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O presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes em solenidade em Brasília | Foto: Wilton Junior/Estadão
Edição 324

Era uma vez um fora da lei

Confrontados com o Estado Democrático de Direito de nações civilizadas, Alexandre de Moraes, o STF e o governo Lula colecionam derrotas jurídicas e expõem o país ao ridículo

O estado de exceção em que se transformou o Brasil depois do famigerado e ilegal Inquérito 4.781, de 2019, sob a tutela do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, está sendo empurrado para dentro das próprias fronteiras. Diante da excrescência do inquérito sem fim e da perseguição política flagrante, o mundo tem dado recados claros ao governo Lula e à Justiça brasileira de que os abusos e arbítrios das Cortes superiores de Brasília e de seus juízes fora de controle ficarão restritos à jurisdição local. No exterior, em todas as democracias maduras que repudiam ditaduras, a lei impera para garantir os mais básicos direitos humanos. Inclusive aqueles que a própria Constituição Brasileira garante aos brasileiros aqui dentro.

Mas como uma jabuticaba azeda, que só existe no Brasil de Lula e do STF fora da lei, é preciso estar em um país estrangeiro para reivindicar a liberdade de expressão, o devido processo legal e ter garantida a ampla defesa. É às Cortes de apelação e a órgãos de governos de países de democracia sólida na Europa, nos EUA e aqui mesmo, na América do Sul, que brasileiros perseguidos politicamente têm recorrido para não serem presos ou calados. E, felizmente, têm conseguido. Seria só vergonhoso aos Poderes locais, não fosse trágico o infortúnio de ver a lei brasileira garantida por tribunais estrangeiros.

Nunca é agradável rememorar a famosa frase de Tom Jobim, o consagrado compositor brasileiro que viveu por muito tempo em Nova York, nos Estados Unidos. Desalentado com a realidade da economia e da política no país, disse que a melhor saída para o Brasil era o aeroporto. Foi o caminho que ele seguiu. E o qual têm seguido todos aqueles que puderam sair antes de serem alvos de censura, de prisões ilegais e abusivas determinadas pela mais alta Corte do país. E justamente por essas pessoas não acreditarem mais que aqui teriam seus direitos garantidos pela Justiça. Direitos estes descritos de forma didática na Constituição Cidadã de 1988, a qual, em todos os seus mais de 250 artigos, repudia e proíbe terminantemente a ditadura, o cala-boca, as perseguições e prisões por motivações políticas.

Constituição da República Federativa do Brasil sobre mapa do país (15/2/2026) | Foto: Shutterstock

Tom, e falo com a intimidade de quem o aplaudiu diversas vezes, se vivo estivesse, veria hoje um país pior. Mais grave porque piorou muito logo depois de ter melhorado. O Brasil pós-Tom Jobim, regido pela redemocratização, estabilizou sua moeda, aderiu à civilidade econômica ao defenestrar a hiperinflação e cresceu a ponto de se tornar a mais sofisticada potência alimentar do planeta. E não só. Com a Petrobras, somos especialistas em extração de petróleo em águas profundas; fonte imensa de energia renovável, desde o Proálcool e de Itaipu; além de a Embraer ser a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo. Com muitos solavancos, o país avançou e conseguiu preservar, até outro dia, nossas liberdades, a razão principal da evolução exponencial que experimentamos como sociedade.

Em uma entrevista feita em 2012, perguntei ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso qual era a maior conquista brasileira: a redemocratização ou o Plano Real. FHC, um intelectual primoroso, que poderia arrogar para si a paternidade do mais perfeito e paradigmático plano econômico de nossa história, nem titubeou. “Sem a redemocratização, sem liberdade, não haveria o Real”, respondeu-me. E, no exato momento em que podemos expandir nossa influência internacional, crescer ainda mais, demonstrar a grandiosidade do Brasil no que ele se fez excelente e incomparável no mundo, dado que a demanda internacional é latente, estamos lutando novamente pelo essencial: a liberdade de falar sem ser preso, desmonetizado, asfixiado financeiramente por uma decisão judicial. É aí que o mundo começa a nos enviar recados claros de objeção ao que se faz aqui. E na mesma proporção com que o governo Lula e o STF expõem o Brasil como um pária dos mais básicos direitos universais.

