O presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, anunciou em rede nacional de rádio e televisão, no dia 22 de outubro de 1962, a existência de mísseis nucleares soviéticos em Cuba. Foram treze dias de tensão entre Estados Unidos e União Soviética (URSS), nos quais chegaram perto de uma guerra nuclear, no auge da Guerra Fria.
Seis dias antes do anúncio em rede nacional, a inteligência americana apresentou a Kennedy um conjunto de fotos aéreas que confirmava que a União Soviética havia instalado mísseis nucleares na comunista Cuba, localizada a 145 quilômetros da costa da Flórida. Os mísseis poderiam atingir grande parte do leste dos Estados Unidos.


Alguns conselheiros próximos do presidente defenderam um ataque aéreo para destruir os mísseis, seguido por uma invasão terrestre em Cuba. Mas Kennedy preferiu um “meio-termo”. Durante a transmissão, o presidente usou cuidadosamente a palavra “quarentena” para não pressupor um ato de guerra, mas, em outras palavras, tratava-se de um bloqueio naval a Cuba. Qualquer navio que tentasse furar o bloqueio seria interceptado pela Marinha americana. Kennedy afirmou também que, se qualquer míssil fosse lançado contra o Hemisfério Ocidental, a retaliação seria massiva: “Será política desta nação considerar qualquer míssil nuclear lançado de Cuba contra qualquer nação do Hemisfério Ocidental como um ataque da União Soviética aos Estados Unidos, o que exigirá uma resposta retaliatória completa à União Soviética”.

Depois de um longo período de negociações entre Kennedy e Nikita Khrushchev, primeiro-ministro da União Soviética, um acordo foi firmado: a URSS retiraria os mísseis em troca de uma garantia pública de que os Estados Unidos não invadiriam Cuba e, em um acordo secreto, removeriam seus mísseis da Turquia e da Itália. A Crise dos Mísseis foi um exemplo bem-sucedido do uso da diplomacia em tempos de guerra.
Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.
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