Não foi por falta de aviso. Desde a sua volta à Casa Branca, Donald Trump deixou claro que o combate ao narcoterrorismo seria uma das prioridades centrais de sua política para as Américas. Washington sinalizou repetidamente que organizações criminosas transnacionais deixariam de ser tratadas apenas como um problema policial e passariam a ser encaradas como ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.
Lula foi alertado. Participou de negociações, ouviu os sinais emitidos por Washington e conhecia perfeitamente a direção que a política americana estava tomando. O governo brasileiro teve inúmeras oportunidades para compreender essa mudança, cooperar de forma mais ampla e assumir um papel de protagonismo em uma agenda que afeta diretamente a segurança dos brasileiros e dos americanos. Preferiu outro caminho e apostou que teria tempo, margem de negociação e espaço para administrar o tema segundo suas próprias prioridades.
Nesta semana, a conta chegou.
Ao classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, os Estados Unidos não apenas elevaram a pressão sobre as duas maiores facções criminosas do Brasil. Também enviaram um recado inequívoco a Brasília: quando Washington considera determinado tema uma questão de segurança nacional, a disposição para esperar indefinidamente por consensos diplomáticos tem limites.
A decisão do Departamento de Estado americano provocou reações imediatas em Brasília. Juristas passaram a discutir as implicações legais da medida. Diplomatas analisaram seus efeitos sobre a relação bilateral. Especialistas em segurança pública tentaram avaliar o impacto prático sobre o combate às facções criminosas.
Mas a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas levanta uma questão mais relevante do que as discussões jurídicas que inevitavelmente virão.
Por que Washington decidiu dar esse passo agora? Há o contexto político do timing. A designação, logo após a visita do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro à Casa Branca, pode ser lida como um claro recado a Lula no melhor estilo “trumpiniano”: cansei de encontros vazios e apertos de mão inúteis.
O anúncio de Marco Rubio, o cão de guarda de Donald Trump quando o assunto é América Latina, não diz respeito apenas ao PCC e ao Comando Vermelho. Ele revela como Washington passou a enxergar o crime organizado nas Américas e, sobretudo, quais são as prioridades que a Casa Branca está disposta a impor quando considera que seus interesses de segurança nacional estão em jogo.
Primeiro Comando da Capital and Comando Vermelho are two of the most violent criminal organizations in Brazil. Their reach extends throughout our region and into our country.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) May 28, 2026
Today, I designated these organizations as Foreign Terrorist Organizations and Specially Designated…
Durante décadas, organizações criminosas latino-americanas foram tratadas como um problema de segurança pública. Eram combatidas por forças policiais, agências de inteligência e mecanismos de cooperação internacional voltados ao narcotráfico. O desafio era grave, mas permanecia dentro de uma categoria relativamente bem definida.
Essa lógica está mudando. Sob Donald Trump, o narcotráfico deixou de ser visto apenas como uma atividade criminosa lucrativa. Passou a ser tratado como uma ameaça estratégica à segurança nacional americana. A diferença é enorme.
Quando um tema passa a ser enquadrado como questão de segurança nacional, mudam as prioridades, mudam os recursos disponíveis e mudam as ferramentas que o governo está disposto a utilizar. É exatamente isso que está acontecendo.
A designação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas não é apenas uma mudança de classificação. É a formalização de uma nova forma de enxergar o problema. E essa nova forma de enxergar o problema tem consequências diretas para o Brasil.
O recado de Washington
A leitura mais superficial da decisão americana sugere apenas uma ação voltada ao combate ao crime organizado ou apoio a um candidato para a eleição presidencial de outubro do Brasil. A realidade parece mais complexa.
O governo Lula tentou evitar a classificação das duas facções como organizações terroristas a todo custo. Brasília buscava negociar um pacote mais amplo de cooperação com Washington para o enfrentamento do crime organizado e esperava encontrar uma alternativa que impedisse a adoção da medida.
Os americanos, depois da inércia brasileira, seguiram adiante. O gesto é significativo porque demonstra que a administração Trump concluiu que o tempo das negociações já havia se esgotado.

Ao longo dos últimos meses, Washington ofereceu diferentes oportunidades para ampliar a coordenação regional contra o narcotráfico, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas transnacionais que atuam no continente. A expectativa americana era construir uma rede hemisférica de cooperação baseada em objetivos estratégicos compartilhados. Na prática, a percepção em Washington parece ter sido outra.