Duas decisões recentes são o resumo da vergonha internacional que a Justiça brasileira e seus puxadinhos no governo federal impuseram ao país. Da Itália, a Corte de Cassação, o STF de lá, anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli pedida pelo governo brasileiro e determinou sua imediata soltura. A íntegra da decisão ainda não foi divulgada, mas a Corte di Cassazione atua principalmente no controle da legalidade, e não reexamina provas. Dedicou-se essencialmente a encontrar falhas jurídicas ou no curso do processo da decisão da Corte de Apelação de Roma, onde a extradição de Zambelli fora autorizada. Mas a negativa da Corte de Cassação não invalida apenas um ato da instância anterior da Justiça italiana. Expõe a fragilidade, a ilegalidade ou o teor persecutório da decisão do STF no Brasil.

zambelli
Carla Zambelli e seu advogado na Itália, Pieremilio Sammarco, depois de a Justiça mandar soltá-la – 22/5/2026 | Foto: Reprodução

A condenação na qual se apoiava todo o processo contra a ex-deputada se deu por provas enviadas pela Advocacia-Geral da União que, representando o governo Lula e o Supremo, contratou um escritório na Itália para sustentar a extradição. É revelador. A Corte italiana que examina erros jurídicos das instâncias inferiores e que zela pela extrema legalidade, preservando garantias fundamentais do cidadão, foi quem disse que a decisão de extradição não cumpria os mínimos requisitos da lei. Tudo o que o STF brasileiro decidiu foi considerado inválido ou baseado em perseguição política pela mais alta Corte do sistema de justiça da Itália que, como toda justiça em democracias consolidadas, é imune diante de pressões políticas.

O dia 22 de maio, data da sentença final da justiça italiana, é histórico, mesmo que a decisão final caiba ao governo italiano. Só uma improvável hecatombe política no seio do governo de Giorgia Meloni alteraria o atual desfecho. Isso não nos impede de redimensionar a loucura do regime petulante do consórcio Lula-STF. Dias antes, num ato de soberba, o ministro Alexandre de Moraes havia reclamado que o governo brasileiro estava demorando a tomar as medidas práticas para a extradição de Carla Zambelli. Por omissão, erro ou imperícia, fato é que o governo federal evitou a vergonha de pedir algo que o Poder Judiciário italiano ainda não havia decidido de forma conclusiva. E que resultou contrário à solicitação do Brasil.

No mesmo dia 22, o ex-superministro Moraes teria ainda outra surpresa — desagradável para ele, mas um sopro de esperança aos brasileiros. Depois de meses evitando ser notificado pela Justiça norte-americana, o que impedia o processo de avançar, a Justiça Federal da Flórida decidiu que a notificação poderia ser feita por e-mail. Foi uma vitória da Trump Media, empresa de tecnologia da família do presidente Donald Trump, e da plataforma de vídeos Rumble, do empresário canadense Chris Pavlovski, que processaram Moraes por afrontar a liberdade de expressão nos Estados Unidos.

Em fevereiro de 2025, quando o STF ainda não tinha nenhuma contenção interna — ao contrário, gozava de apoio de parte da mídia e suporte total do governo Lula — decisões do ministro exigiram que a Rumble bloqueasse a conta do blogueiro Allan dos Santos, com multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A plataforma não cumpriu a decisão, alegando que as ordens de Moraes violavam as leis americanas. Allan dos Santos era e permanece residente nos EUA, consequentemente protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana, a mais cristalina legislação sobre liberdade de expressão, de imprensa e de direito à crítica a órgãos governamentais, referência internacional em democracia.

