesão, respondem por mais de 83% dos contratos e somavam quase 43,7 milhões de pessoas no mesmo período.

O índice aprovado pela ANS ficou abaixo do teto do ano anterior, que havia sido de 6,91%. Trata-se da menor variação desde 2021, quando foi registrado um reajuste negativo de −8,19%. Em 2021, o valor das mensalidades caiu em razão da queda nas despesas assistenciais provocada pela pandemia de covid-19.

Leia mais: “A vida está vencendo”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 274 da Revista Oeste

Se desconsiderado o resultado de 2021, o porcentual de 6,06% é o menor em 17 anos, maior apenas que o registrado em 2008, de 5,48%. Para os planos coletivos, a definição do reajuste ocorre em negociação direta entre empresas e operadoras, sem teto estabelecido pela ANS, o que gera constantes reclamações de consumidores.

Inflação, metodologia e desafios do setor

O reajuste autorizado supera a inflação oficial medida pelo IPCA, que acumulou alta de 4,83% nos 12 meses de 2024 e 5,32% até maio de 2025. A ANS, contudo, ressalta que a metodologia do reajuste leva em conta fatores além da inflação, como a frequência de utilização dos serviços médicos.

A contratação dos serviços individuais e familiares ocorre por qualquer pessoa física, seja para uso próprio ou para dependentes. Esse setor enfrenta críticas recorrentes dos consumidores, que reclamam desde cancelamentos unilaterais até aumentos nas mensalidades.

Leia também: “Todos pagam a conta”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 273 da Revista Oeste

Do lado das operadoras, as principais reclamações envolvem o aumento do custo médio dos procedimentos de saúde, pela incorporação de novas tecnologias e ao envelhecimento da população. Esses fatores elevam a demanda por serviços médicos.

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