Em um só dia, o presidente Lula disse que não tem medo dos Estados Unidos, afirmou que o Brasil não pode aceitar o tratamento dado pelo governo americano, declarou que Trump não é “o imperador do mundo”, acusou Trump de fomentar conflitos para prejudicar sua candidatura, chamou o secretário de Estado Marco Rubio de “latino-americano frustrado”, disse que, se os americanos querem problemas, o Brasil não vai chorar e declarou que ninguém deve ter medo dos Estados Unidos.
Tudo isso veio a reboque das recentes decisões americanas, como classificar o PCC e o CV como grupos terroristas e o relatório da Seção 301, que recomendou tarifas extras contra o Brasil, em razão dos abusos supremos acima de tudo. Lula parece desejar uma ação mais drástica do governo Trump para bancar a vítima e puxar com mais força a cartada da “soberania” em ano eleitoral. Mas o buraco pode ser mais profundo.
O destempero de Lula, que chegou a pregar o enforcamento do seu adversário Flávio Bolsonaro, um “traidor da Pátria”, demonstra que o presidente brasileiro percebeu que a paciência de Trump acabou. O presidente americano é um empresário pragmático, chegou a elogiar Lula, falar em “química” entre ambos, pois estava negociando com o Brasil temas do interesse americano. Mas Lula é incapaz de entregar qualquer promessa.

Seus recentes decretos irritaram as big techs, pois instauram a censura no país. Combater o crime organizado, em especial no aspecto financeiro, é algo impossível para o presidente que chama traficante de vítima de usuário e se recusa a classificar PCC e CV como facções terroristas. Afastar-se da China é missão impossível para um governo socialista, que já fez sua escolha ideológica. E Lula voltou a falar sobre as terras raras, usando linguajar nacionalista e estatizante contra o livre mercado pregado pelos americanos.
Em suma, Lula colocou o Brasil no eixo do mal, e Trump já se deu conta de que não será viável transformá-lo num líder pragmático. Lula é o escorpião da fábula, aquele que pica o sapo mesmo que isso signifique sua própria morte, pois sua essência é esta, soltar seu veneno. Lula fundou o Foro de SP com Fidel Castro para “resgatar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu”, ou seja, o comunismo. O governo petista defende até o regime nefasto dos aiatolás xiitas no Irã, além do de Cuba e Venezuela.
Não por acaso, Marco Rubio, ao mencionar um continente cada vez mais alinhado com os valores americanos, citou como exceções Cuba, Venezuela e Nicarágua, além da Colômbia e do próprio Brasil, frisando que ambos estão em ciclos eleitorais. Ou seja, dependendo do resultado das eleições, pode ser que o Brasil volte a ser considerado um país “amigável” pelos Estados Unidos, mas com Lula isso não é possível.

O assessor lulista Celso Amorim, autor de prefácio de livro enaltecendo o grupo terrorista Hamas, lamentou que isso nunca havia acontecido antes na história. Por que será que Rubio, filho de dissidentes cubanos, fez isso agora? Será que tem ligação com o fato de que o governo Lula se tornou cada vez mais abjeto e do lado de tudo que não presta nas disputas geopolíticas?
A indicação de um novo embaixador dos Estados Unidos sem consulta formal prévia ao governo brasileiro causou incômodo também no Itamaraty e pode levar a um novo atrito entre os dois governos. Na formalidade diplomática, os governos costumam fazer uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada — o chamado agrément — para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador.
Daniel Perez, o escolhido pelo governo de Donald Trump para ser embaixador do país no Brasil, é um parlamentar da Flórida bastante próximo de Rubio. Ele também é filho de cubanos e foi indicado pelo Departamento de Estado. A sinalização da administração Trump parece bastante clara: o presidente americano cansou das bravatas lulistas e torce por uma guinada à direita no país. Rubio divulgou a notícia sobre o PCC e o CV um dia após a visita de Flávio Bolsonaro, e Trump publicou uma foto do encontro no mesmo dia. Tudo isso somado não deixa margem a dúvidas: Trump está alertando que existe uma alternativa e que não é refém do lulismo socialista. Se Lula continuar subindo o tom desse jeito, por interesses eleitorais, poderá forçar uma reação ainda mais dura de Trump. Aguardemos…

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Covardia!
É como eu classifico quem BLOQUEIA os seus leitores que podem estar fazendo perguntas desconfortáveis!
Nesse caso sou eu (@eduscarv no X) que nunca fui bloqueado nem por jornalista de esquerda!
Mais do que nunca, só há uma saída para o desenvolvimento e a prosperidade do Brasil como nação : vencer o nefasto lulopetismo, e mais, descontaminar o Congresso.
Lula sempre atacou Trump, com ofensas, mentiras e até grossuras de seu condicionamento ideológico comunista. Trump nunca dirigiu palavras rudes ao Lula, nem palavrões, nem críticas. Para quem deseja negociar o método mais inadequado é agredir o outro lado que está no jogo da economia ou do combate ao terroristas. Brigar com alguém que desejamos negociar em paz e usufruir de bons resultados não pode passar da linha ética e diplomática. Lula sempre foi um demagogo, mas agora já está parecendo o Biden2.
Lula está totalmente descontrolado, perdeu a conexão com a realidade, não sabe nem onde está. Acredita que pode vencer as eleições, ledo engano. Quem prega ainda o enforcamento do adversário, já perdeu de vez.