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Ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro | Foto: Montagem Revista Oeste/Gustavo Moreno/STF/Reprodução
Edição 309

Sem saída

Toffoli foi retirado da relatoria do caso Master na tentativa de evitar um impeachment

“Ministro Dias Toffoli não é proprietário do resort Tayayá”. Essa foi a manchete publicada pela “agência de checagem” Lupa em 2024. Catorze meses depois, o ministro Dias Toffoli admitiu por escrito que sim, ele era dono do hotel de luxo localizado em Ribeirão Claro (PR). Em qualquer jornal minimamente sério, rolariam pedidos de desculpas e demissões sumárias. A Lupa se limitou a publicar um “Faltou contexto”.

O contexto, no caso, é que Dias Toffoli vendeu sua participação no Tayayá para um fundo chamado Arleen, administrado pela Reag Investimentos, gestora alvo da Operação Compliance Zero, acusada de sonegação bilionária de combustível e lavagem de dinheiro para o PCC e liquidada sumariamente pelo Banco Central.

Não bastasse isso, o Arleen pertencia originalmente a outro fundo, o Leal, controlado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador e principal personagem do enredo do Banco Master. Ambos foram presos pela Polícia Federal enquanto tentavam deixar o Brasil embarcando em jatinhos particulares para os Emirados Árabes Unidos, onde não há acordo de extradição com o Brasil.

Toffoli, no Tayayá, recebe André Esteves, do BTG | Foto: Reprodução/X/Metrópoles
Toffoli, no Tayayá, recebe André Esteves, do BTG | Foto: Reprodução/X/Metrópoles

O Master também foi liquidado pelo Banco Central por causa de operações fraudulentas realizadas junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), estatal do Distrito Federal que teria cedido quase R$ 13 bilhões ao grupo de Vorcaro em troca de títulos podres. 

Poucos dias depois da prisão e da liquidação do Master, o ministro Dias Toffoli tirou o processo da primeira instância de São Paulo e o transferiu para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mandou lacrar as provas e despachá-las para o prédio do Supremo. E decretou sigilo absoluto. Algo jamais visto, nem mesmo durante a Operação Lava Jato ou o Mensalão. A desculpa oficial foi a citação de um obscuro deputado federal da Bahia, João Bacelar, entre as mensagens encontradas no telefone de Vorcaro.

Provavelmente pesaram mais os R$ 20 milhões que o banqueiro teria pago para empresas de Toffoli. Não por acaso, a decisão de avocar para si o caso veio depois de um voo para Lima, no Peru, onde foi assistir à final da Libertadores em um jatinho particular junto com um dos advogados do Master, Augusto de Arruda Botelho. 

Augusto de Arruda Botelho recebeu o prêmio Comendador da Ordem de Rio Branco do presidente Lula | Foto: Reprodução/Instagram

Toffoli sempre se trincheirou atrás do silêncio. Negou qualquer vínculo com o resort mesmo depois da revelação de que passou pelo menos 128 dias no hotel durante feriados, finais de semana estendidos e recessos do Judiciário entre 2022 e 2025. O STF bancou as diárias da segurança: custo total de R$ 460 mil.

O ministro não admitiu nada, apesar de os funcionários do resort apontarem que ele era o verdadeiro dono. Rejeitou qualquer ligação mesmo com a descoberta de que seus irmãos, um dos quais é padre, e seu primo administravam a Maridt Participações S.A., holding que controlava o Tayayá. Só que a empresa está registrada em uma casa em mau estado de conservação em Marília (SP), sem indícios de atividade empresarial. E mesmo administrando milhões de reais em propriedades, tinha um capital social de apenas R$ 150. Características típicas de uma empresa de fachada.

