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Foto: Montagem Revista Oeste/IA
Edição 320

O Brasil é das bets

E também do petróleo e dos investimentos estrangeiros. Além disso, a Embraer decola, o Nubank expande atividades no país e a Intelbras amplia estrutura na Amazônia

O faturamento das empresas de apostas online aumentou 44,4% em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, alcançando R$ 2,2 bilhões. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor está se expandindo em uma velocidade tamanha que começa a ter reflexos econômicos, regulatórios e sociais cada vez maiores. A Fecomercio cita dados do Banco Central (BC), com base em transações via Pix, mostrando que os fluxos mensais direcionados às plataformas de apostas oscilaram entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões ao longo de 2024. Os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda mostram que mais de 25 milhões de CPFs únicos apostaram nas plataformas autorizadas, com 100,8 milhões de contas ativas nas marcas/bets. Esses dados não contabilizam os volumes apostados em sites ilegais.

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Brasil petrolífero

A produção e a exportação de petróleo e gás no Brasil não param de crescer. Segundo os dados da Petrobras, a extração do combustível fóssil aumentou 16,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os primeiros três meses de 2025, chegando a uma produção média de 3,2 milhões de barris diários (boed) de óleo equivalente (petróleo e gás natural). No caso das vendas de petróleo para o exterior, a estatal alcançou 888 mil bpd nos três primeiros meses do ano, alta de 61,2% na comparação com o mesmo período de 2025. No caso do gás natural, a produção brasileira totalizou 613 mil boed, alta de 16,5% na comparação com um ano antes. No pré-sal, foram extraídos, em média, 2,189 milhões de bpd de janeiro a março, alta de 17,8% ante o primeiro trimestre de 2025.

A produção e a exportação de petróleo e gás no Brasil não param de crescer | Foto: Divulgação/Petrobras

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Brasil, a bola da vez (de novo)

O entusiasmo dos gringos em relação ao mercado brasileiro aparentemente não tem data para acabar. Os fundos de investimento estrangeiros continuam a aplicar recursos no Brasil. Segundo os estrategistas do Bradesco BBI, que realizaram uma rodada de reuniões recentes com grandes gestores internacionais, o Brasil permanece como aposta consenso e overweight (acima da média) nas carteiras dedicadas a emergentes, com desempenho já dez pontos percentuais superior ao índice de países emergentes no acumulado do ano. A combinação de câmbio, juros e geopolítica mantém o Brasil numa posição peculiar, sustentado por fortes entradas de capital estrangeiro.

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Os EUA contra JBS e Marfrig

O governo do presidente Donald Trump está investigando a JBS e a National Beef, controlada pela Marfrig, por formarem um cartel com o objetivo de manter elevados os preços da carne bovina, de porco e de frango no país. Além das duas empresas, a Cargill e a Tyson Foods também estão na lupa. Segundo o conselheiro econômico da Casa Branca, Pete Navarro, o Departamento de Justiça estaria apurando suspeitas de práticas anticompetitivas no mercado de carne, pois essas empresas controlam as cadeias produtivas e atuariam em “monopólio de preços”. Em novembro de 2025, o Departamento da Justiça havia anunciado uma investigação de grandes frigoríficos com atividades nos EUA.

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Embraer decola

A Embraer não para de quebrar recordes de vendas. Pelo sexto trimestre consecutivo, os pedidos aumentam, 2% na comparação com os últimos três meses de 2025 e 22% em relação ao mesmo período do ano passado. A fabricante entregou 44 aeronaves, considerando todas as unidades de negócios. Um resultado que representa um aumento de 47%. Entre os aviões comerciais, a carteira chegou a US$ 15 bilhões, um crescimento de 50% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e 3% superior ao quarto trimestre.

Embraer não para de quebrar recordes de vendas | Foto: Divulgação/Embraer

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Nubank de bilhões

O Nubank investirá R$ 45 bilhões no Brasil em 2026. O dobro do valor anunciado há dois anos. Parte dos recursos será utilizada para expandir a área de crédito, com modelos de concessão baseados em inteligência artificial (IA) e fortalecimento da base financeira. O Brasil segue como o principal mercado para o Nubank, com 113 milhões de clientes, ou mais de 60% da população adulta. Também por isso, o Nubank entrou na Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) há poucos dias. Além do Brasil, o banco planeja expandir sua atuação no México, onde já atende 15 milhões de pessoas, e na Colômbia, com mais de 4 milhões de clientes e um ritmo acelerado de crescimento.

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Intelbras amazônica

A Intelbras vai ampliar sua infraestrutura fabril e administrativa na Amazônia. A empresa adquiriu um terreno de 670 mil metros quadrados em Manaus por R$ 19,4 milhões para aumentar sua capacidade produtiva. No total, serão investidos na obra cerca de R$ 200 milhões em 18 meses.

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Mal-humor na construção

A indústria da construção civil enfrenta sérias dificuldades por causa de juros altos e aumento dos custos das matérias-primas. Segundo o levantamento Sondagem Indústria da Construção, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a guerra no Oriente Médio agravou uma situação de acesso já difícil às matérias-primas. Além disso, os dados mostram uma piora na obtenção de crédito para as empresas da construção, limitando a atividade do setor. O levantamento mostra que as margens de lucro das empresas também caíram no período.

A indústria da construção civil enfrenta sérias dificuldades por causa de juros altos e aumento dos custos das matérias-primas | Foto: Shutterstock

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2 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Bota os responsáveis pela bet no xadrez, esses bandidos ladrões da JBS também

  2. Emilio Sani
    Emilio Sani

    Concluo que os investidores internacionais já contam 100% com o fim do pt no governo do Brasil, senão a insegurança jurídica não justificaria esses investimentos…

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