Até para quem já se habituou às decisões desastrosas do governo Lula, o apoio ao Irã na guerra contra Israel e os Estados Unidos pareceu excessivo. Desde a Revolução Fundamentalista Islâmica de 1979, o Irã é uma ditadura teocrática que, como lembra Adalberto Piotto no artigo de capa desta edição, ceifa os mais elementares direitos humanos da sua população e ameaça abertamente o modo de vida ocidental.
Joanna Williams, colunista da revista britânica Spiked — que Oeste traduz com exclusividade no Brasil —, relaciona casos de espancamento, estupro, prisão e morte de homens e mulheres por “crimes” como se recusar a usar o hijab (véu islâmico) em público e cobrir com roupas braços e pernas. Segundo Joanna, ocidentais que erguem a bandeira iraniana insultam a memória dessas vítimas. É o caso do presidente brasileiro.
No X/Twitter, a jornalista Madeleine Lacsko recorreu a uma comparação perfeita: questionar por que Israel pode ter urânio e o Irã não é como, por exemplo, perguntar por que a polícia pode portar um fuzil e facções criminosas como o Comando Vermelho não. Para Lula, é tudo a mesma coisa.
Alexandre Garcia recorda que, ao cobrir a Guerra das Malvinas/Falklands, perguntou ao presidente João Figueiredo por que o Brasil estava ajudando logisticamente a Argentina. “Ele respondeu que a Inglaterra está a 10 mil quilômetros, e a Argentina continuará na nossa fronteira quando a guerra acabar”, conta.
Por que, então, se meter numa guerra a 12 mil quilômetros de distância? É mais um capítulo da política externa da canalhice, constata Augusto Nunes, ao registrar os melhores-piores momentos do Itamaraty sob os governos petistas. Para J.R. Guzzo, o apoio ao Irã não se limita à humilhação de se ver condenado, de novo, “à posição do idiota perfeito da América Latina”, diz. “É a estupidez crassa de ficar do lado que perde”.
Enquanto isso, no Brasil real, Lula — que durante a campanha presidencial de 2022 prometeu simplificar impostos e “reduzir a tributação do consumo” — criou ou aumentou mais de 15 impostos em dois anos e meio de governo. Um levantamento do editor-assistente Anderson Scardoelli detalha cada um deles.
Quando não está achacando mais dinheiro da população, o governo se empenha em perseguir adversários políticos. A reportagem de Cristyan Costa mostra como e por quem o cerco é feito. Além de Jair Bolsonaro e políticos da oposição, os alvos prediletos são juízes e procuradores envolvidos na prisão de Lula durante a Operação Lava Jato.
O governo, aliás, desperdiça na perseguição de desafetos o tempo que deveria usar para resolver os incontáveis problemas do país. Entre eles estão as enchentes que voltaram a castigar o Rio Grande do Sul apenas um ano depois da maior tragédia natural do Estado. A reportagem de Rachel Díaz lembra que, por lei, a responsabilidade sobre rios que atravessam mais de um Estado é da União. Parte das histórias que compõem o texto de Rachel foi retirada do documentário O Rio Grande Renasce, de Tauany Cattan, lançado por Oeste nesta semana (assista abaixo).
Diante de tamanha incompetência, não surpreende a acachapante derrota sofrida por Lula no Congresso nesta semana. Por 383 votos a 98, os parlamentares derrubaram o aumento do IOF. O Planalto não conseguiu nem mesmo reunir cem votos — um retrato do desamparo dentro das próprias bancadas de esquerda, que somam 130, como explica Silvio Navarro. O governo agora planeja apelar para o Supremo Tribunal Federal. Claro.
Boa leitura e bom filme.
Branca Nunes,
Diretora de Redação

Meu Deus a que ponto chegamos!
Sempre do lado errado da história, este é Lula da Silva.
Parabéns a revista oeste..
Vamos esperar até quando pra tirar todos os marginais ladrões comunistas terroristas narcotraficantes genocidas dos três poderes? A população quer que se efetive a normalidade do país
Uma Oeste para ser revisitada sempre. Parabéns a todos.
Diga com quem andas…. Todos esses reúnem os predicados que o descondenado carrega.