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Saúde

Agência de saúde dos EUA relaciona morte de 10 crianças a vacinas contra covid-19

É a primeira vez que o governo norte-americano reconhece a possível relação entre imunizantes e mortes de pessoas vacinadas

VACINA covid
Vacinas da Pfizer e Moderna são feitas com a técnica de mRNA | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um memorando da Food and Drug Administration (FDA), agência dos Estados Unidos similar à brasileira Anvisa, relaciona a morte de dez crianças a vacinas contra a covid-19. Veículos de imprensa como o The New York Times e a agência Reuters tiveram acesso ao documento interno, ainda não divulgado publicamente.

Leia também: O absurdo da vacina obrigatória para crianças, reportagem publicada na Edição 263 da Revista Oeste

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As dez mortes são decorrentes de inflamação cardíaca (miocardite), segundo o memorando produzido pelo diretor médico e científico da FDA, Vinay Prasad, com data da última sexta-feira, 28.

“Essas mortes estão relacionadas à vacinação (atribuição provável/possível feita pela equipe)”, diz o memorando, segundo a Reuters. “Esta é uma revelação profunda. Pela primeira vez, a FDA, dos EUA, reconhecerá que as vacinas contra a covid-19 mataram crianças norte-americanas.”

Memorando da FDC sobre a relação entre morte de crianças e vacinas contra a covid-19

O relatório não detalhou os fabricantes das vacinas nem as condições preexistentes das vítimas. Nos EUA, imunizantes da Pfizer e da Moderna foram disponibilizados a crianças.

As conclusões basearam-se numa análise inicial de 96 mortes de 2021 a 2024, das quais “pelo menos dez estão relacionadas” às vacinas contra a covid-19, de acordo com Prasad. Ele observou: “É difícil ler relatos de casos em que crianças de 7 a 16 anos podem ter morrido em decorrência das vacinas contra a covid.”

As conclusões da nova revisão da FDA ainda não foram publicadas em uma revista médica com revisão por pares, segundo o New York Times. Segundo o jornal, o comitê de vacinas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) se reunirá na próxima semana.

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Antes disso, Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo de Donald Trump, já tinha revisado a política do governo e restringido o acesso às vacinas contra a covid-19 apenas para pessoas com 65 anos ou mais e pacientes com doenças preexistentes.

Donald Trump e Robert F. Kennedy Jr
O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., e o presidente Donald Trump | Foto: Reprodução/site Casa Branca

Durante o governo Trump e na gestão seguinte de Joe Biden (Partido Democrata), as autoridades apoiaram fortemente a vacinação emergencial contra a covid-19, lançada em 2020, alguns meses depois do começo da emergência sanitária.

A posição de Vinay Prasad

Com a obtenção do memorando sobre a possível relação entre as mortes de criança e a vacina covid-19, a imprensa voltou a lembrar o posicionamento de Prasad contrários às vacinas emergenciais e o uso obrigatório de máscaras.

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Prasad, oncologista e crítico das campanhas de vacinação contra a covid-19 e do uso obrigatório de máscaras, retomou em setembro seu cargo de diretor médico e científico da FDA. Ele colabora com o comissário e outros gestores em temas regulatórios e de saúde pública.

Segundo o CDC, de 4 de janeiro de 2020 a 24 de junho de 2023, 1.071 pessoas de 5 a 18 anos morreram de covid-19 nos Estados Unidos. Prasad ponderou que não é possível determinar se o benefício da vacina supera os riscos.

“Comparar o número de crianças que morreram de covid com essas mortes (relacionadas à vacina) seria uma comparação falha”, escreveu diretor médico e científico da FDA. “Não sabemos quantas crianças a menos teriam morrido se tivessem sido vacinadas, e não sabemos quantas crianças a mais morreram por causa das vacinas do que as que foram relatadas voluntariamente.”

No sábado 29, o comissário da FDA, Marty Makary, declarou ao canal de TV Fox News que a vacina contra a covid-19 foi eficaz para idosos e pessoas em risco, especialmente quando adaptada ao vírus do momento, mas não abordou a vacinação infantil.

Leia também: O erros na pandemia, reportagem publicada na Edição 261 da Revista Oeste

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