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Foto: Montagem Revista Oeste
Edição 294

Celebração da ignorância

O presidente que vive torturando a língua portuguesa virou doutor honoris causa também na Malásia 

Lula é o único presidente da República que nunca leu um livro, acha leitura pior que exercício em esteira e, quando escreve ou discursa, submete a língua portuguesa a medonhas sessões de tortura. Como isto aqui é o Brasil, nenhum chefe do governo brasileiro ganhou mais títulos de doutor honoris causa que o Exterminador do Plural: já são pelo menos 37. O primeiro foi-lhe entregue em janeiro de 2011 pela Universidade Federal de Viçosa. O mais recente alegrou, neste fim de outubro, uma das escalas de outro passeio por terras estrangeiras. Fantasiado de fidalgo português dos tempos do Descobrimento do Brasil, o único presidente que não escaparia de um zero com louvor na prova de redação do Enem recebeu da Universidade Nacional da Malásia o título de Doutor Honoris Causa em Filosofia e Desenvolvimento Internacional do Sul Global.

Em Viçosa, a reitora em exercício Nilda de Fátima Ferreira Soares convidou o homenageado a assinar um Livro de Ouro que registra a passagem de visitantes ilustres. O doutor achou que uma assinatura era pouco. E a UFV foi premiada com um manuscrito de Lula — raridade que, como a ararinha azul, demora alguns anos para dar as caras. Sem correções nem retoques, a coluna transcreve o documento histórico: “Para os amigos e amigas da UFV com agradecimento pelo trabalho prestado ao povo brasileiro com educação de qualidade, garantindo ao povo brasileiro a certeza de bons profissionais para atender o desenvolvimento do nosso querido Brasil. Abraços do amigo Lula. Sem medo de ser feliz”. Somadas ao título de doutor honoris causa, as 45 palavras rabiscadas confirmam que até reitores apoiam a celebração da ignorância.

“Para os amigos e amigas da UFV com agradecimento pelo trabalho prestado ao povo brasileiro com educação de qualidade, garantindo ao povo brasileiro a certeza de bons profissionais para atender o desenvolvimento do nosso querido Brasil. Abraços do amigo Lula. Sem medo de ser feliz” | Foto: Reprodução

Apesar do buquê de redundâncias, das vírgulas guilhotinadas e da profundidade da mensagem (tão rasa que, na imagem de Nelson Rodrigues, uma formiga poderia atravessá-la com água pelas canelas), a platitude eleva-se à categoria de texto literário se confrontada com o manuscrito de estreia, também reproduzido sem retoques:

“Ao querido Dogival com a esperança que em um futuro bem proximo possa compreender a nossa luta. Abraço do titio Lula. Cubatão, 07/11/81” | Foto: Reprodução

Ao querido Dogival com a esperança que em um futuro bem proximo possa compreender a nossa luta. Abraço do titio Lula. Cubatão, 07/11/81.”

Ao rabiscar as 22 palavras, Lula fez mais que cumprimentar um sobrinho aniversariante. Também fuzilou uma preposição, degolou três vírgulas, demitiu um acento agudo e confirmou que quem foge da escola tem letra de pior aluno do Jardim de Infância. Depois dessa mensagem, os garranchos titubeantes de quem trocou salas de aula por estilingadas em passarinhos mergulharam na clandestinidade. Em dezembro de 2005, a ararinha-azul da caligrafia reapareceu em 19 palavras rabiscadas numa folha de papel. Avistada pelo repórter Alan Marques e capturada por um fotógrafo do Globo, foi exposta à visitação pública na primeira página do jornal.

“Tem demandas do Conselho que precisa ser discutido” | Foto: Reprodução

Como se vê na reprodução acima, a raridade se divide em dois tópicos. O segundo agrupa anotações quase indecifráveis e pouco relevantes. Valioso é o primeiro: “Tem demandas do Conselho que precisa ser discutido”. Não é fácil juntar numa só frase um verbo inadequado, um erro de concordância e dois assassinatos do plural. Lula conseguiu. Menos de dois meses depois de ter assassinado a língua portuguesa numa carta escrita ao parceiro Wagnão (Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Lula retomou a sequência de atentados contra o idioma, agora com um bilhete de 11 linhas sem destinatário definido. As correções no original, reproduzidas abaixo, atestam que o autor cometeu pelo menos oito crimes, alguns dos quais hediondos. Um exemplo: em vez de “Haddad”, rabiscou um “Hadad”.