Chris Pavlovski, CEO da Rumble, critica Moraes
Chris Pavlovski, CEO da Rumble | Foto: Divulgação/Rumble

Se Alexandre de Moraes não atender à Justiça americana agora, uma vez que a citação já ocorreu, pode ser julgado à revelia, em que pesem os esforços do governo brasileiro, aliado de primeira ordem do ministro, para protelar e tentar desqualificar a decisão da Justiça da Flórida. Allan dos Santos já havia tido sua prisão preventiva decretada por Moraes, em 2021, que pedira sua extradição aos Estados Unidos e inclusão do brasileiro entre os procurados pela Interpol. Apresentou acusações de lavagem de dinheiro, mas o pano de fundo era o incômodo com as críticas publicadas nas redes sociais. O governo americano e a Interpol se recusaram a dar andamento aos pedidos. Os indícios de crime apontados pelo STF foram considerados insuficientes e tiveram como destino a escuridão de um arquivo qualquer.

As derrotas do consórcio da ala radical e partidarizada do STF e do governo Lula, admirador de ditaduras e do controle estatal, não têm escolhido dia e hora. Outro caso notório é o do jornalista e blogueiro Oswaldo Eustáquio. Chegou a ser preso no Brasil, ganhou a prisão domiciliar e se refugiou na Espanha. No Supremo, é investigado por crimes como ameaça, perseguição, incitação ao crime, associação criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A Justiça da Espanha negou o pedido de extradição solicitado por Moraes. Considerou que a conduta criminosa apontada contra Eustáquio não era crime na Espanha.

Em síntese, a tese de abolição violenta da democracia foi ignorada. As demais acusações ou não apresentaram evidências capazes de convencer os juízes espanhóis ou foram reduzidas a mera perseguição política por crime de opinião. O exagero retórico das acusações brasileiras foi reduzido ao pó da irrelevância jurídica. Mas, no Brasil, a ex-esposa e a filha menor de idade do casal sofreram com medidas de busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias. Não é nas democracias que o Estado se vinga de parentes.

Na Argentina, destino de dezenas de brasileiros que participaram dos atos do 8 de janeiro em Brasília — um caso de destruição de patrimônio público, transformado convenientemente em tentativa de golpe de Estado pela narrativa governamental do lulopetismo —, o governo de Javier Milei concedeu asilo político a um brasileiro condenado por Moraes. Em março deste ano, a Comissão Nacional para Refugiados da Argentina (Conare) concluiu o processo de concessão de asilo com uma afirmação mais que simbólica: “Joel Borges Correa agora está livre para viver na Argentina”, parabenizando os advogados e parlamentares brasileiros que trabalharam no caso. Outros 300 brasileiros envolvidos no 8 de janeiro já solicitaram refúgio ao país, cuja Justiça já havia suspendido o julgamento de uma extradição em massa em 2025.

É inegável a reação do mundo aos abusos do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Há decisões semelhantes no Reino Unido e uma outra na Itália, a do perito do Tribunal Superior Eleitoral Eduardo Tagliaferro, que também deve ter negada a sua extradição. Tagliaferro expôs e denunciou todo o aparato de polícia política do TSE quando era comandado pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre os casos em que o então assessor do TSE foi orientado a produzir provas, de acordo com o que determinava o juiz auxiliar de Moraes, Airton Vieira, está o da Revista Oeste. Compelido a investigar as publicações “dessas revistas golpistas”, chegou à conclusão de que se tratava apenas de matérias jornalísticas, e recebeu o conselho em tom de ordem: “use a sua criatividade”. Moraes queria condenar a todo custo. A Oeste ficou desmonetizada pelo YouTube por mais de um ano. Sob a jurisdição italiana, Tagliaferro espera em liberdade o desfecho, sem maiores constrangimentos.

