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Débora Rodrigues conversa com a Revista Oeste pela primeira vez depois da condenação do 8 de janeiro | Foto: Rodrigo Prata/Revista Oeste
Débora Rodrigues conversa com a Revista Oeste pela primeira vez depois da condenação do 8 de janeiro | Foto: Rodrigo Prata/Revista Oeste
Edição 317

A moça do batom

Em sua primeira entrevista, Débora Rodrigues relata a vida na cadeia, as ameaças de outras detentas, a separação dos filhos e a rotina em prisão domiciliar depois da condenação pelo 8 de janeiro

O gramado do amplo jardim termina onde começa a calçada de cimento. É ali que se ergue a fronteira invisível que delimita os passos de Débora Rodrigues, 40 anos. Embora esteja autorizada a ir até a rua, ela evita ultrapassar esse limite — teme que a tornozeleira eletrônica dispare. Na casa com ares de chácara, em Paulínia, no interior de São Paulo, não há grades além dos muros. Ainda assim, a sensação é de que barras imaginárias cercam a cabeleireira que ficou conhecida por escrever, com um batom, na Estátua da Justiça do Supremo Tribunal Federal (STF), a frase “perdeu, mané”. A expressão havia sido dita meses antes, em Nova York, pelo então ministro do STF Luís Roberto Barroso. 

“Desculpem a falta de jeito, faz tempo que não recebo gente aqui”, disse Débora, com timidez, enquanto conduzia a reportagem da Revista Oeste para a sala de TV a poucos metros dali. O espaço simples é decorado com vários retratos da família. Quem entra pela porta de madeira e atravessa o longo tapete com estampa de triângulos logo se depara com um mosaico de fotografias pendurado na parede. As imagens registram o casamento de Débora com o pintor Newton dos Santos e os aniversários de Caio e Rafael, os dois filhos do casal.

Débora Rodrigues, o marido Newton dos Santos e os filhos Caio e Rafael | Foto: Rodrigo Prata/Revista Oeste

Agonia no cárcere

Ao se sentar em um sofá cinza escuro, localizado diante da janela que ilumina o ambiente, Débora cruza as pernas e aproveita para coçar a região onde fica a tornozeleira eletrônica. “Incomoda bastante”, explica, ao referir-se ao equipamento que usa desde que saiu do sistema prisional, em março de 2025, depois de o ministro Alexandre de Moraes autorizar a volta para casa. O objeto a faz lembrar da manhã de 17 de março de 2023, dia em que foi levada pelos agentes da Polícia Federal (PF). Débora dormia com o marido e as crianças na mesma cama quando escutou batidas fortes no portão. Enquanto Newton, que já suspeitava de quem seria, atendia os agentes, Débora correu assustada e se trancou no banheiro. De lá, tentou telefonar para uma advogada, mas não conseguiu contato. Ainda de pijama, hesitou em sair quando os policiais entraram na residência e só deixou o local devido à advertência de que a porta seria arrombada. Com um mandado judicial, a PF começou a revirar todos os cômodos do imóvel. Na sala, Débora tentava tranquilizar as crianças. Disse que sairia apenas para prestar esclarecimentos e voltaria em seguida. Pouco depois, deixou a casa algemada.

Os dois anos e 11 dias seguintes seriam um “inferno pessoal”, como ela mesma descreve. Entre idas e vindas de Rio Claro a Tremembé, no interior paulista, Débora foi transferida diversas vezes de unidade prisional. Sem saber quanto tempo permaneceria presa, passou a conviver com um ambiente que descreve como “hostil”. O cheiro da cela foi uma das primeiras impressões que a marcaram. “É algo que eu nunca vou esquecer”, contou. “Um cheiro forte de fezes, urina e cigarro.” No início, ficou sozinha em uma cela apertada, quase sem luz. Chegou a pegar piolhos — o que gerou crises de coceira. Quando havia água, era fria. E, não raro, vinha com vestígios de penas dos urubus que sobrevoavam o complexo.

