publicidade
Senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/Flickr/Hugo Barreto
Edição 317

O time da direita

Flávio Bolsonaro tem feito o certo, articulando alianças até com adversários históricos

As “tretas” da direita ganharam o noticiário esta semana. Voou farpa para todo lado, as brigas escalaram, alguns foram “cancelados” e o “fogo amigo” dominou o cenário. Com seu espírito agregador e moderado, Flávio Bolsonaro agiu rapidamente como bombeiro para apagar o incêndio. Gravou um vídeo chamando Nikolas Ferreira de “moleque de ouro” e disse que o deputado mineiro estava 100% com ele.

No dia seguinte, houve um encontro justamente em Minas Gerais entre ambos e outros políticos. Nikolas disse: “Todas as nossas candidaturas aqui vão te servir, Flávio, para você derrotar o PT. Ninguém mais aguenta o Lula, ninguém mais aguenta a esquerda. Minas teve uma diferença na eleição do seu pai de apenas 50 mil votos, ou seja, cada voto agora importa. A maneira que cada um aqui faz campanha, eu costumo dizer que somos um time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, e o objetivo é só um, vencer, pois o Brasil de fato está em jogo. Então é fazer uma pré-campanha inteligente, que alcance outras pessoas, porque são essas pessoas que no fim das contas acabam decidindo esse jogo”.

Flávio Bolsonaro pegou o gancho da fala do Nikolas e disse: “O Nikolas falou uma coisa aqui muito importante, porque nós somos um time. Nunca vi um time jogar com 11 atacantes, ou com 10 goleiros e um meio-campo, então cada um jogando na sua posição, escalado naquela posição que funciona melhor, a gente tem que resgatar almas. A gente tem que conscientizar as pessoas. A gente não está aqui só por causa do voto. A gente está aqui porque a gente tem que ter a legitimidade, de as pessoas olharem nos nossos olhos e saberem, terem a confiança de que a gente quer fazer uma coisa diferente. Essa foi a forma de sucesso do presidente Bolsonaro com a internet, onde olhava olho no olho, direto para as pessoas, sem intermediários”.

Essa é a postura que todo liberal clássico e conservador quer ver do Flávio! É hora de união, até porque a última pesquisa Meio/Ideia aponta para empate técnico no segundo turno. Ou seja, cada voto importa!

Vejo, com preocupação, alguns cantando vitória, achando que dá para derrotar Lula já no primeiro turno. Nunca é sábio subestimar o PT, ainda mais com a máquina estatal nas mãos. O populismo já começou a todo vapor, a propaganda será um show de mentiras e promessas falsas e o adversário vai receber chumbo grosso. Em suma, muita água vai rolar ainda.

Por isso é tão importante uma frente ampla contra Lula. Flávio Bolsonaro tem feito o certo: vem articulando alianças até com adversários históricos ou gente que traiu e detonou seu pai. É preciso engolir muito sapo nessa hora, com o objetivo único de vencer. Infelizmente, tem havido muito “fogo amigo” também, e o Flávio já tentou colocar panos quentes nisso, especialmente nas farpas trocadas entre seu irmão Eduardo e o deputado Nikolas Ferreira.

Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nikolas é um importante ativo da direita. Seu vídeo cobrando Alcolumbre quanto ao PL da Dosimetria passou de 100 milhões de visualizações. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, acredita que o jovem deputado terá ainda mais votos do que Eduardo Bolsonaro teve, batendo o recorde nacional. Não há motivos para tantos ataques ou “cobranças” nesse momento, se a prioridade é derrotar Lula. Disputas partidárias podem ficar para depois. Até porque Nikolas já provou estar do lado de Flávio.

A analogia com um time de futebol é perfeita. Cada um joga numa posição. Se o zagueiro quiser jogar como atacante, isso vai gerar confusão e ineficiência no coletivo. Há espaço para goleiro, para defesa, para laterais, para meio-campo e para o ataque. O importante é cada um fazer sua parte, que se torna complementar ao trabalho do outro. Todo time precisa de talentos individuais, claro, mas é a organização estratégica que pode fazer toda a diferença. Não por acaso, os técnicos bons costumam ganhar tanto dinheiro.