A frase ‘use sua criatividade’ virou um símbolo da perseguição promovida pelos assessores de Moraes | Foto: Divulgação/Oeste
A maioria das mensagens publicadas até agora são entre Eduardo Tagliaferro e Airton Vieira | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução

No Brasil, a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, em indisfarçável parceria com o STF, pediu a condenação do perito sem em nenhum momento considerar apurar as denúncias gravíssimas contra o ministro, conhecidas como Vaza Toga. A pressa no processo não passou despercebida pela Defensoria Pública da União que, no início de maio deste ano, voltou a apontar violação de direitos humanos no caso de Tagliaferro. Obrigada pelo ministro Moraes a defender o ex-assessor do TSE, depois que o ministro destituiu unilateralmente os advogados do caso, a DPU alegou cerceamento à ampla defesa, dizendo que o réu tem o direito de escolher um novo advogado e o tempo necessário para formular sua defesa.

A reação de governos e Cortes de apelação pelo mundo às decisões do STF escancara o estado de exceção no Brasil. Não bastam momentos democráticos ou slogans para “salvar a democracia”. Direitos são para todos, não apenas para o grupo político simpático ao governo de plantão. As manifestações da Defensoria Pública, recorrendo a aulas de Direito básico para denunciar os abusos do ministro, são alentadoras porque demonstram que as instituições começam a reagir também internamente, implodindo o consórcio que, este sim, tem golpeado o Estado Democrático de Direito ao afrontar a Constituição e as cláusulas de garantias individuais. E tendo à frente um governo que carece de apoio popular e dois ministros do Supremo encalacrados com o escândalo do Banco Master. Dias Toffoli, indicado de Lula à Corte, foi quem abriu de ofício o Inquérito 4.781, o das Fake News, e nomeou sem sorteio Alexandre de Moraes que, por sua vez, prende e arrebenta numa investigação sem fim que já dura mais de sete anos.

Por fim, o caso da expulsão do delegado brasileiro, Marcelo Ivo de Carvalho, pelo governo americano, fecha o cenário de uma Polícia Federal que se afasta do seu dever de instituição de Estado e trabalha ativamente pelo consórcio governamental. Carvalho atuava no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas em solo americano, por meio de um acordo de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos. Foi acusado de manipular informações relativas ao setor de imigração do ICE para perseguir o ex-deputado Alexandre Ramagem, um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, também condenado pelo Supremo na alegada trama golpista. Ramagem, que chegou a ser detido depois de se refugiar nos Estados Unidos, segue em liberdade e mora com a família na Flórida, aguardando a concessão de asilo político.

Parafraseando Tom Jobim: seriam as Cortes de Justiça e órgãos de governo estrangeiros a única saída para a garantia dos mais elementares direitos constitucionais dos brasileiros? Por ora, é o que tem mantido essas pessoas livres para continuarem a viver longe da polícia política e das masmorras jurídicas. E a sequência de derrotas do governo Lula em decisões de governos e de Cortes no exterior, quando requer extradições de seus cidadãos, é um sinal de que o mundo não tolera mais o Brasil fora da lei.

Ramagem
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Leia também “O Master no colo de Lula”

20 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Gratidão, Piotto! Texto limpo e verdadeiro. Exalta o sentimento patriótico que tem faltado.

  2. Paulo César da Conceição
    Paulo César da Conceição

    Excelente artigo Piotto, mas só uma correção. O Allan dos Santos é jornalista e não blogueiro.

  3. José Amaro Vieira
    José Amaro Vieira

    Por que cargas d’água Oswaldo Eustáquio é tratado por “jornalista e blogueiro” e Allan dos Santos é um “blogueiro”?
    Quais são seus parâmetros?
    Qual é sua régua?