Com a luz que entrava pelas frestas, Débora conseguia ler a Bíblia que ganhara da família. Quando passou a dividir a cela com outras detentas, veio o receio: como seria recebida? Isso porque a maioria das internas é de esquerda. Num primeiro momento, evitou revelar o motivo da prisão. Disse que era traficante. A versão durou pouco. As perguntas se multiplicaram — e ela não conseguiu sustentar a história. A reação foi imediata. Passou a ser tratada com hostilidade pelas outras mulheres.

Durante esse período, permaneceu vários dias sem contato com a família. As visitas ainda não haviam sido autorizadas e ela não tinha informações sobre quando poderia rever os filhos. A incerteza aumentava a sensação de isolamento dentro da unidade. Quando finalmente reencontrou os parentes, percebeu sinais do impacto emocional provocado pela separação. Caio, o primogênito, já não sorria como antes. “Escolhi esse nome, por significar ‘alegria’”, disse. “Mas ele deixou de sorrir.”

Em uma das transferências (não comunicada à defesa) para a unidade de Tremembé, enfrentou o momento que considera o mais difícil. Débora chegou a ser ameaçada de morte por outra detenta, além de ter ficado vários dias sem conseguir dormir em razão do frio. Permaneceu no local por 45 dias antes de retornar à unidade onde estava anteriormente. Nesse período, trabalhou para reduzir a pena e “manter a cabeça ocupada”, enquanto aguardava atualizações do STF. “Três dias trabalhados correspondem a uma remição”, exemplificou. Ela enviava ao marido o dinheiro recebido pelas atividades desempenhadas na cadeia para ajudar no pagamento dos advogados.

Os advogados Hélio Júnior e Taniéli Telles sempre tentaram regime domiciliar para a mulher, sobretudo por causa dos filhos, hoje com 11 e 8 anos. Moraes, contudo, negava todos os pedidos. O mesmo benefício fora concedido anos antes a Adriana Ancelmo, ex-mulher do governador Sérgio Cabral, presa pela Lava Jato. O descaso de Moraes era o mesmo da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levou mais de um ano para formalizar a denúncia, algo que por si só levaria à anulação da prisão preventiva. A mesma PGR sempre emitiu pareceres em favor da manutenção da cabeleireira em regime fechado. A Procuradoria mudou de ideia apenas quando o processo, denunciado à exaustão pela Revista Oeste desde o primeiro dia, passou também a ser noticiado por veículos da velha imprensa.

Débora Rodrigues com a tornozeleira eletrônica | Foto: Rodrigo Prata/Revista Oeste

Em um despacho, Moraes justificou a manutenção da prisão pela “periculosidade social” apresentada por Débora. “Não merece prosperar o pleito pela substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar”, determinou o ministro. “Na presente hipótese, permanece possível a restrição excepcional da liberdade de ir e vir, ante a periculosidade social e a gravidade das condutas atribuídas à ré, conforme denúncia oferecida pela PGR.” O entendimento se manteve na condenação, somado a outros argumentos: “Débora [Rodrigues] dos Santos destruiu e concorreu para a destruição, inutilização e deterioração de patrimônio da União, ao avançar contra as sedes do Congresso Nacional e do STF, fazendo-o com violência à pessoa e grave ameaça, emprego de substância inflamável e gerando prejuízo considerável para a União”.

8 de janeiro

Entre janeiro e março de 2023, antes de ser presa pela primeira vez, Débora viveu sob tensão constante. A imagem em que aparece escrevendo na estátua do STF já circulava amplamente e viralizava nas redes. Veículos de imprensa passaram a tentar identificar os envolvidos nos atos. Débora recebeu várias ligações da autora da foto — uma jornalista da Folha de S.Paulo —, mas não atendeu às chamadas.

O silêncio era, segundo Débora, uma forma de tentar entender a dimensão que o caso havia alcançado. Em meio ao clima de mobilização que se espalhou pelo país depois das eleições de 2022, Débora decidiu viajar a Brasília na véspera dos atos — acreditava que seria uma manifestação pacífica. Dizia querer cobrar respostas sobre o processo conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral e manifestar críticas ao governo recém-empossado.

