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Fernando Haddad e Scott Bessent | Foto: Montagem Revista Oeste/Ricardo Stuckert/PR/Wikimedia Commons/Shutterstock
Edição 283

Que ‘malddad’ com o Haddad

O que teria feito o secretário do Tesouro desistir de uma reunião tão promissora? Só pode mesmo ter sido uma conspiração da extrema-direita

Fernando Haddad disse que o cancelamento da sua reunião com o secretário do Tesouro norte-americano foi uma manobra de forças de extrema-direita. Que destino cruel.

Como pode uma relação tão bem construída ser prejudicada dessa forma sórdida por terceiros? Será que alguém contou para a autoridade dos EUA que o ministro brasileiro colou na prova? Teria algum informante maldoso inventado que Haddad não sabe tocar violão? O que afinal teria feito o secretário do Tesouro desistir de uma reunião tão promissora?

Só pode mesmo ter sido uma conspiração da extrema-direita, como bem captou o nosso ministro. Aliás, a própria escolha de alguém que não entende de economia para comandar o Ministério da Fazenda só pode ter sido uma conspiração da extrema-direita. Agora tudo fica claro: aquela declaração de Lula que colocava Donald Trump como integrante do nazismo de cara nova também foi uma conspiração da extrema-direita.

Pensando bem, a aliança do governo brasileiro com a ditadura venezuelana deve ter sido uma manobra de forças de extrema-direita. E a vista grossa do Brasil para a eleição fraudada de Maduro idem. Da mesma forma, a afeição para com o regime obscuro do Irã, financiador de grupos terroristas, agora você já sabe de onde veio.

E o encantamento da atual diplomacia brasileira com a ditadura chinesa? Um fenômeno desses não ocorre do nada. Qual seria então a explicação para a rendição petista ao regime autoritário de Xi Jinping, a ponto de pedir um emissário chinês para ajudar a regular o meio digital no Brasil? Acertou, danado: foi uma conspiração da extrema-direita!

Por todos esses fatos, é claro que o secretário do Tesouro norte-americano devia estar louco para conversar com o Haddad — e aprender com ele como se constrói uma reputação tão sólida perante a comunidade internacional. Mas aí… Você já sabe: uma ação de forças de extrema-direita interrompeu essa história bonita.

O Haddad fez muito bem de ir lá na Globo contar o que aconteceu. Quem mais acreditaria?

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa de uma coletiva de imprensa na sede do governo em Rosenbad, em Estocolmo, Suécia (29/7/2025) | Foto: Reuters/Magnus Lejhall/TT News Agency

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6 comentários
  1. Manfredo Rosa
    Manfredo Rosa

    Ou o Brasil acaba com a extrema direita ou a extrema direita acaba com o Brasil. Queremos só extrema esquerda… “Mais”, fico matutando com meus botões, afinal, o que será da extrema esquerda se não houver extrema direita?

  2. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    O cara se dispor a perder tempo com Fernando Haddad para discutir economia. Só na República das bananas mesmo.

  3. João Paulo Gomes da Silva
    João Paulo Gomes da Silva

    A extrema direita informou que o papo seria taxado. João Paulo -SÃO Miguel de Taipu PB.

  4. Julio Fressa
    Julio Fressa

    Fiuza, bom dia. Ótimo artigo. Hoje, TUDO o que contraria a “tchurminha canhoteira é culpa da “extrema direita”. Vivemos uma epidemia de subversão do idioma.

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