Até que a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que apontava indícios de possíveis crimes cometidos por Toffoli. Menos de 24 horas depois, o ministro admitiu ter vendido sua participação no Tayayá para um fundo ligado ao Master e deixou o cargo de relator do caso. Com a pompa e circunstância típica da hipocrisia do STF.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao deixar a prisão em Guarulhos, de chinelo e uma Bíblia nas mãos. No lado direito parte da sua frota milionária | Foto: Reprodução/SBT
Depoimentos de Daniel Vorcaro à PF revelam sua versão sobre imóveis nos EUA, relações políticas e a crise do Banco Master | Foto: Reprodução/Jornal Grande Bahia

“[Os ministros] expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR)”, diz a nota divulgada pelo STF. 

Mentira. Toffoli só admitiu suas ligações com o Master depois da apresentação do relatório da PF, chegou a proibir a PGR de analisar as provas, ordenou uma acareação descabida no dia 30 de dezembro, contra a vontade da Procuradoria, e atrapalhou as investigações e as operações que levaram a novas prisões em janeiro, chegando a impor data e horário para as ações policiais.

Em uma dramática reunião ocorrida na noite desta quinta-feira, 12, Toffoli tentou resistir de todas as formas e manter a relatoria do caso. Rejeitou se declarar suspeito. Negou qualquer irregularidade. Não adiantou. Os outros ministros perceberam o risco reputacional que ele representaria para a Corte — que não goza de boa reputação perante a opinião pública brasileira, especialmente após os processos sumários que se seguiram aos fatos de 8 de janeiro de 2023. Caso permanecesse, Toffoli poderia sofrer um impeachment. Um precedente perigosíssimo para seus colegas, especialmente em ano eleitoral. Tanto que o próprio Lula mandou dizer que sua permanência na função era insustentável. O governo iria se desgastar junto. Até porque Toffoli foi advogado do Partido dos Trabalhadores (PT) antes de ser nomeado ministro do STF pelo próprio Lula. 

A nota divulgada pelos ministros afirma que está tudo bem e que nada de errado aconteceu. Mesmo assim, o processo foi redistribuído. Nenhum fundamento legal foi alegado para essa tomada de decisão. Se estava tudo bem, se Toffoli não fez nada de errado e se todos seus atos estão certos, por que redistribuir?

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, durante cerimônia de abertura do Ano Judiciário no STF, em Brasília (2/2/2026) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Histórico duvidoso

Não é a primeira vez que Toffoli atua de forma questionável em prol de interesses econômicos espúrios. Em dezembro de 2023, o ministro suspendeu uma multa de mais de R$ 10 bilhões do acordo de leniência da J&F, controladora da JBS. Sua ex-mulher, Roberta Rangel, advogava pela empresa. Poucos dias depois, suspendeu outra multa de R$ 8,5 bilhões contra a Novonor, antiga Odebrecht, também fruto de acordo de leniência.

Semanas antes, o ministro tinha anulado, sozinho, todas as provas fruto desse acordo. Ele incluiu na fundamentação de sua decisão um parecer do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional, à época subordinado a Augusto de Arruda Botelho, então secretário nacional de Justiça e ex-advogado da Odebrecht.

Uma atitude tão escandalosa que começou a atrair críticas até da imprensa velha, indignada pela atuação de um ministro que sequer tinha saber jurídico para ser indicado para o STF. Muito menos reputação ilibada. Apenas ligações com o PT.

Isso tudo chamou a atenção até fora do Brasil. “Toffoli é responsável por ‘enterrar a maior investigação de corrupção da América Latina’”, escreveu o Financial Times. A Transparência Internacional publicou um relatório criticando a atuação do ministro. Dois meses depois, Toffoli determinou a abertura de uma investigação contra a ONG. A PGR pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas e competência do ministro, mas ele ignorou a posição da Procuradoria e mantém o caso aberto até hoje, tornando-se alvo por duas vezes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA por tentativa de criminalização da Transparência Internacional.

lula toffoli roberta rangel
Lula, Dias Toffoli e Roberta Rangel na cerimônia de posse do ministro em 2009 | Foto: SCO/STF

Não adiantou. Toffoli continuou a afrontar a Justiça, anulando processos de envolvidos na Lava Jato, mandando libertar um líder da torcida organizada do Corinthians ligado ao PCC e torrando milhões de reais dos pagadores de impostos em viagens e mordomias. Como aquelas para Madri e Londres, onde foi assistir à final da Champions League. Conseguiu até emplacar a esposa em uma obscura entidade que deveria implementar a tecnologia 5G nas escolas. Salário: R$ 120 mil. Mas, principalmente, acumulou riqueza.