Na entrada da casa de Débora Rodrigues tem um mosaico de fotografias pendurado na parede. As imagens registram o casamento de Débora com o pintor Newton dos Santos e os aniversários de Caio e Rafael, os dois filhos do casal | Foto: Rodrigo Prata/Revista Oeste

Na manhã de 8 de janeiro, Débora seguiu com o grupo até a Esplanada dos Ministérios. Foi nesse contexto que escreveu, com um batom, a frase “perdeu, mané”, a pedido de um homem que participava do protesto. De acordo com Débora, ela não imaginava que o gesto ganharia a repercussão que teve. “Eu me arrependo muito do que fiz naquele dia”, admitiu. 

Vida suspensa

Hoje, a rotina de Débora limita-se aos cômodos da casa em Paulínia. Desde que passou ao regime domiciliar, permanece sendo monitorada pela tornozeleira e depende de autorização judicial para sair da residência. Atividades simples, como retomar o trabalho como cabeleireira ou frequentar cultos presenciais, são proibidas. Grande parte do tempo é dedicada às tarefas domésticas e ao acompanhamento dos filhos, cuja rotina também foi afetada pelo período em que ela permaneceu presa. Até hoje, as crianças demonstram sinais do impacto emocional provocado pela separação. Sempre que escutam sirenes na rua, temem que a mãe seja levada novamente.

A fé passou a ocupar um espaço central na vida da família. Evangélica e integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Débora afirma que a leitura da Bíblia foi o que a ajudou a atravessar o período mais difícil no cárcere — e segue sendo um de seus principais apoios. Agora, tenta retomar a vida aos poucos. Apesar das restrições, diz esperar que sua situação jurídica seja revista: “Só quero voltar a viver normalmente com toda a minha família”. 

Assista à entrevista completa:

Leia também “O triunfo da impunidade”

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60 comentários
  1. José Carlos Soares Bebiano
    José Carlos Soares Bebiano

    Que Deus te abençoe Débora, e ilumine sempre o seu caminho que nada mais aconteça com você.

  2. Wagner Augusto Álvares de Freitas
    Wagner Augusto Álvares de Freitas

    Mulher, heterossexual, casada, mãe, cristã, branca, trabalhadora… O perfil ideal para ser perseguido pelo sistema vigente na nossa pitoresca República Bananeira. Nunca antes neste País a Justiça foi tão estuprada para condenar pessoas inocentes.

  3. Carlos Alberto Gomes Miranda
    Carlos Alberto Gomes Miranda

    A cada dia vou me convencendo da anormalidade comportamental doentia do sujeito que,prefiro não mencionar o nome,o tal que assumiu o papel de carcereiro do Brasil.Psicopata.

  4. Roberto C Faria
    Roberto C Faria

    O que causa revolta é que nem Debora, nem os demais presos do 8/1 cometeram crimes. Essa é uma divida que o pais tem com essas pessoas. Foram vitimas, isso sim. O pais tem que reparar as injustiças cometidas contra essas pessoas. Que Deus as abençoe,

    1. Renato Perim
      Renato Perim

      Prezado sr. Roberto, concordo plenamente que eles TÊM que ser indenizados, mas por favor, não com o meu, não com o seu dinheiro, quem tem que pagar por isso são os criminosos que estão no poder hoje. Embora eu não tenha esperança disso, mas seria o certo.

    2. José Garcia
      José Garcia

      Quantos mais, CLEZÃOs, DEBORÁs, FILIPEs MARTINSs, e tantas outras vítimas dessa injustiça cruel e vingativa, serão sacrificados com a própria vida, para que a verdadeira justiça retorne, e pratique a VERDADEIRA JUSTIÇA, e não essa tirania sem eira nem beira, que os brasileiros vivem nas mãos dos déspotas, que se acham os donos do cidadão e do país ??

