Mataram Charlie Kirk. Ele era um dos principais nomes do movimento MAGA, um jovem de 31 anos, pai de duas crianças, fundador da Turning Point USA, que focava os jovens universitários, alguém que usava como arma apenas a palavra e que respeitava sempre o contraditório. Charlie era um exemplo perfeito daquilo que Thomas Sowell diz: “É incrível como um homem honesto pode causar pânico entre uma multidão de hipócritas”. Bastavam perguntas incômodas para despertar a fúria de uma legião de fanáticos e oportunistas.
Seu assassinato abalou a América. O que leva alguém a fazer algo tão demoníaco? É importante ser realista aqui. Como dizia Olavo de Carvalho: “O ódio assassino é o sentimento mais constante e mais natural nas almas de esquerdistas”. E a velha imprensa, ao demonizar os conservadores, tem sua parcela de culpa nesse clima. Foi assim que O Globo deu a notícia: “Influenciador de extrema-direita ligado à invasão do Capitólio é baleado durante palestra em universidade nos EUA”. Parece que mudaram depois, mas é muita canalhice!
Ben Shapiro, que conheceu Charlie quando ele tinha apenas 18 anos, escreveu uma mensagem comovente após sua morte. Em um trecho, Shapiro lidou com o dilema de muitos conservadores neste momento: deixar a raiva dominar ou lembrar-se do legado do próprio Charlie, que acreditava sempre no debate de ideias? Diz ele:
Mas, mais importante, Charlie era um bom homem, um homem que acreditava no certo e no errado, que mantinha firmes seus valores bíblicos. Todos nós sentiremos sua falta, e eu não consigo imaginar a dor de sua bela e jovem família, e devemos todos orar por eles. E devemos pegar o bastão onde Charlie o deixou, lutando pelas coisas nas quais ele acreditava tão apaixonadamente. E devemos lutar por uma América melhor — uma América onde pessoas boas possam falar a verdade e debater apaixonadamente sem medo de uma bala. Eu choro pela família de Charlie, e choro pelo meu país hoje. Acima de tudo, eu choro por Charlie.

Shapiro, em seu livro mais recente, fala dos leões e dos abutres. São dois perfis distintos de pessoas: uns constroem civilizações, os outros tentam destruir tudo pela frente. Para os abutres invejosos, toda ação desumana contra os leões é justificável. O leão enfrenta os problemas da vida com dignidade, sem ficar reclamando ou se vitimizando. Busca soluções de forma persistente. Os fracassos servem de lições. O leão é um guerreiro, defende sua família, sua cultura. Já o abutre culpa as estrelas, o destino e, principalmente, o leão por seus próprios fracassos.
O abutre é um saqueador ganancioso, invejoso e violento. Ele reivindica a inovação e o trabalho dos outros como seu direito de nascença. Ele olha o que já foi construído e se sente no direito de tomar para si na marra. Por isso, o leão precisa manter vigilância constante, força, pois no primeiro sinal de fraqueza o abutre ataca em bando.
O contexto do livro de Shapiro foram as manifestações em Londres logo após os atentados do Hamas no 7 de outubro. Meninas estupradas, idosos mutilados, crianças mortas, vários sequestrados, tudo isso com vídeos gravados pelos próprios terroristas, e no dia seguinte já havia protestos para defender… o Hamas! Os abutres vêm avançando no Ocidente, pois os leões parecem cada vez mais raros. Sem quem defenda com coragem os valores da civilização, o caminho fica livre para os saqueadores bárbaros.

“Si vis pacem, para bellum“: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. O dilema que muitos enfrentam é não permitir que tragédias como o assassinato de Charlie Kirk os tornem pessoas piores, amarguradas, sem esperanças. O risco de olhar tempo demais para o abismo é ser tragado por ele. Nietzsche alertava para o perigo de se combater monstros e acabar como eles. Mas enfrentar os comunistas com firmeza é necessário. A alternativa é a vitória dos abutres.
Não há debate possível com quem prefere te matar a te dar razão, alertava Karl Popper. É forçoso reconhecer que muitos à esquerda não querem debate algum, mas sim eliminar os conservadores. Sem reação à altura, corremos o risco de extinção. É verdade que a Igreja avançou nos primórdios com o sangue dos mártires perseguidos, mas também é verdade que os cristãos souberam calibrar ao longo da história a necessidade de guerras santas e justas. Os abutres declararam guerra aos leões. É preciso reagir.
Quando Donald Trump foi o alvo de um tiro de fuzil que quase o matou, ele se levantou, com sangue no rosto, e gritou, de punhos cerrados: “Lute, lute, lute”. Esse é o espírito dos leões.

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Muito bom Constantino. E fique ciente que você é um dos leões na terra.
Eu admiro Trump pelo seu espírito de luta contra esses abutres e Constantino é peça fundamental para nos esclarecer
Temos q ter fé e muita força de vontade pra lutar contra essa maldita esquerdalha q pensa em conquistar o nosso mundo!
O mal está vencendo a guerra espiritual.
Excelente artigo Constantino, os comunistas atuais não suportam o debate ou uma simples troca de ideias. Não sabem debater,querem impor suas convicções, estão no extremo de matar.Sim os leões precisam vencer os abutres ou não sobrará espaço para a civilização.
Constantino, você é um leão