Seis em cada dez brasileiros se sentem inseguros quando circulam pela cidade onde vivem. Metade dos moradores de municípios pequenos e médios conhece alguém cujo celular foi roubado na região onde vive. Nos grandes centros, esse índice ultrapassa 70%. Três em cada quatro enxergam sinais da presença do tráfico de drogas no próprio bairro. E a grande maioria acha que o crime organizado cresceu. É o que mostra a pesquisa Quaest, realizada depois da operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
Enquanto a Operação Lava Jato existiu, a corrupção estava no topo das preocupações nacionais — fenômeno que ajudou Jair Bolsonaro a chegar ao Planalto em 2018. Agora, a bola da vez é a segurança pública, tema que “desde a origem coloca direita e esquerda em polos opostos”, observa Silvio Navarro na reportagem de capa. A equação é simples: a direita defende punições mais duras e ofensivas policiais no combate à violência; a esquerda evita qualquer medida que dificulte a vida dos criminosos.
A bandeira do combate à criminalidade ampliou a vitória de Donald Trump nos EUA e no momento é peça-chave no segundo turno da eleição chilena. A guinada à direita se repetiu na Bolívia, no Equador, no Paraguai, na Argentina e em El Salvador — onde os métodos do presidente Nayib Bukele viraram um “case” internacional examinado com muito interesse por políticos que prometem acabar com a bandidagem.
No Brasil, as evidências de que os eleitores estão cansados da sensação de medo vêm produzindo efeitos concretos. A aprovação, na Câmara, do Projeto Antifacção. Houve avanços importantes — por exemplo, o endurecimento das penas. Como lembra Eugênio Esber, as mudanças seriam ainda mais relevantes se considerassem terroristas as facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho. Até que o projeto seja aprovado também no Senado, centenas de culpados seguirão confiantes na impunidade e muitos inocentes seguirão presos ou submetidos a medidas restritivas.
O ex-deputado Daniel Silveira pertence a este segundo grupo. Em entrevista exclusiva a Cristyan Costa, Silveira, hoje em prisão domiciliar, comentou as limitações ainda em vigor, o período em que esteve encarcerado e o arrependimento que o assalta quando pensa nos motivos que lhe custaram alguns anos de prisão. “A minha filha menor era muito ligada a mim”, relata. “Como ela presenciou as quatro vezes em que fui preso aqui, criou uma associação: se estiver comigo, a polícia vai me levar de novo. Isso fez com que se afastasse.”
Em Brasília, livre de qualquer restrição, Lula nomeou Jorge Messias para a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF. As consequências de mais uma indicação destinada a aparelhar a Corte são analisadas por Edilson Salgueiro.
Direto de Belém, Leandro Narloch explica por que a COP30 foi um fracasso ainda maior do que o previsto. “Como um assunto tão sério acabou cercado de tantas ideias erradas?”, pergunta. Para Alexandre Garcia, o evento deixou ainda mais claro que Lula é uma metralhadora dando tiros nos seus próprios pés: “O principal resultado foi mostrar Belém como retrato de um país com esgoto a céu aberto, chuvas que inundam, internet que funciona mal, organização amadora, assaltos, falta de segurança e hospedagem para os convidados”.
Rachel Díaz mostra que a “transparência nos gastos públicos” é outra promessa de campanha que Lula jamais cumprirá. O Planalto decidiu manter sob sigilo também a gastança com as acomodações de Lula, Janja e companheirada na luxuosa embarcação que lhes serviu de abrigo durante a Conferência do Clima — tudo, claro, bancado pelos pagadores de impostos.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de redação





Muita tristeza em viver neste país dominado por cucarachas
Mais uma vez, uma edição para ser lida de cabo a rabo.
Esses anos todos da esquerda no poder coincide com o crescimento do poder paralelo do tráfico de drogas. O diálogo é cabuloso!
Bota esse Lula essa janja esse Bessias esse STF esse TSE esses Barbalho essa corja toda de ladrão NO XADREZ