  5. ADRIANO RODRIGUES DOS SANTOS
    ADRIANO RODRIGUES DOS SANTOS

    Quem não se revolta com o caso da Debora e com todos os demais presos INOCENTES do 08 de janeiro, já morreu por dentro. Espero ainda estar vivo para ver estes “juizes” pagarem pelo mal que fizeram a estas pessoas.

  6. Margareth Prado Yassudo Faria
    Margareth Prado Yassudo Faria

    Gostei de ver que a Revista Oeste deu espaço para a Débora se manifestar e contar sua estória.

  7. Claudio Sehnem
    Claudio Sehnem

    prisão pra esses bandidos do stf não resolve………..

  8. Paulo César da Conceição
    Paulo César da Conceição

    Tenho fé em Deus que Moraes, Flávio Dino, Lula, Lewandowski, e todos os melancias irão pagar caro pelos seus crimes, principalmente o Moraes.

  9. Alvaro
    Alvaro

    O fato de fazer a reportagem é exemplar e merece todos os louvores . Contudo, a pergunta principal, direta e explícita não foi feita: “Dona Débora, a senhora participuo do 8/1 com o propósito de cometer um atentado à democaracia? A senhora tramou ou fez parte de alguma tentariva de golpe de estado?” A resposta dela, negativa clara e direta, deveria ter sido o ponto principal .

  10. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    OAB, QUE VERGONHA… NÓS SABÍAMOS QUE ALGO “MUITO VALOROSO” ESTAVA ACONTECENDO, MAS FOI NECESSÁRIO UM ESCÂNDALO ENORME PARA DESNUDAR O SILÊNCIO DE VOSMECÊS.
    “Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, dados da Receita Federal indicam que a instituição financeira vinculada a Daniel Vorcaro repassou R$ 27,5 milhões ao escritório de MARCOS VINÍCIUS FURTADO COELHO. Os registros também apontam dois pagamentos de R$ 776 mil ao escritório de FELIPE SANTA CRUZ, somando R$ 1,55 milhões.” Presidentes da OAB em silêncio e cumplicidade ante aos CRIMES praticados pelo SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL, mas receber milhões de banqueiro bandido pode ter sido bom para as finanças, mas ruim para a credibilidade da OAB, que já não é lá grande coisa. Ao compartilhar os esgotos da cumplicidade, a OAB põe ao rés do chão a aprovação da Casa. Onde a OAB estava, que não viu estranheza na farsa do 8 de janeiro, no escanteamento do JUIZ NATURAL, na observância que os baderneiros, SEM FORO PRIVILEGIADO foram julgados direto pelo STF, não tendo, portanto, a quem recorrer” Onde a OAB estava, que ficou de cócoras para as arbitrariedades do Juiz Instrutor do Gabinete do Ministro Moraes, o tal Airton Vieira, que mandou o Eduardo Tagliaferro usar a “CRIATIVIDADE” para CENSURAR A REVISTA OESTE? Onde a OAB estava, que ficou jungida para o Ministro Alexandre de Moraes do mesmo SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL ser Delegado de Polícia, Investigador, Promotor, Juiz e Juiz de Execuções Penais, que em muitos casos, pessoas sequer sabiam do que estavam sendo acusadas? Onde a OAB estava que não viu estranheza na desenvoltura do G Dias distribuindo água, cinegrafista da Reuters ensinando as pessoas como se postarem para imagens da câmera, o “SUMIÇO” das imagens do Ministério da Justiça do Flávio Dino, que da janela via tudo, mas negou o fornecimento das imagens e depois disse que as mesmas foram apagadas? Onde a OAB estava, que não viu o descalabro das PENAS, onde uma mulher escrever frase com batom é atendado violento à democracia, trama armada para golpe de Estado, rende pena de 14 anos, mas assassinos e traficantes são liberados na Audiência de Custódia? Onde a OAB estava que não viu as tentativas do parvo PGR Gonet ter pedido que o CLEZÃO receber tratamento de saúde, mas Gonet foi ignorado, humilhado, chafurdado pelo Ministro Alexandre de Moraes na corrupção suprema e o CLEZÃO morreu sob a tutela do Estado Brasileiro” A OAB, por omissão, inação, ou por CLEZÃO não ter milhões para aliciar, como fez VORCARO, vocês da OAB que toleraram por omissão o chute na canela do DEVIDO PROCESSO LEGAL por submissão, cumplicidade, e interesses financeiros comuns, têm em suas mãos o SANGUE DO CLEZÃO e não há Rui Barbosa que lhes absolva. Onde vocês da OAB estavam, que viram de cabeças baixas a notícia “Receita desmonta versão do escritório Barci de Moraes sobre jato de Vorcaro”, ou “Nem o Safra paga honorários exorbitantes como o Master?” Onde vocês da OAB estavam, que viram como normal, ou se acovardaram para falar do insidioso conluio entre Vorcaro e o Ministro Moraes sobre o “conseguiu bloquear”, Alexandre de Moraes, Toffoli, PGR Paulo Gonet, Andrei Rodrigues Chefe da PF, Ricardo Lewandowski (À época, Ministro da Justiça), Benedito Gonçalves (Ministro do STJ)Hugo Motta (Presidente da Câmara)Daniel Vorcaro (Empresário/Banco Master)Ciro Soares (Advogado) juntos e misturados degustando Whisky premiado no George Club Mayfair em Londres, com despesas pagas pelo VORCARO, e vocês da OAB acharam isso ético? Enquanto a OAB Nacional mergulha nas próprias iniquidades, Leonardo Sica, Presidente da OAB/SP resolve confrontar o SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL, enquanto a OAB nacional fica em silêncio, certamente esperando que a onda passe, mas não passará, senhores. As ondas do mar ajudam a limpar os Oceanos, mas o refluxo dessas mesmas ondas leva para a profundezas os iníquos. Que a HISTÓRIA, a VERDADE e os FATOS seja impiedosa com vocês, que fizeram da Casa, um pardieiro jungido.

