publicidade
Ilustração: Revista Oeste/IA
Edição 276

O IOF e o efeito cascata

Na sala de aula, flagrado colando na prova, Joãozinho justificou seu ato afirmando que não abriria mão da socialização do conhecimento

Fernando Haddad justificou o novo aumento de impostos dizendo que não vai abrir mão da luta por justiça social. Na sala de aula, flagrado colando na prova, Joãozinho justificou seu ato afirmando que não abriria mão da socialização do conhecimento.

Haddad e Lula dizem que é preciso aumentar o IOF para taxar os ricos e dar para os pobres. Já Joãozinho explica que é preciso colar na prova para reduzir a desigualdade entre estudiosos e malandros.

O governo federal garante que está taxando só a cobertura. Joãozinho garante que jogou m… no ventilador para atingir só o pessoal da primeira fileira. Não se sabe quem deterá o efeito cascata do IOF. Nem o da imprensa amiga: o governo não judicializou o IOF contra o Congresso, mas a favor da economia — explicaram os porta-vozes oficiosos. “Cascatear é direito de todos”, acrescentou Joãozinho.

Lula perguntou por que o país não cobrava responsabilidade fiscal do Paulo Guedes. Joãozinho perguntou por que a professora não pegava no pé dos alunos que tiram notas boas sem precisar colar na prova. A professora respondeu: Joãozinho, querido, a decisão de escolher o ministro da Fazenda no fundão da classe foi sua.

Joãozinho retrucou que não existe na classe alma mais honesta que a dele, nem ninguém com mais responsabilidade que ele. A professora aconselhou Joãozinho a dar uma segurada no efeito cascata.

O PT acredita que poderá continuar taxando, gastando e dizendo que isso é luta por justiça social. Já Joãozinho informa que continuará colando nas provas por um mundo melhor. Quem vai avisar à direção da escola?

Fernando Haddad, ministro da Fazenda | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Leia também “A imprensa no divã”

Leia mais sobre:

12 comentários
  1. Manfredo Rosa
    Manfredo Rosa

    Parabéns Fiuza pelo inteligente artigo. Aqueles que preservam algum grau de independência já sabem: o que os políticos dizem, nós descartamos como sendo a verdade. Estes espertalhões de penacho divulgam o “parecer social”, ou seja o que eles querem que seja visto como objetivo. O “ser social”, a verdadeira finalidade, é outra.

  2. Luiz Piccinini Filho
    Luiz Piccinini Filho

    A parábola mostra o retrato da mentira do atual governo. Chamem o Diretor !

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Fratura exposta, viscera exposta, roubo às claras, analfabeto ladrão, tirano ladrão, comunista caviar e todos os paradoxos imagináveis só num país surreal

  4. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    O problema é que esse Joãozinho, capacho de analfabeto, não cola somente na prova; quer colar no dinheiro de quem trabalha honestamente; afinal de contas, a rapinagem continua sem controle.

    1. Manfredo Rosa
      Manfredo Rosa

      É isto MB. Muito vergonhoso para todos nós. Humilhante.

  5. Adelmo cabral
    Adelmo cabral

    Excelente. Sugiro comentar ou dar conhecimento aos seus leitores o teor da conversa entre Lula, o pinguço, e a Cristina Kirchner

  6. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Uma sutil ironia, mas perfeita, em cima da síndrome obsessiva por impostos do “tirado da cadeia”, cujo governo apodreceu. O pobre precisa saber que ele é a maior vítima, pois pagará IOF em cima de qualquer compra, ainda que seja um dúzia de colheres.. Eles (o desgoverno) tem tanta petulância para mentir, dizer que só afeta os ricos. Para mim isso é fake news para enganar o povo e esse engodo deveria ser enquadrado no Inquérito 4.781, pois se trata de uma falsa mensagem. Mas, o consórcio passará por cima.

Anterior:
Duplipensar
Próximo:
A inocência das redes sociais
publicidade