A Casa Branca passou a demonstrar crescente insatisfação com o ritmo e com a profundidade da cooperação oferecida pelo governo brasileiro e é difícil ignorar esse contexto ao analisar o anúncio, que ocorreu após meses de tensão diplomática e em um momento em que a segurança pública se tornou uma das maiores vulnerabilidades políticas do governo Lula.
Mais do que uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho, a decisão é também um recado político. Washington não pretende permitir que questões consideradas estratégicas para sua segurança nacional fiquem condicionadas às prioridades políticas de outros governos.
Esse é um padrão recorrente da política externa de Trump. Quando o presidente americano considera determinado assunto vital para os interesses dos Estados Unidos, tende a agir em vez de esperar. America first.
A mensagem transmitida por Washington parece clara: a cooperação continua sendo desejável, mas deixou de ser condição para a ação.
Trump e a doutrina do narcoterrorismo
Para compreender a decisão envolvendo as facções brasileiras, é preciso observar algo que muitos analistas ainda insistem em ignorar. A política de Trump para as Américas não é improvisada. Ela segue uma lógica estratégica relativamente consistente.
Durante sua campanha presidencial, Trump prometeu transformar o combate ao narcotráfico em uma prioridade nacional. O compromisso não estava restrito à questão das drogas. Estava ligado a uma visão mais ampla sobre fronteiras, imigração ilegal, tráfico humano, organizações transnacionais e segurança interna.
Na visão da atual administração americana, essas ameaças estão profundamente conectadas. Cartéis, redes de tráfico de pessoas, organizações criminosas transnacionais e grupos envolvidos na lavagem de dinheiro passaram a ser vistos como partes de um mesmo ecossistema.
É justamente dessa percepção que nasce o conceito político de narcoterrorismo adotado por Washington. A lógica já apareceu em diferentes momentos. O recado foi estampado por Washington em coletivas, declarações, documentos e, mais explicitamente, para justificar o aumento da pressão sobre o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. A lógica do governo Trump influenciou operações de cooperação com governos latino-americanos no combate a cartéis, serviu de base para ameaças de ação unilateral contra organizações criminosas mexicanas e ajudou a moldar a crescente presença americana em iniciativas regionais voltadas ao combate ao crime transnacional.

Nesse contexto, a designação do PCC e do Comando Vermelho não representa uma ruptura. Representa continuidade. Os Estados Unidos acompanham o crescimento do PCC há muitos anos, dentro e fora dos 50 Estados americanos.
Em dezembro de 2021, o Departamento do Tesouro já havia classificado a organização sob a Ordem Executiva 14059, descrevendo-a como o grupo criminoso mais poderoso do Brasil e um dos mais influentes do mundo. O comunicado destaca operações que alcançaram Estados Unidos, Europa, África e Ásia.
Em março de 2024, Washington voltou a agir ao sancionar um operador ligado ao PCC, Diego Macedo Gonçalves do Carmo Gonçalves, acusado de movimentar centenas de milhões de dólares em esquemas de lavagem de dinheiro.
A trajetória é clara. O que aconteceu agora não surgiu do nada.
O PCC deixou de ser um problema brasileiro
Durante muito tempo, o crescimento do PCC foi tratado como um fenômeno doméstico. Essa interpretação já não corresponde à realidade. O PCC de hoje não é apenas uma facção criminosa nascida dentro do sistema prisional brasileiro. É uma organização transnacional com capacidade operacional em diferentes continentes, presença em rotas internacionais de tráfico e influência crescente sobre mercados ilícitos que movimentam bilhões de dólares todos os anos.
Essa transformação ajuda a explicar por que Washington passou a olhar para a organização de forma diferente.
Quando uma facção opera simultaneamente na América do Sul, na Europa, na África e na Ásia, o problema deixa de ser exclusivamente brasileiro. Quando suas atividades alcançam o território americano, a questão deixa de ser apenas latino-americana e passa a ser percebida como uma ameaça direta aos interesses dos Estados Unidos.
A presença de integrantes e operadores ligados ao PCC em Estados americanos é observada há anos pelas autoridades locais. O mesmo vale para suas conexões com redes internacionais de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação clandestina de recursos.

É justamente essa expansão que altera a percepção estratégica. Washington não está olhando apenas para o PCC que atua em São Paulo.
Está olhando para uma organização que movimenta recursos internacionalmente, que utiliza estruturas financeiras sofisticadas, que opera através de fronteiras nacionais e que participa de uma economia clandestina global. A mesma lógica vale para o Comando Vermelho.
Quando organizações criminosas atingem esse nível de sofisticação, elas deixam de ser vistas apenas como grupos criminosos tradicionais e passam a ser tratadas como estruturas capazes de desafiar a autoridade dos Estados, influenciar mercados ilegais internacionais e ameaçar interesses estratégicos, e até influenciar eleições dentro dos Estados Unidos.