  11. Osvaldo Pasqual Castanha
    Osvaldo Pasqual Castanha

    Absurdo dos absurdos. Coisa de uma mente doentia. Eu sempre recorria ao antigo ditado: “deixa estar jacaré, a lagoa vai secar”. E está secando, e falta muito pouco para assistirmos a careca desse monstro esturricar ao sol. Coragem Débora, não é consolo, mas o seu caso virará exemplo da facciosidade da justiça cometida nestes anos bicudos pelos quais estamos passando, mas que em breve irão acabar.

  12. MNJM
    MNJM

    Cristhian parabéns pelo excelente trabalho. PGR e o tirano terão o que merecem. Fizeram tudo por poder e dar apoio a esse governo corrupto, cuja eleição em 2022 não transcorreu com normalidade/transparência, censura, prisões e muito mais.
    Desejo a esses canalhas, o dobro do que a Debora e todos os injustiçados do 8 de janeiro passaram, o pior. Acredito na lei do retorno e na justiça divina.

  13. David Acherman AmbrÓsio
    David Acherman AmbrÓsio

    Pessoas como o Cristian Costa, serao responsáveis pela manutenção da histórica brasileira como ela é. E nao como esses bandidos querem nos fazer engolir. Parabens Cristian , força Debora, voce pagou e ainda esta pagando por lutar por um lugar melhor para voce e seus filho.
    E isto acontecerá um dia.,
    Deys é bom e justo, temos que crer.

  14. Helena Duarte Einsfeld
    Helena Duarte Einsfeld

    Quanta covardia! Quanta injustiça! Tudo isso é revoltante!
    Tortura é crime hediondo, mas a justiça virá e estes criminosos serão punidos à altura dos crimes.

  15. Denis R.
    Denis R.

    Estes anos serão lembrados pela história como os mais negros da democracia brasileira! Inclusive, achei que toda esta farsa de “defesa da democracia” regada a milhões de reais demoraria ainda algum temo para aparecer nos livros de história e na velha mídia mas pelo que vejo isso já começou a acontecer. Espero que todo este mal feito a Débora seja reparado e que os culpados por isso paguem por seus crimes! Exemplarmente.

