O governo brasileiro pensou com cabeça tropical, imaginou que Trump estivesse blefando e continuou, lépido e faceiro, a provocar os Estados Unidos. Parece que ninguém do Itamaraty conseguiu alertar Lula sobre Trump e sobre o Departamento de Estado. Agora o governo tem até o fim do mês para agir. Nos tempos de pouco caso, o ministro Moraes disse que só acreditaria se um porta-aviões chegasse ao Lago Paranoá. O filme do Nimitz num túnel do tempo tem por título Final Countdown. Parece que é isto que temos agora: uma contagem regressiva final. E ainda a aproximação de um gigantesco porta-aviões, o ‘USS Magnitsky’. O tom da carta de Trump e da nota da Embaixada americana mostra a silhueta dessa nave no radar. É o final de um longo período de provocações.

Logo no início do governo Lula, ainda em tempos de Biden, o governo americano viu frustrada sua recomendação para que o Brasil não recebesse duas belonaves iranianas. Lula não deu a mínima. Xingou Israel de genocida, apoiou o Hamas, o Irã, a Rússia contra a Ucrânia, e até pediu a Xi Jinping para mandar alguém a nos ensinar a censurar as redes sociais no Brasil. Chamou o candidato Trump de fascista, e agora o novo presidente do PT fez o mesmo ao presidente dos Estados Unidos. O Itamaraty abandonou o pragmatismo responsável, de resultados, e passou a navegar nas águas instáveis da ideologia. Enfim, o IBGE fez um mapa-múndi invertido e mostrou que o Brasil está sem norte.
Na política interna, o governo brasileiro desperta o parceiro continental com uma campanha de luta de classes, inspirada em Marx e Sidônio, o que é sinal de tentativa de impor um novo tipo de sociedade, a mesma que não deu certo na União Soviética. Aliás, incitamento à luta de classes contém preconceito, discurso de ódio, ideias antidemocráticas e fake news — tudo que o Supremo decidiu como censurável nas redes. No topo do Judiciário, o pouco-caso com a liberdade de expressão, o amplo direito de defesa, o juiz natural, o devido processo legal, a vedação à censura, a inviolabilidade do parlamentar e a independência de Poderes deve ter chocado também o governo americano, que têm esses valores como pedra de toque da democracia.
O Brics que se reuniu no Rio de Janeiro mostrou que é um organismo parecido com um Foro de São Paulo pós-graduado: socialista e contra os Estados Unidos. Lula coloca o Brasil perto da Rússia, da China e do Irã e distante do vizinho continental, sem o pragmatismo de reconhecer que a América é a maior potência econômica, tecnológica e militar do planeta. As bravatas contra Trump podem ser perigosas. Imagine se cortarem o GPS, por exemplo. Teria um efeito infinitamente maior que uma alíquota de 50% nas exportações para os Estados Unidos. A tarifa é o convite de Trump para o Brasil voltar à sobriedade e desestimular a efervescência de uma política estudantil temporã.

E há outra questão sobre a qual não faltam avisos: a incapacidade de combater o crime no Brasil. Além de drogas, exportamos facções criminosas, máfias tropicais. Quando falamos em defender soberania, devemos entender apenas como palavras, porque o crime tem soberania sobre territórios em pleno Rio de Janeiro e agora está se estabelecendo na Amazônia. No Mercosul, Milei alertou Lula de que o Brasil tem que resolver isso. Mas o governo brasileiro não enquadra como equivalente a terrorismo essas facções de narcotraficantes que já estão dominando postos de combustíveis e outras atividades econômicas, concorrendo com a economia legal e reforçando seu poder econômico para comprar autoridades dos três Poderes.
É uma vergonha que tenhamos que depender da maior democracia do planeta para pressionar o Estado brasileiro a entrar nos eixos e evitar que nos transformemos numa Venezuela bolivariana. Antonio Gramsci ensina à esquerda brasileira o que a URSS não conseguiu pela força: a ir conquistando cérebros pelos meios de informação. Daí a necessidade de calar as redes sociais, que são a praça digital da resistência ao avanço do totalitarismo profetizado por Orwell. Quem seria o “Grande Irmão”?

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Comunismo não dá certo nem aqui nem na China nem em lugar nenhum. O que dá certo é o capitalismo e as liberdades econômicas onde o mundo desenvolve
De anotar o protagonismo de Janja ou Esbanja, pois que ela senta logo atrás do presidente, o molusco ou pinguço, ladeada pelo chanceler genérico e pelo chanceler de fato; e na sequência numa posição de meros espectadores ou chumbetas, Haddad, Silveira, Rui Costa, Marina e mais dois outros desconhecidos. Vale dizer, nos tamos f… e muito mal pagos.
Observação certeira !!!
Que nível nosso país está. Sendo representado por esse naipe de gente…
Acho que o sonho do descondenado seria a de ser o Grande Irmão, imagina ele ter o controle total sobre todos nós, o fato de ter solicitado ao ditador Xi alguém com experiência em censura nos dá mostra, que o sonho dele é exatamente esse, controle total, quem sabe nos recivilizar, reeducar, ao menos já deixou escapar em várias ocasiões que o povo precisa ser “contido”, “essa gente precisa ser extirpada”, a boca fala do que o coração está cheio. Ódio!