  4. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Os PTralhas estão seguindo o que o Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães…sigla NAZZI em alemão…fez com a economia através de Cessão de CRÉDITOS Abundantes em substituição ao padrão ouro da época que controlava as nações e suas dividas…gerou um bem estar falso durante 5 anos enquanto eles massacravam os dissidentes e outrora parceiros socialistas….
    Em 1936 o judiciário inteiro virou Nazzi!
    Com essa abundância de crédito podres , sem lastro…montou-se a máquina de guerra em apenas 4 anos…um feito incrível de planejamento e capacidade…20 % do PIB alemão voltado para montar essa máquina…fora os outros 29% para montar estradas e infraestrutura logística.
    Resultado…pleno emprego…mas tinha um problema….esse modelo suicida só duraria 6-7 anos…depois explode!
    Só uma guerra, evitando a descrença do povo com os nazzi…pois iria se repetir na Alemanha a crise de 1929.
    Com a conquista de novos territórios o problema poderia ser empurrado pra frente…tchecos, poloneses foram os primeiros…o império romano tinha essa mesma necessidade!
    Espaço Vital!
    Os PTralhas estão aplicando isso no BOSTIL!

    1. Marcelo DANTON Silva
      Marcelo DANTON Silva

      Em TEMPO!
      O exercito alemão era incrivel, eficiente, inteligente, implacável, POIS necessitava desse conceito… a blitzKrieg…vou tentar sintetizar o conceito das FA Alemã da época. Era uma força de LINHA (como uma onda concentrata e avassaladora, pois não tinha PROFUNDIDADE…ou vencia em pouco tempo ou “atolava” e se desgastava e…bem todo mundo já sabe como terminou. INEXORÁVEL! Mas ou faziam isso..a guerra…ou o povo alemão se rebelava, pois o modelo de credito farto estava esgotado.
      Não se iludam…não caiam nesse papinho bobo dos vencedoras da guerra que os NAZZi eram pouco inteligentes, fracassados,cheios de defeitos e perdedores… eram inteligentes e MUITO esses Nazzi.
      Estudem-nos e prevejam o que os PTRALHAS querem copiar no BOSTIL

  5. Sergio Dutra Vianna
    Sergio Dutra Vianna

    Ótimo artigo. Espero que a previsão de Elon Musk se concretize em breve

  6. José Alex Nassar
    José Alex Nassar

    Parabéns Piotto pelo excelente artigo 👏🏼👏🏼👏🏼

  7. Mariza
    Mariza

    Jabuticaba azeda costuma estar vermelha por dentro kkkk agora entendi kkkkk

  8. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Sempre excelentes artigos Piotto, entretanto não entendo porque você louva tanto FHC figura política que admirei como ex tucano, tanto que comprei os 4 volumes de suas confissões nos “DIÁRIOS DA PRESIDÊNCIA”, por entender que até ali fosse um político sério.
    No 5o. parágrafo você enaltece FHC, quando em entrevista que fez em 2012 perguntou, qual era a maior conquista brasileira: a redemocratização ou o plano real, ao primoroso diplomata que poderia ter arrogado para si a paternidade do mais perfeito plano econômico?.
    O diplomata sequer titubeou: ” sem a redemocratização e sem liberdade não haveria PLANO REAL”.
    Mas hoje Piotto, aos 80 anos não titubeio quando podemos afirmar que sem FHC não estaríamos vivendo este drama e destruição da democracia de nosso pais que tão bem você descreve neste artigo.
    Lamentavelmente FHC e seus admiráveis companheiros, unicamente por ódio aos bolsonaristas grande parte ex tucanos como eu, “descondenaram” Lula, fizeram o “L” e hoje sequer tem condições de nos dizer porque fez o criminoso voltar a cena do crime, como no passado disse Alckiimin quando também tinha princípios.

  9. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    O cara perseguir Carla Zambele uma mulher bonita tesuda dessa só pode ser viado

  10. SILVIO RAFAEL ZANCHETTA
    SILVIO RAFAEL ZANCHETTA

    Excelente artigo Piotto. O mínimo para esse psicopata é prisão perpétua.

  11. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    Excelente artigo.
    Os brasileiros de bem sonham com o dia em que esse psicopata, que destruiu a vida de tantas pessoas, tenha a punição que merece (e ele terá, porque Deus existe e é justo).
    E as pessoas que estão sofrendo por causa desse monstro, como os presos do 8 de janeiro, sejam recompensadas, indenizadas financeiramente com recursos pagos não pelo estado brasileiro, mas por esse mesmo psicopata que, como sabemos, acumula patrimônio milionário incompatível com as suas funções.