  16. Francisco Augusto Noia de Lopez
    Francisco Augusto Noia de Lopez

    ORO TODOS OS DIAS POR ESSES PRESOS POLÍTICOS…..

  17. Mônica Waechtler de Siqueira
    Mônica Waechtler de Siqueira

    Parabéns a Oeste pela excelente e triste reportagem! Uma mulher q só queria liberdade e justiça, assim como eu, como tantas, acabou sendo injustiçada de maneira covarde e tiranica e ainda foi privada de liberdade! É muita inversão de valores, esses sinistros têm q pagar por tds essas atrocidades, é surreal o q estamos precisando no Brasil! Saudades da minha juventude no Regime Militar….

  18. Manoel Bertozzi Mesquita de Oliveira
    Manoel Bertozzi Mesquita de Oliveira

    Tenho 76 anos e nunca tinha ficado tão chocado com uma entrevista, como agora, com essa da Débora! É inacreditável que essas prisões e sofrimento tenham acontecido! Isso é um absurdo tão grande, que eu pensava, que só tinha acontecido nas revoluções e nos regimes comunistas e nas guerras, sobretudo na 2a guerra, com os judeus, ciganos e outras minorias! O bem precisa voltar a prevalecer! A espada da justiça precisa agir em favor dos injustiçados e os algozes precisam ser punidos! Deus nos ajude!

  19. Rachel Marotta Romualdo da Silva
    Rachel Marotta Romualdo da Silva

    A barbárie perpetrada pela justiça é inominável , principalmente porque não tem a quem recorrer. A esperança é que um dia tudo se esclareça e a verdade seja vitoriosa. Os corruptos são poderosos e se acham inimputáveis. Tempos terríveis.

  20. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Ao ler o trecho que reproduz o despacho negando a prisão domiciliar, vemos claramente que o Brasil está dominado por um perigosíssimo “maníaco do poder”, que continua agindo livremente.

  21. Aloisio Daher de Melo
    Aloisio Daher de Melo

    Débora se tornou um símbolo da perseguição política do nosso(sic) crápula , que se subjuga a bandido travestido de banqueiro , mas despreza os Direitos Humanos dessa mulher honrada e tantos outros presos .

  22. Isa Maria Borba
    Isa Maria Borba

    Chocante. Quando será que toda essa injustiça terá fim? Tenho fé que um dia todos, além de Débora, serão anistiados. Mas quando…..

  23. Rosangela Bacil Goz
    Rosangela Bacil Goz

    Paraébns pela matéria. Estou sem palavras. Justiça aos patriotas

  24. Jorge Alberto de Oliveira Marum
    Jorge Alberto de Oliveira Marum

    Irônico ver na reportagem propaganda da empresa La Guapa, cuja dona, esquerdista, deve apoiar as arbitrariedades de que Débora foi vítima.

  25. Edson Costa
    Edson Costa

    Inicialmente, nossa solidariedade aos presos politicos e seus familiares semelhantes a Debora. Forca Debora.
    Temos que compartilhar este retrato de inconstitucionalidade qdo ocorre neste pais, trando como animais, pessoas com diferentes pensamentos políticos .
    Enquanto muitos dão a cara a tapa pra defender nossa Liberdade e justiça, presidentes de instituições se escondem atrás da poltrona.
    Anotem: 29/04 apovaram Becias e 30/04 no havera secao da dosimetria, cm este Pres. Do Senado.

  26. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Parabéns pelo artigo Cristyan Costa, assisti a entrevista com Débora no YouTube, excelente.

  27. Fabio Reiff Biraghi
    Fabio Reiff Biraghi

    A reportagem é boa mas, como dizer que gostei do que essa moça está passando?

  28. Carlos de Oliveira
    Carlos de Oliveira

    Essa tortura física e psicológica aplicada a esta família é uma barbaridade! Só Deus, em sua infinita misericórdia, poderá socorrê-los, confortá-los e consertar o mal feito, restabelecendo a verdadeira justiça!