É nesse ponto que a discussão deixa de ser exclusivamente policial. E é exatamente nesse ponto que começa a próxima fase da história. Uma vez que Washington decide enquadrar essas organizações dentro de uma lógica de segurança nacional, surgem ferramentas que até ontem não estavam disponíveis.
E são essas ferramentas que podem produzir os efeitos mais profundos sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos.
O novo arsenal americano
A consequência mais importante da decisão americana talvez não esteja na classificação em si, mas nas ferramentas que ela coloca à disposição de Washington.
Durante anos, as relações entre Brasil e Estados Unidos em temas ligados ao crime organizado foram conduzidas principalmente por mecanismos de cooperação policial, troca de inteligência, acordos judiciais e iniciativas diplomáticas. A partir do momento em que PCC e Comando Vermelho passam a ser tratados dentro de uma lógica associada ao terrorismo, o campo de atuação americana se amplia significativamente.
A mudança é relevante porque permite que questões antes tratadas como assuntos criminais ou financeiros passem a ser analisadas sob a ótica da segurança nacional. E segurança nacional é uma linguagem que Washington fala com enorme desenvoltura.
Na prática, os Estados Unidos passam a dispor de um arsenal jurídico e financeiro muito mais robusto para atingir indivíduos, empresas e instituições que mantenham qualquer tipo de vínculo com organizações designadas como terroristas.
Isso inclui sanções econômicas, restrições ao acesso ao sistema financeiro internacional, limitações para operações em dólar, bloqueios de ativos, restrições de visto e uma série de outras medidas que podem ser adotadas diretamente pelo Departamento do Tesouro ou por outras agências federais.
E a questão central desse arsenal é que o alcance raramente se limita aos alvos originais, antes protegidos pela não classificação de terroristas.
A força do sistema financeiro americano não decorre apenas do tamanho da economia dos Estados Unidos. Ela decorre do papel central que o dólar continua desempenhando no comércio internacional.
Empresas brasileiras podem não operar diretamente em território americano e ainda assim depender de mecanismos financeiros ligados aos Estados Unidos. Bancos brasileiros podem não ter uma única agência em Nova York e ainda assim precisar do sistema financeiro americano para realizar operações internacionais.
É por isso que a decisão desperta tanta atenção nos departamentos jurídicos, nas áreas de compliance e nas instituições financeiras. Até ontem, muitos gestores estavam preocupados apenas com Brasília, observavam o ambiente regulatório nacional, o cenário eleitoral, as decisões do Banco Central e as disputas políticas domésticas. A partir de agora, também precisarão observar Washington. E isso muda profundamente o tabuleiro.
Uma instituição financeira que ontem analisava apenas riscos regulatórios brasileiros pode ser obrigada a considerar como autoridades americanas interpretarão determinadas operações. Uma empresa que jamais imaginou ser afetada por decisões do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode descobrir que determinados vínculos comerciais passaram a representar riscos relevantes.
A classificação não afeta apenas as facções. Ela altera os incentivos de todos os atores que operam ao redor delas.
Pix, Seção 301 e o aumento da pressão
O impacto da decisão desta semana se torna ainda mais relevante quando observado em conjunto com outras frentes de atrito que já vinham se acumulando entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, o Brasil passou a figurar em discussões sensíveis para os Estados Unidos envolvendo comércio, regulação digital e sistemas financeiros.
Entre os temas observados por Washington está o PIX, sistema de pagamentos coordenado pelo Banco Central e que transformou a forma como brasileiros realizam transações financeiras. O sucesso do PIX é inegável. Mas o sistema também despertou questionamentos internacionais relacionados a mecanismos de supervisão, rastreamento e compliance.
Ao mesmo tempo, o Brasil passou a ser observado em discussões ligadas à aplicação da Seção 301, instrumento tradicionalmente utilizado pelos Estados Unidos para investigar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais americanos.
Nesse contexto, entraram em pauta disputas envolvendo plataformas digitais, liberdade de expressão, regulação de conteúdo e decisões judiciais que afetam empresas americanas de tecnologia. Separadamente, cada uma dessas discussões possui natureza própria. Juntas, porém, ajudam a compor um cenário mais amplo.

O que a designação do PCC e do Comando Vermelho faz é introduzir um novo elemento nessa equação. Questões que antes eram tratadas exclusivamente como debates regulatórios, financeiros ou comerciais passam a coexistir com uma crescente preocupação americana relacionada à segurança nacional.
