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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, participam de cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros para até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, em 13 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado
Edição 284

Carta ao Leitor — Edição 284

A política externa da canalhice e a falta de projetos concretos do governo federal estão entre os destaques desta edição

“Como pode o Brasil ter reeleito Lula mesmo depois do que foi exposto no Mensalão?” A pergunta, feita por Alexandre Garcia na semana passada, soa ainda mais estranha depois da leitura dos artigos que compõem a capa desta edição, assinados por Adalberto Piotto, Augusto Nunes, Cristyan Costa e Silvio Navarro.

No texto de abertura, Piotto sobrevoa os principais acontecimentos econômicos das primeiras passagens de Lula e Dilma Rousseff pelo Planalto antes de aterrissar nas catástrofes atuais do Lula 3. Os ingredientes da receita do fracasso são: desprezo pelo teto de gastos, inflação em alta, juros astronômicos, aumento da dívida bruta, fora o resto. 

Qualquer brasileiro que paga as próprias contas conhece a regra básica do equilíbrio orçamentário: não gastar mais do que se ganha. Mesmo com as contas estouradas, Lula e Janja torram o dinheiro dos pagadores de impostos em viagens ao exterior, badulaques de granfino, tapetes que custam mais de R$ 110 mil e improvisos assistencialistas criados de olho na próxima eleição. Calcula-se que, até o fim do mandato, o governo gastará quase R$ 380 bilhões acima da meta fiscal.

Essa fortuna não consegue gerar um único projeto que mereça destaque. Depois de listar as realizações que os ministérios deixaram de fazer, Cristyan Costa conta que, dos quase 40 ministros, pelo menos seis não são recebidos em audiências privadas há mais de cem dias. “O general Amaro, do Gabinete de Segurança Institucional, amarga o maior hiato”, revela. “Sem uma única reunião desde abril de 2024, soma 322 dias longe do gabinete presidencial.”

As pastas mais inexpressivas são aquelas criadas para agradar à classe autobatizada de “artística-intelectual de esquerda”. Povos Indígenas, Meio Ambiente e Igualdade Racial estão entre elas. O mais recente Atlas da Violência, antes colecionado pelos chamados progressistas, revelou que cerca de 80% das vítimas de mortes violentas no país são negras — índice semelhante ao registrado antes da criação da pasta.

Em outras áreas, o governo consegue ser ainda pior. A mais aflitiva talvez seja a política externa. Outra vez, o PT ignora a vontade da maioria do povo brasileiro e se junta à escória do mundo, explica Augusto Nunes. O mais recente avanço na direção do abismo foi dado pelo ministro do STF Flávio Dino, que recorreu a uma manobra jurídica desastrosa: mirou nos Estados Unidos e acertou na testa dos grandes bancos nacionais.

O Supremo Tribunal Federal, aliás, é a única peça que garante um mínimo de governabilidade a um presidente que agoniza no cargo. “Se alguém ainda duvidava que uma ditadura está sendo erguida no Brasil, o consórcio de poder formado pelo PT e o STF tratou de esclarecê-la nesta semana”, observa Navarro. “A cartilha foi seguida à risca: perseguição implacável aos adversários, censura em forma de lei e canetadas judiciais para preservar os companheiros, mesmo que isso custe o isolamento de um país inteiro.”

Neste Brasil cada vez mais sitiado pela censura, a Oeste convida cada leitor a fazer um investimento de longo prazo no futuro do Brasil e das próximas gerações. É uma oferta exclusiva, por tempo limitado: 2 mil assinaturas vitalícias da Revista Oeste. Essa parceria vai eternizar a permanência da Oeste entre os principais veículos de comunicação do Brasil — na internet, nas redes sociais e, agora, também na TV a cabo.

Como lembra Guilherme Fiuza em sua coluna, “qualquer construção de país tem que ter coisas que durem, instituições que possam sobreviver às pessoas”. Oeste — e sua defesa incondicional da liberdade — será uma delas. 

Boa leitura.

Branca Nunes,

Diretora de Redação

Capa da Revista Oeste, edição 284. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à Reuters no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, 6 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado

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1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Tem que colocar todos bandidos do três poderes na cadeia

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à Reuters no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, 6 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado Anterior:
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