  29. Antonio Aroudo Gomes de Oliveira
    Antonio Aroudo Gomes de Oliveira

    Tive que parar um pouco a leitura para enchugar as lágrimas . Uma capa digno de Oeste, uma oportunidade para repensar o regime macrabo que tornou-se nosso país .

  30. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Vivi o período chamado pela esquerda de “ditadura” 1964-1985 durante minha infância, adolescência, juventude e idade adulta.
    Segundo relatos da imprensa ocorreram no período atrocidades de ambos os lados, com 539 vítimas entre assassinatos, atentados a bombas, etc, e o país só voltaria a regulardade após a anistia ampla, geral e irrestrita. Anistia que também será necessária aos “juizes” que atuaram como algozes nestes processos ilegaais.
    Nos 21 anos de duração dos governos militares, tinhamos o direito de ir e vir e nunca vi um pai ou mãe de família ser presos, salvo se possuíssem ligações com a turma treinada em Cuba.
    Hoje cidadãos simples são presos, julgados e condenados fora do juizo natural e sem o devido respeito aos preceitos legais com as mais estafurdias explicações

    1. Carlos de Oliveira
      Carlos de Oliveira

      Exatamente! Vivi minha infância e adolescência, dentro da “ditadura” e não havia nada parecido com o que o sistema, corrupto e violento atual, faz com seus adversários!

  31. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Que atrocidades foram cometidas com essa moça, como pode haver pessoas tão maldosas nas esferas mais altas do poder. É um absurdo, que Deus continue dando forças a Débora e sua família.

  32. Odorico Alfaia Filho
    Odorico Alfaia Filho

    O cabeça de ovo vai pagar por todas as maldades que praticou como ministro. É um corrupto contumaz que merece queimar nas chamas do inferno.

  33. Tiago Pereira
    Tiago Pereira

    Que o Senhor a abençoe e a guarde — a justiça verdadeira logo virá, mantenha a cabeça erguida!

  34. Eliane Nascimento Gonçalves
    Eliane Nascimento Gonçalves

    Parabéns pela reportagem, Cristian. Que essas pessoas possam ter num futuro próximo o minimo de reparação por tudo que passaram e que ainda estão passando. Revoltante

  35. Amauri Cavalcante
    Amauri Cavalcante

    Excelente entrevista Qd a Debora foi presa a impressão q nos deu foi, q o homem q pediu p ela escrever na estátua, foi um pau mandado p ‘a.de.m.’ q ele disse p ela escrever por que ele não sabia.Ela está sendo vítima desde esse momento. Portanto .

  36. Etiene Chalaca Carneiro Leão
    Etiene Chalaca Carneiro Leão

    Emocionante a entrevista da Debora. Que Deus de força para ela superar junto com seus filhos esse momento dificil de injustificavel prisão.

  37. Etiene Chalaca Carneiro Leão
    Etiene Chalaca Carneiro Leão

    Estou arrasada e muito emocionada com esse relato da Debora . Quanta crueldade ela vivenciou e que ficara marcada junto a sua familia.
    Forcça Debora , a justica divina tarda mas nao falha🙏

  38. Soraya
    Soraya

    A crueldade SUPREMA da inJustiça brasileira é ilimitada e caminha a passos largos para a treva totalitária!

  39. Paulo Cesar F Viana
    Paulo Cesar F Viana

    Esperamos ansiosamente pelo dia em qeu Alexandre pagará por seus crimes

  40. Jeovane Pinto dos Santos
    Jeovane Pinto dos Santos

    “Bem aventurado os que tem fome e sede de justiça pois eles serão fartos”

    CJESUS CRISTO

  41. Antonio Luiz Menegassi
    Antonio Luiz Menegassi

    Espero que um dia essa moça seja recompensada (se é que isso seja possível) por todo o mal que lhe fizeram, e que ela possa restabelecer sua vida plenamente!