Flávio já apoia Sergio Moro, que foi para o PL, garantindo um palanque importante com o líder das pesquisas para o governo do Paraná. No acordo, o PL está apoiando também Deltan Dallagnol para o Senado, pelo Novo. Também pelo Novo, Flávio fechou acordo com André Marinho no Rio, deixando no passado o que foi dito e feito por ele e seu pai. “Temos que olhar para frente”, explicou o pré-candidato. Pela mesma lógica, o PL vem costurando aliança até com Ciro Gomes no Ceará, pois a prioridade é derrotar Lula e seu PT. Isso se chama pragmatismo. Nem todos vão gostar, mas acredito que Flávio está fazendo o que deve ser feito para poder vencer. Ele está liderando um time com bastante diversidade, mas um objetivo comum: aposentar de vez o ladrão que voltou à cena do crime, como diria o vice, Geraldo Alckmin.

Leia também “Ditadura de toga”

Leia mais sobre:

10 comentários
  1. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Constantino, o brasileiro de bem sabe que os grandes nomes da direita em nosso país podem levar o Brasil em frente.O Brasil é relevante para o mundo, não pode ser mais ser conduzido por Lula e usurpadores do poder.Flavio ganhou a confiança do povo,vai vencer. Uma luz no fim do túnel chega para esperança de muitos.

  2. Denis R.
    Denis R.

    Penso que o momento é realmente de união pelo simples fato prático de que não temos energia/tempo sobrando para críticas contundentes a direita. Posto isso é necessário reconhecer o brilhante trabalho do Eduardo e do Paulo no exterior, muitas vezes nos bastidores, para que esta candidatura se consolidasse e tomasse corpo. Neste ponto os três estão de parabéns. Segue o jogo.

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    A eleição passada foi fraudada por essa esquerda terrorista, tem que fazer a eleição igual a da França. Jogar essas urnas eletrônicas no lixo e acabar com esse TSE e esses TRE’s ,aí o Brasil toma o rumo da decência

  4. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Constantino, você é um dos poucos jornalistas que faz criticas severas aos tucanos (já fui), que na minha opinião (80 anos) foram os articuladores desse SISTEMA que esta destruindo nosso pais, pois todos sabemos o poder que tinha FHC na politica, no legislativo e no judiciário com seus enormes conchavos com as mais diversas autoridades.
    Como tucano desde a fundação do PSDB até 2019, admirei essa cambada que não suportou a ascensão do governo Bolsonaro e tudo fez para destrui-la desde 2019, e acabaram fazendo o “L” em 2022, levando inclusive o outrora admirado governador Alckimin à aceitar ser vice do descondenado que voltou a cena do crime, agora sendo seu parceiro.
    É muito difícil para um tucano sério aceitar o que fez FHC, depois de ler suas confissões em 4 volumes do seu período governamental de 8 anos (1994/2002). Só li apenas 2 volumes mais ali encontramos excessiva vaidade, disfarçada arrogância e prepotência, e sem qualquer modéstia, autoritário como fez com a imprensa (FOLHA) e com a troca de diretor da PF.
    Enfim Constantino, aceite meu elogio porque você entre seus colegas é o único a transmitir a mesma revolta que sinto por ter admirado essa gente. Agora só falta o notável jornalismo da Revista Oeste entrevistar FHC para nos dizer o que acha de nossa atual democracia, e porque nos traiu e fez o “L”.

    1. Leonardo de Almeida Queiroz
      Leonardo de Almeida Queiroz

      Impossivel entrevistar o FHC, ele está com demencia senil e isolado pela familia para preservar sua imagem.

  5. Elias José de Souza
    Elias José de Souza

    Nunca é de mais lembrar que se não fosse o Eduardo Bolsonaro o Flávio Bolsonaro não seria o escolhido do
    ex presidente Bolsonaro.

  6. Marcio Cruz
    Marcio Cruz

    O Eduardo Bolsonaro fala demais, parece querer ganhar proselitismo, atencao. Deixe o palco para o irmao Flavio e pare de dividir a direita

  7. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Certo. Esse alckmin que denunciou que lula queria voltar à cena do crime e depois resolver acompanhá-lo, é outro que tem que recolher-se ao seu sarcófago político e deixar de puxar o saco do lula e bancar o palhaço internacional para livrar o chefe. Esses estrupícios de nossa política arcaica e rançosa têm que sumir dos noticiários políticos e frequentar as páginas policiais para depois mofarem nas nossas cadeias.

Anterior:
O Brasil acordou
Próximo:
A nova digital do PT no caso Master
publicidade