Ao longo dos últimos anos, Toffoli e seu núcleo familiar construíram um patrimônio imobiliário considerável no Distrito Federal. No total, os imóveis do clã alcançam R$ 26,5 milhões em valor de mercado, dos quais quase R$ 5 milhões foram comprados nos últimos três anos. 

A última aquisição é um apartamento de alto padrão, de 154 metros quadrados, no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do DF. A propriedade foi comprada pela filha de Toffoli, Pietra Ortega Toffoli, por R$ 2,5 milhões, em fevereiro passado. Provavelmente à vista. Na época, Pietra tinha 24 anos e era recém-formada no curso de odontologia da Universidade de Brasília (UnB). 

Parte dos imóveis foi adquirida pelo escritório da esposa de Toffoli. O volume de trabalho de Roberta Rangel aumentou 140% nos tribunais superiores desde a nomeação do ex-marido para o STF.

O empresário Alberto Leite e o ministro Dias Toffoli na final da Champions League, em Londres. O STF gastou R$ 39 mil com as diárias internacionais de um segurança designado para acompanhar o ministro em viagem à Inglaterra entre 25 de maio e 3 de junho (2024) | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução Redes Sociais

O início da censura

Toffoli não foi o único que ficou rico durante seu mandato como ministro do STF. E não foi o único que recebeu uma chuva de dinheiro de Vorcaro. A esposa de Alexandre de Moraes assinou um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master sem sequer indicar o escopo da atuação. Atuou na defesa por apenas duas vezes, em um processo por difamação, perdendo em ambas as instâncias.

O ex-ministro Ricardo Lewandowski embolsou pelo menos R$ 5 milhões como “consultor estratégico” do Master, no interlúdio entre sua saída do STF e sua entrada como ministro da Justiça do governo Lula. Guido Mantega ganhou R$ 1 milhão por mês para levar Vorcaro a encontros com Lula. E essas são apenas as informações divulgadas até o momento. Muito ainda deverá ser esclarecido.

Qualquer crítica contra o STF sempre foi prontamente repelida como “ataque contra a democracia”. E seus autores, devidamente punidos. Principalmente pelo próprio Toffoli. Como ocorreu com a revista Crusoé, que em abril de 2019 publicou uma capa com a manchete “O amigo do amigo do meu pai”, frase utilizada por Marcelo Odebrecht durante sua delação premiada para definir Toffoli em uma referência a uma das obras “campeãs” em propina na Operação Lava Jato: a usina de Santo Antônio, com mais de R$ 100 milhões em suborno.

O então ministro da Fazenda, Guido Mantega, em coletiva à imprensa no auditório do Ministério do Planejamento, em Brasília (28/08/2014) | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O amigo do pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, era Lula, segundo a delação da empreiteira. Toffoli, então chefe da Advocacia Geral da União (AGU) do governo Lula e ex-assessor petista, era o amigo de Lula nesse jogo de apelidos cifrados. Na época do depoimento de Marcelo Odebrecht, Toffoli era presidente do STF. Abriu de ofício um inquérito ilegal, indicou como relator Alexandre de Moraes sem nenhum sorteio, e imediatamente a publicação foi censurada. Começou assim o “Inquérito das Fake News“, ou “Inquérito do Fim do Mundo”, que ainda hoje assola o Brasil.

Provavelmente esse é o contexto que a Agência Lupa disse faltar na nota sobre Toffoli e o Tayayá. Um contexto de abusos de poder, de violações das leis e de suspeitas de corrupção. Mais do que isso, um contexto de falta de vergonha na cara de um ministro do STF que perdeu qualquer pudor. 