  42. Fabian Berman
    Fabian Berman

    Enquanto pessoas honestas são presas traficantes compram sua liberdade

  43. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Débora é mais um atestado ocular da perversidade de um homem que se lambuzou de crueldade e perseguição. A condenação de Débora, em breve, será anulada, bem como as demais. Pesam contra ele 290 milhões de motivos-masters. Pesam contra ele as denúncias de Tagliaffero. Pesam contra ele as interferências nas redes sociais fora do Brasil.

  44. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Ainda teremos vergonha das coisas que deixamos acontecer com os nossos irmãos. Quanto a quem acha bonito, esses nem são gente. No futuro vão dizer que estavam “cumprindo ordens”.

  45. Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva
    Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva

    Li, assisti e chorei o tempo todo.
    Não é possível tamanha injustiça e crueldade, não é possível.
    Coragem, Débora.
    Parabéns, Cristyan.

    Coragem,

  46. Maria Elizabete Menezes Duque
    Maria Elizabete Menezes Duque

    Eu chorei muito na extrairdinaria entrevista com a injusticada: DEBORA! Enquanto isso, os verdadeiros criminosos, os que executam o golpe à cada dia, estao soltos, zombando da nossa cara e tirando proveito do nosso suado dinheiro que pagamos e esse Desgracado desgoverno. E ainda têm a cara de pai de dizerem que esse povo do 8 de janeiro sao golpistas. Golpistas sao os integrantes dos 3 poderes.

  47. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Enquanto isso, o canalha que a condenou – O CARECA DO MASTER – passeava nos jatinhos do Vocaro. E, como todo corrupto idiota, recebia boladas disfarçadas de serviços profissionais da parceira corrupta, quando na realidade era sua remuneração para atuar como protetor do bandido. E, por ser idiota, esperava que a fatasia de urubu impedisse a verdade de aparecer. Tratar esse cara de canhalha é um verdadeiro elogio, diante do que ele rrealmente é. Agora continua atuando, como o juiz calhorda que é, para destruir o que André Mendonça está fazendo e detonar com as delações premiadas.
    E ai temos um time completo: Gilmar – O PRETENCIOSO E ARROGANTE PROTETOR DE BANDIDOS, Toffoli – O CORRUPTP DONO DO CASSINO, Moraes – o CARECA DO MASTER, Dino – O MALABARISTA DOS RESPIRADORES, Zanin – O ADVOGADO DO LADRÃO, Carmen Lucia – UMA VERGONHA COMO JUIZA, Nunes Marques – OUTRO PARCEIRO DO VOCARO, Fachin – O LIBERTADOR DE LADRÃO. E o time é completado pelo Alcolumbre e Hugo Motta – OS CANALHAS MENTIROSOS COM CARTEIRINHA AUTENTICADA mais o Gonet – O INDIVÍDUO QUE PODE SER TRATADO COM TODOS OS PIORES ADJETIVOS QUE DEFINEM UM SEM VERGONHA MAL CARATER.

    1. João Carlos de Souza Carvalho
      João Carlos de Souza Carvalho

      Meus parabéns pelo comentário analítico e correto !

  48. Osmar Navarini
    Osmar Navarini

    Será que dia essa gente vai pagar pelo que fez ainda está fazendo a essa pessoa?

  49. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Quanta mentira perpetrada pelo Gonet e pelo Moraes!!! Essa atuação do PGR e do Ministro, leva-me a compará-los a HANS FRANK e ROLAND FREISLER, aambos participantes do mundo jurídico de Hitler….

  50. Bianca Diamante Waisberg
    Bianca Diamante Waisberg

    Muito emocionante a entrevista com a Debora.
    Que país é esse, onde uma pessoa prefere dizer que é traficante do que participante de uma manifestação?

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Imagem da Semana: a queda de um símbolo
Débora Rodrigues dos Santos ficou conhecida por escrever com um batom na Estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), a frase “perdeu, mané”, em 8 de janeiro de 2023 | Foto: Reprodução Próximo:
Carta ao Leitor — Edição 317
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