  12. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Aqueles que se achavam “deuses” insuspeitos e inatingíveis, por vestirem togas pretas, de repente, seus atributos divinos caíram. Primeiro, com a denúncia de Tagliaferro. Revelando a sórdida perseguição à direita com meios maquiavélicos (se não achar provas, use a ‘criatividade’). Ou seja, “invente algo, qualquer coisa para servir de indício”. Bastava ser da direita para servir como mira do 4.781. Mas tudo mudou quando a corrupção polpuda, robusta, bem nutrida com milhões de reais, fez o chão de algumas togas tremer. O nó da corrupção começou a sofrer o desenlace de seus fios invisíveis de linhas, de cordas e de cordões sujos. A lama brotou por todos os lados. Os achados são grandes demais para serem negados. Os algoritmos da lógica da corrupção passaram a dar pistas aos seus manipuladores. Pois a corrupção precisa de trapaça, de mentira, de reação violenta para se proteger, e do abafamento imediato do denunciante, calando-o. Precisa de ocultação de provas, de cúmplices. Precisa da capa protetora do sigilo jurídico. Precisa de aliados fieis alimentados com o regalo de cifrões com um número muito grande de dígitos. Precisa de desculpas bem construídas. O “grande chefe” que contou com a ajuda das togas para sair da cadeia, hoje, junto com elas, está sob risco. Riscos que vêm de todos os lados, que nem a velha imprensa consegue acobertar. Riscos que encobrem o céu azul da impunidade com nuvens sombrias de tempestades e furacões. Furacões que derrubaram o rígido muro de Berlim. Furacões de dissolveram a apodrecida União Soviética. Furacões de penetraram no leito do Maduro e de supetão o levaram ao país odiado pela esquerda para ali ser julgado. Nem sempre a verdade vence. Mas na maioria das vezes sim. Esse “na maioria das vezes”, é a frase que mais atormenta estas figuras abusivas, cruéis, corruptas e cínicas ao se colocarem como “salvadores” da Democracia. Um discurso fingido, cheio de desfaçatez para encher seus bolsos e ao mesmo tempo perseguir e condenar inocentes. Iustitia non semper praevalet, sed plerumque praevalet.

  13. MNJM
    MNJM

    Excelente artigo, como sempre Piotto, porém esse foi especial. Torço que Moraes tenha o que merece,, desmoralização mundial e no futuro a eleição de um Senado com parlamentares sem rabo preso com o STF, para indicar a porta da rua para um tirano como Moraes.

    1. JOÃO RICARDO ASTOLPHI
      JOÃO RICARDO ASTOLPHI

      Porta da rua seria pouci pra esse psicopata! No minimo, deveria apodrecer na cadeia pro resto da vida! Mas no fue, desejo algo muito pior a ele!

  14. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Parabéns pelo artigo um dos melhores que a Oeste já publicou!!

  15. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Simplesmente magnífico seu artigo, digno de começar a ser coletado para um livro publicado pela Oeste.Sim alguns deles são preciosidades que apenas o melhor jornalismo da Oeste nos brinda.Frase que é para ficar na memória de todos os brasileiros:o real só terá seu verdadeiro valor quando a Democracia estiver presente de fato em nosso país. Me sinto a vontade para manifestar minha opinião, quando um país tem Alexandre de Moraes como fiel aliado desse governo, estabelecendo leis e a tirania de perseguição à inocentes um presidente que muitas vezes não reconhece mais o lugar onde está, temos que responder nas urnas em outubro de 2026 o caminho que desejamos para o Brasil. No momento temos um ministro do STF com graves problemas mentais e um presidente senil,que abusa do álcool e faz as piores escolhas para seu povo.

    1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
      Celso Ricardo Kfouri Caetano

      Seu último parágrafo resume de forma clara a nossa realidade……se não mudarmos essas figuras com escolhas sensatas e criteriosas será difícil prever o futuro do nosso país e claro do povo.

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