Leia também “O Banco Master chegou ao Planalto”

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28 comentários
  1. Miklós Battonyai
    Miklós Battonyai

    O stf é a escoria do judiciario…mas esperar o que se o presidente de Brasolia é um ladrao pego com a boca na botija e solto pedla trupe que ele mesmo colocaou la…tamo fu….

  2. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    O raciocínio do articulisa quanto a pessoa de Dias Tofolli não merece qualquer reparo. Entretanto, considerando que estamos no Brasil, esse republiqueta bananeira onde tudo pode, desde que você esteja do lado certo bem entendido, um advogado sem expressão, sem especialização, sem conhecimento, com fama de estagiário perante o STF, sem a devida reputação ilibada, tendo sido reprovado em concursos para a magistratura de primeira instância, conseguiu o mérito de ser ministro do Supremo, presidente da instituição e até presidente substituto da republiqueta bananeira em um momento eleitoral onde nenhum dos substitutos a sua frente poderia assumir o cargo em razão das eleições. É muita sorte para uma nuilidade pessoal e jurídica, mas considerando que chegou ao STF pelas mãos de Lula, um “descondenado” por corrupção e lavabem de dinheiro, então podemos concluir que se trata de farinha do mesmo saco. Diante das circunstâncias, sua cassação é algo distante, sendo mais provavel uma aposentadoria arranjada ou caso se torne muito inconveniente nao obedecendo a nenhuma diretriz do sistema, poderá ser simplesmente eliminado no caminho.

  3. Victório Siqueira
    Victório Siqueira

    O excelente artigo de Carlo Cauti mostra a falência moral de nossa Suprema Corte e a criminosa omissão do Senado e da Procuradoria Geral da República. Essa gente, com a ajuda de Lula, está destruindo o Brasil..

  4. Vinícius Midlej Silva Ramos
    Vinícius Midlej Silva Ramos

    Perfeita reportagem. Na verdade, desconheço o saber jurídico para ser indicado para o STF e reputação ilibada, de Toffoli ou Alexandre de Moraes. Até mesmo do Flávio Dino, queparece ser juiz, não possui o mínimo carater, honra, moral e ética, para estar na Suprema Corte. O Zanin, só está ali, por ser um rábula de portade cadeia da Organização Criminosa PTralha. Carmen Lucia e Fachin, são bibelôs dede penteadeira dede puta.

  5. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Toffoli e Alexandre de Moraea,sempre presentes quando se trará de roubo e corrupção. Essas verdades foram expostas, não há como apagar,não é possível esconder um dos maiores golpes bancários de nossa história.

  6. Juliana saad de carvalho
    Juliana saad de carvalho

    Cauti, obrigada, novamente. Sempre soubemos que o Tayaya é do Toffoli, moramos a 40 minutos do Resort. Aliás, estávamos no Resort quando Bolsonaro foi eleito- todos nós saímos cedo para votar no Bolsonaro.
    Nunca mais pisamos lá, por desprezo ao dono. Sempre disse isso. Infelizmente, precisaram bilhões de desvio do bolso das pessoas para que a Maracutayaya viesse à tona.
    Pergunta: qual a moral dessa corte para continuar funcionando???
    Como podem , ainda , mandar?
    ATÉ QUANDO VÃO OBEDECER?????????

  7. Juscélio dos Santos
    Juscélio dos Santos

    Como disse Vagner Moura, aliás o Capitão Nascimento, ” Pedi para sair p….” . Esta é a melhor saida para o DT, aliás para a mariDT.

  8. Neila Falcone Bomfim
    Neila Falcone Bomfim

    Não sei o que é melhor o artigo em si ou os comentários aqui registrados. Parabéns a todos!

  9. Neila Falcone Bomfim
    Neila Falcone Bomfim

    Não sei o que é melhor o artigo em si ou os comentários aqui registrados. Parabéns a todos!

  10. Cátia Deon Dall’Agno
    Cátia Deon Dall’Agno

    Quando esse bandido vai cair? A propósito , vcs poderiam dazer uma matéria sobre o interesse de Lula na queda desse corrupto, já que está permitindo que a policia federal, através de seu capacho Andrei Rodrigues , vase informações para a imprensa…

  11. Cassio Fernando França De Negri
    Cassio Fernando França De Negri

    Agencia Lupa é da Uol. Sem mais comentários.