Carta escrita a Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC | Foto: Reprodução

Num vídeo que há muito tempo faz sucesso na internet, Lula confessa ao diretor de teatro Flávio Rangel que não estudou por preguiça. “Sempre fui muito preguiçoso”, reitera com a candura de quem admite ter cometido o mais irrelevante pecado venial. Feliz com a festinha à fantasia na Malásia, fez de conta que analfabetos são os outros, nunca um doutor honoris causa, e fingiu que ignorância não tem nada a ver com preguiça. Transcrevo sem correções: “As pessoas que são analfabeta não são analfabeta por sua responsabilidade. Essas pessoa ficaram analfabeta porque este país nunca teve um governo que se preocupasse com a educação”. Nos últimos 25 anos, o bando do PT governou o Brasil por quase 17. Lula acha pouco. Aos 80 anos, comunicou que quer mais cinco no Palácio do Planalto.

Tenham juízo, brasileiros.

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17 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Presidente ? Só se for de escola de samba .

  2. Marcus Borelli
    Marcus Borelli

    Houve no Brasil um governante que governou-o por 49 anos e de seu governo ficaram as seguintes palavras: amor ao sabor, tolerância política e respeito às liberdades. Seu nome: Pedro II.

  3. Nelsi Steffen,
    Nelsi Steffen,

    Como que o nosso PAÍS poderá sair dessa situação, se temos o que temos na cadeira presidencial? A julgar por seu intelecto o QI do povo é péssimo….ou o sistema é podre 👁👁🇧🇷

  4. Marco Antonio Rocha Diniz
    Marco Antonio Rocha Diniz

    “Tão raza que uma formiga conseguiria atravessá-la com aguá pelas canelas” foi demais! kkkkkkkk Muito bom!

  5. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    um verdadeiro BOÇAL.
    não há nada neste idiota nominado de “llulladrão” que seja aproveitável, nem mesmo a sua ignorância.
    uma besta ao quadrado.
    uma fonte inesgotável de delírios e perturbação mental, de alucinações, desorientação, confusão.
    modo de pensar desorganizado, ilógico; loucura.
    excesso de falso entusiasmo; exaltação do mal, entusiasmo pelo errado: delírio criativo.
    llulladrão é o próprio estado mental de quem, pela má interpretação da realidade, não admite estar errado, mesmo com provas contundentes que provam o contrário.
    em síntese … um zé mané.

  6. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Eu não sei o que quer dizer honoris mas a causa eu sei. A causa é a ideologia marxista que é semelhante ao do monarca malasiano

  7. Bruno Araujo Barbaresco
    Bruno Araujo Barbaresco

    Foi-se o tempo em que as honrarias e homenagens eram concedidas a pessoas honradas, honestas, de caráter ilibado e representação positiva para a sociedade. Hoje, qualquer porcaria recebe. Trocam entre eles, tantas homenagens, faixas e medalhas que é capaz de começarem a faltar no mercado.

  8. José Vanor Tavares Robert
    José Vanor Tavares Robert

    Nada disso me surpreende, pois comunista e ditador, presidente dos imbecis e analfabetos que se poderia esperar?

  9. Helcio Jose Pinto Rodrigues
    Helcio Jose Pinto Rodrigues

    Depois de tamanha demostração de “erudição”, é bem provável que irá terminar seus dias ostentando o “fardão” da ABL.

  10. Sidney Frattini
    Sidney Frattini

    Augusto Nunes, você é maravilhoso. Chorei de rir. Mas que é triste, é.

  11. Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva
    Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva

    Aos amigues pouco importa a língua portuguesa. Num eventual 4º mandato, Lula vai substituir o inglês pelo mandarim, e o português será matéria opcional.

  12. Ana Lucia da Costa Henriques de Melo
    Ana Lucia da Costa Henriques de Melo

    Aberração gritante desse pulha!

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