Essa mudança de contexto não produz efeitos automáticos, mas altera o ambiente em que futuras decisões serão tomadas.
Quando um país passa a ser observado simultaneamente por questões comerciais, regulatórias, tecnológicas e de segurança, a margem de pressão disponível para Washington aumenta consideravelmente. A nova classificação amplia exatamente essa capacidade.
O precedente mexicano
Quem acredita que essas preocupações são meramente teóricas faria bem em observar o que ocorreu em outros países da região. O México oferece um exemplo particularmente relevante.
Nos últimos anos, cartéis mexicanos passaram a ocupar posição central na estratégia americana de combate ao narcotráfico. A justificativa era simples: organizações criminosas mexicanas haviam se transformado em estruturas transnacionais capazes de impactar diretamente a segurança interna dos Estados Unidos.
O resultado foi uma combinação de medidas policiais, diplomáticas, financeiras e econômicas. Mas não apenas isso.
À medida que Washington passou a tratar os cartéis como uma ameaça direta à segurança nacional americana, também ampliou significativamente sua atuação operacional no país. Em diferentes ocasiões, autoridades americanas coordenaram operações policiais e de inteligência com forças de segurança mexicanas, inclusive em níveis estaduais e locais, contornando muitas vezes os canais tradicionais de interlocução com o governo federal mexicano. O objetivo era simples: reduzir a dependência de estruturas políticas consideradas lentas, vulneráveis à corrupção ou insuficientemente comprometidas com o combate aos cartéis.

Esse precedente é importante porque ajuda a compreender como Washington costuma agir quando conclui que determinada ameaça ultrapassou a esfera da segurança pública e passou a afetar diretamente seus interesses estratégicos.
Ao mesmo tempo, instituições financeiras acabaram atingidas por sanções ou restrições relacionadas a suspeitas de envolvimento com esquemas de lavagem de dinheiro ou facilitação de operações ligadas ao crime organizado. Mas o impacto dessas medidas não se restringiu aos alvos diretos.
Empresas, bancos e investidores passaram a reavaliar riscos. Departamentos de compliance elevaram padrões de controle. Operadores financeiros passaram a adotar posturas mais conservadoras diante de qualquer possibilidade de exposição. É exatamente esse efeito indireto que costuma produzir as mudanças mais profundas.
No caso brasileiro, já existem exemplos que ilustram por que o tema desperta preocupação. Investigações conduzidas pela Polícia Federal já apontaram conexões e suspeitas envolvendo operadores financeiros e estruturas utilizadas por integrantes do PCC para movimentação de recursos.
Independentemente do desfecho de cada caso específico, o simples fato de Washington passar a observar essas conexões através da lente do combate ao terrorismo altera a forma como o mercado interpreta riscos.
A questão deixa de ser apenas criminal e passa a ser também geopolítica. E geopolítica costuma ser um idioma que os mercados entendem rapidamente.
O Brasil fora do Escudo das Américas
Existe ainda uma dimensão estratégica que merece atenção especial.
Enquanto os Estados Unidos ampliam iniciativas de cooperação hemisférica voltadas ao combate ao crime organizado transnacional, o Brasil permanece fora de algumas das estruturas mais relevantes construídas por Washington para esse objetivo.
Entre elas está o Escudo das Américas (Shield of the Americas), iniciativa concebida para fortalecer a coordenação regional contra redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais. A ausência brasileira possui implicações importantes.

A história recente da política externa americana demonstra que os Estados Unidos raramente permanecem paralisados quando consideram determinado tema essencial para sua segurança. Quando governos nacionais não oferecem o nível de cooperação desejado, Washington frequentemente procura outros parceiros.
Governadores, forças policiais estaduais, autoridades locais e agências especializadas podem passar a desempenhar papel crescente nesse processo. A própria designação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas amplia as possibilidades de cooperação direta em diferentes níveis.
Mais uma vez, a mensagem parece clara: os Estados Unidos não pretendem abandonar a cooperação com o Brasil, mas também não pretendem depender exclusivamente dela. Essa talvez seja a mudança mais significativa produzida pelos acontecimentos das últimas semanas.
Uma nova fase
A discussão sobre a nova classificação do PCC e do Comando Vermelho inevitavelmente produzirá debates jurídicos, diplomáticos e políticos. Alguns defenderão a medida. Outros a considerarão excessiva. Haverá controvérsias legítimas sobre conceitos, definições e limites de atuação.
Mas existe uma realidade mais difícil de ignorar. Washington acaba de formalizar uma mudança de percepção.