  12. Joaz Santana Praxedes
    Joaz Santana Praxedes

    A Oeste é realmente uma seleção de jornalistas com caráter e competência. Somente através de pessoas assim podemos receber a informação correta. Parabéns, Cauti e muito obrigado.

  13. Josenildo Nascimento Melo
    Josenildo Nascimento Melo

    Excelente. Carlos Cauti fez por merecer a Capa da semana. Um texto crítico, lúcido mas muito gostoso de ler. Tenho dito que o Grupo Oeste de Comunicação precisa avançar. Passar apenas da revista digital não apenas pra TV a cabo mas fazer também com que estas informações e o seu Jornalismo chegue ao maior número possível de pessoas. Dizem que imprimir algo hoje em dia é muito caro, mas ainda acredito que valeria a pena a Influente e Conceituada Revista Oeste também tornar-se impressa. A Revista e um Jornal impresso atingiria os escritórios médicos, de dentistas e academias. Simplesmente alguém muito bem informado compraria os exemplares e colocaria em lugares estratégicos para que o maior número possível de pessoas possam ter acesso a conteúdo de QUALIDADE. A velha mídia nem de graça NINGUÉM QUER. Aqui em casa não lemos mais nenhum jornal, revista, portal ou site da velha mídia. E ninguém aqui vê TV Globo. Graças ao bom Deus. Jornalismo é algo muito sério. A velha mídia continua dependente do governo, apenas quer tirar proveito deste novo escândalo!

  14. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Não foi por falta de aviso do BUKELE. “ SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER “
    O Supremo Tayayá Master Federal solapou prerrogativas de outros Poderes da República e os assumiu confortavelmente, numa clara demonstração de DESPREZO à Constituição que os togados iníquos juraram defender. O endereço onde antes funcionava o STF deu lugar a um balcão “Tayayá Master” de negócios espúrios. Nas últimas semanas, a aliança insidiosa, corrupta e fedorenta de quem se achava acima de todos os brasileiros, não por mérito, altruísmo, senso de Justiça e decência, mas negócios que em qualquer país CIVILIZADO, o Parlamento destituiria todos os Ministros envolvidos em falcatruas, mas aqui no Brasil, o crime não só COMPENSA, como é um GRANDE negócio. A nova desgraça Tayayá Master é a reunião bem ao modo da Ndrangheta, Camorra, Cosa Nostra e a Máfia Foggiana, onde o Toffoli, descendente de italianos, aplicou o modus operandi de seus ancestrais. Ainda que não tenha gravado a reunião, por si só a tal reunião tem sim referência com o canibalismo, autofagia e inevitável ligação como outras máfias. “Você me DELATA, eu lhe DELATO” e quem vencer a liça vestirá a TOGA indecente e indelevelmente maculada por CORRUPÇÃO SUPREMA. “ Cabe a reflexão: quem causou mais prejuízo para a imagem da Justiça? A mulher do Batom, que pichou a estátua da deusa Thêmis, ou Toffoli que usou a toga como pano de chão do Resort Tayayá?” “Dias Toffoli saiu pela porta dos fundos da relatoria do caso Master. Não sem antes expor o Supremo Tribunal Federal a um constrangimento inédito na sua história” “Lula (PT) tem dito, segundo assessores, que Dias Toffoli deveria também “sair do STF para não contaminar o governo”. A frase reveladora não é crítica ao ministro, mas a confissão de que, para ele, o STF não é Poder independente, mas uma espécie de departamento do Planalto” “Toffoli ganhou R$ 8 milhões como servidor em 20 anos, mas foi sócio de resort de luxo” “Vorcaro citou em diálogos serviço de ex-esposa de Toffoli ao Master e pagamento de R$ 20 mi a resort.” “A questão nem é como vendeu, mas como Dias Toffoli conseguiu comprar um resort de alto luxo” “Estratégia de Vorcaro funciona e STF vira o grande derrotado do escândalo do Master” “O Supremo produziu uma aberração na saída de Toffoli do caso Master” “Supremo faz reunião exótica ao estilo de partido político, operação abafa continua” “O arranjo-puxadinho para a saída de Dias Toffoli é uma aberração. Se os pares defendem os atos processuais do colega, se consideram não haver razões para impedimento ou suspeição, por que ele deixou a relatoria do caso Master?” “O que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) revela é que o banqueiro foi bem-sucedido no plano. A principal Corte do País se perdeu ao lidar com o caso, primeiro pelas decisões tomadas por Dias Toffoli e agora pela nota corporativista divulgada pelos dez ministros elogiando Toffoli e querendo crer que a simples troca de relatoria irá abafar todas as suspeitas que recaem sobre o magistrado” Vejam o tamanho da CANALHICE SUPREMA. “Ministros do STF reclamam do governo Lula por atuação da PF no caso Master” Isso é mais um caso de conluio, aberração, pornografia explícita da promiscuidade Suprema Tayayá Master Federal. Os togados mancham as togas com CORRPUÇÃO e reclamam do Governo Federal que PF “errou” em entregar as PROVAS ao Presidente da Corte, Edson FRAQUIN. Quer dizer então, Supremo Tayayá Master Federal, que só vocês podem produzir PROVAS, como no caso da ABERRAÇÃO da prisão do Filipe Martins, mas a PF tem que consultar o STF sobre enviar PROVAS de CORRUPÇÃO ao próprio STF? Isso revela que o Supremo Tayayá Master Federal perdeu o rumo e o prumo. “Quem com ferro fere, com ferro será ferido” Bem que BUKELE NOS AVISOU. ““ SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER “

  15. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Cauti, sua análise é cristalina.
    Em 2009, Toffoli foi ungido a categoria de Ministro do STF pelo conhecido chá das cinco promovido pelo Senado da República.
    Se os Senadores seguissem os ritos e exigências para ocupar a função na mais alta Corte da justiça brasileira, não poderia ser aceito, pois já possuia uma folha corrida e ausência de conhecimentos que não o recomendariam a função.
    Agora temos o crime confesso, com tentativa de acorbertamento pelos demais pares da Corte que hoje não tem idoneidade e legitimidade nem para julgar briga de cachorros.

  16. Paulo Roberto Oliveira
    Paulo Roberto Oliveira

    Grande saber jurídico e reputação ilibada, como esse desqualificado juiz ladrão com as digitais do PT, outro comunista que atende pelo pseudônimo de o vingador deslumbrado da rua grande, com o cangote mais cheiroso da ilha do amor. Perdeu Mané mesmo, falta o sapo da boca grande e a bruxa sinistra. Completar essa desgraça toda com o Bessias e a concretitude moral do Pachequinho. Me salve, pai do céu…..

  17. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Esse cara não tem competência para ser relator nem de briga entre sindicalistas. Caso típico de um iletrado, com currículo pífio que agiu com a soberba típica dos ignorantes; igualzinho ao seu mentor de nove dedos; inclusive, a decadência física dessa coisa é visível.

  18. Daniel BG
    Daniel BG

    Tanto que Lulu foi preso, mas a bandidagem dentro do STF soltou o ladrão, fraudou as urnas em 22 e o ladrão hoje mantém o mecanismo funcionando.

  19. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Quem é que não sabe quem são esses bandidos ladrões do STF ? Isso não é côrte suprema, isso é o que o Lula é, uma FRAUDE

  20. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Esses são os guardiões da democracia brasileira.

    1. Domingos Henrique Fazan Caramano
      Domingos Henrique Fazan Caramano

      Guardem os “guardiões” em slguma cadeia, por favor!!!!

  21. ELIAS
    ELIAS

    Esse excelente artigo é o retrato da degradação, não apenas da instituição do STF, mas de um governo que nunca escondeu seu apetite pelo poder e que para mantê-lo, fez e fará qualquer coisa. Inclusive relações criminosas de toda espécie.

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