O narcotráfico, a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas, o tráfico de pessoas e as organizações criminosas transnacionais deixaram de ocupar uma posição secundária na estratégia americana para o continente e passaram a integrar o núcleo das preocupações de segurança nacional dos Estados Unidos.
Essa mudança não aconteceu da noite para o dia. Ela vem sendo construída há anos, acompanhando a ascensão dos cartéis mexicanos, a expansão de organizações criminosas latino-americanas, a crise migratória na fronteira sul e o crescimento de redes internacionais de tráfico que já não respeitam fronteiras nacionais.
A decisão envolvendo o PCC e Comando Vermelho é consequência desse processo e também representa algo maior. Representa a entrada do Brasil em uma nova fase de sua relação com Washington — queiram governos ou não.
Durante muito tempo, temas como comércio, diplomacia, meio ambiente e cooperação econômica dominaram a agenda bilateral. E eles continuarão importantes. A diferença é que agora existe um novo elemento na equação. A segurança. E quando a maior potência do planeta passa a enxergar determinado tema como questão de segurança nacional, as regras do jogo mudam.
A notícia da semana não é que os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A verdadeira notícia é que Washington perdeu a paciência com a bandidagem.
Quando o assunto é segurança nacional americana, o relógio de Washington não segue necessariamente o calendário de Brasília.
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Nosso Brasil precisa sair da UTI devido a sepses chamada bandidagem.Isto é um vírus que se espalhou mais que o vírus chingling. Nossas autoridades precisam cooperar com os EUA.Obrigada Ana Paula pelo seus textos sempre esclarecedores.
Só tenho que dar meus parabéns a Ana Paula Henkel pela coluna! De Petrópolis, RJ. Você só melhora. 🤔👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏❤️
Um livro
Desculpa Ana, adoro seus artigos, mas esse em especial necessitava de uma revisão e resumo, apesar do conteúdo ser importante.
Perdo-me caro Cícero, mas um assunto tão vasto e importante merece atenção e, principalmente, respeito com a grande maioria de nossos leitores que espera análises detalhadas e ricas diante de uma matéria de extrema importância para o futuro do país. Superficialidade e preguiça não combinam com o seríssimo tema tampouco com o meu estilo. Abraços, Ana
aExcelente artigo
Não existe possível cooperação nesse sentido no BR pq a PF e as Forças armadas atuam como escolta do Narco.
A verdade é que hoje o estado “BR” estruturalmente é de fato um Narcoestado.
Todas as instituições giram em torno do Narco no Br, e a mainstream media, Globo, Cnn e “portais” são clientes e fornecedores das organizações criminosas no BR
O resto é conversa fiada.
TRUMP VAI REALIZAR O SONHO DE MUITOS BRASILEIROS DE BEM 🙏🗽🗽🗽🗽🗽
Será espetacular a pesca dos peixes graúdos, pelas redes de tio Sam, por que estão por trás dessas facções.
Parabéns Ana Paula pelo artigo, sempre te admirei como atleta e jogadora da seleção, hoje te admiro como a excelente jornalista que você é.
E como católico que sou,te admiro como católica também, principalmente quando várias vezes te ouvi dizer no oeste sem filtro. ” Sou católica, apostólica,romana”.
CONVEM LEMBRAR QUE TRAFICO DE DROGAS ANDA JUNTO COM TRAFICO DE ARMAS, PESSOAS E ANIMAIS..
1) se o Lula vencer nas eleições (credo), a ação dos EUA continuará, pois não é uma operação com tempo determinado; 2) ao contrário das invasões militares dos EUA contra traficantes ou ditaduras, ela não acontece e não acontecerá em países ainda com sinais de democracia e o Brasil sempre será avisado e certamente colaborará em ações mais rígidas contra os criminosos. Assim, a narrativa dos petistas é delirante, pois até o Trump não enviaria miliares ou agentes ao Brasil sem comunicar o planalto; 3) Lula se omite em olhar para fora de seu umbigo e não vê que mais países fizeram aliança com os EUA e Lula não perguntou aos governantes se eles não tem medo de intervenção em seus países; 4) depois de ver que o master espalhou mais de 200 empresinhas terceirizadas, inclusive com algumas com lavagem explícita de dinheiro no Brasil e no exterior, é possível prever que alguém no topo da pirâmide está sendo investigado.
Ana Paula, artigo muito esclarecedor.Apenas uma realidade que vivemos no Brasil há anos,Lula perdeu a capacidade de pensar e refletir, como sempre digo a esquerda quando escolhe,apenas destrói.
ANA PAULA, SUA MATÉRIA É ESCLARECEDORA! MUITO BOA MESMO!