Nascida do acasalamento de stalinistas farofeiros acampados no PT e trotskistas de cabaré infiltrados no Itamaraty — uns e outros sonhando com a Segunda Guerra Fria, que haverá de destruir o imperialismo ianque —, a política externa da canalhice teve como parteiros Celso Amorim, o Pintassilgo do Planalto, e Marco Aurélio Garcia, uma boca implorando por dentistas. Desde 2003, quando milhões de eleitores decidiram enxergar um estadista no pernambucano indolente que nem sequer folheou livros de história e geografia, esse monstrengo geopolítico orienta o comportamento de Lula quando lida com barulhos internacionais. Confrontado com bifurcações e encruzilhadas, ele sempre escolhe a opção errada.
Já no começo do primeiro governo, rendeu-se à insolência do boliviano Evo Morales e engoliu sem engasgos o confisco dos bens da Petrobras na Bolívia ordenado pelo lhama-de-franja. “Os países mais ricos devem ajudar os mais pobres”, miou o vizinho poltrão. Quando o Congresso de Honduras, com o aval da Suprema Corte, destituiu legalmente o presidente Manuel Zelaya, Lula cedeu sem chiar aos caprichos do venezuelano Hugo Chávez. Decidido a reinstalar no poder o canastrão que combinava chapelão branco-noiva com bigode preto-graúna, o bolívar-de-hospício obrigou Lula a transformar a embaixada brasileira em Tegucigalpa na Pensão do Zelaya, que ali acampou semanas a fio.


Em 2007, para afagar Fidel Castro, Lula deportou os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, capturados pela Polícia Federal quando tentavam fugir para a Alemanha pela rota do Rio. Com derramamentos de galã mexicano, prestou vassalagem a figuras repulsivas como o psicopata líbio Muammar Kadafi, o genocida africano Omar al-Bashir, o iraniano atômico Mahmoud Ahmadinejad e o ladrão angolano José Eduardo dos Santos. Coerentemente, o último ato do mitômano que se julgava capaz de liquidar com conversas de botequim os antagonismos milenares do Oriente Médio foi promover a asilado político o assassino italiano Cesare Battisti. Entre a civilização e a barbárie, Lula sempre cravou a segunda opção.
A subserviência a abjeções de todos os sotaques prosseguiu com a sucessora Dilma Rousseff. Entre o governo constitucional paraguaio e o presidente deposto Fernando Lugo, aliou-se ao bispo de filme pornô que ampliava cada rebanho de fiéis que conduzia com a eficácia de um reprodutor de batina. Dilma também se meteu na conspiração que afastou o Paraguai do Mercosul para forçar a entrada da Venezuela, e rebaixou-se a mucama de Chávez até a morte do ditador que virou passarinho. Para adiar a derrocada de Nicolás Maduro, enviou-lhe de graça até carregamentos de papel higiênico. Depois de transformar a Granja do Torto na casa de campo de Raúl Castro, Dilma avançava no flerte com os companheiros degoladores do Estado Islâmico quando a Operação Lava Jato anabolizou a crise econômica que apressaria o despejo da mais bisonha governante do planeta.

Para o sabujo de Fidel Castro, o único problema da ditadura quase septuagenária é o imperialismo ianque. “Se não tivesse o bloqueio dos Estados Unidos, Cuba poderia ser uma Holanda”, ensinou. (Sabe Deus por quê, foi a segunda vez que usou o país que não conhece para contar outra mentira de bom tamanho. Na primeira, jurou que havia parado de beber durante a Copa do Mundo de 1974, “no dia em que o Brasil foi derrotado pela seleção holandesa”.) Fora da Presidência, ele embolsava dinheiro disfarçado de palestrante. O camelô de empreiteiras que se tornariam casos de polícia com a descoberta do Petrolão ganhou pilhas de dólares, um buquê de imóveis e a gratidão paga em espécie dos países que tiveram perdoadas suas dívidas com o Brasil.
“O Brasil vai perder o protagonismo e a relevância mundial”, delirou Dilma ao voltar para casa. O que o país perdeu foi o papel que desempenhou desde 2003: o de grandalhão idiota e obediente aos anões da vizinhança. Com a chegada ao Palácio do Planalto de Michel Temer e, depois, de Jair Bolsonaro, acabaram as parcerias com pilantras e patifes. O Itamaraty voltou a servir ao Brasil, e a política externa da canalhice foi enterrada sem velório.
Foi exumada no fim de 2022 pelo consórcio que juntou o chefão do PT a oportunistas desprezíveis, jornalistas estatizados, parlamentares gatunos, democratas de manifesto e tiranos togados prontos para sair do armário e prender quem diverge. Quem tem mais de dez neurônios ao menos desconfiou que também voltaria ao local do crime a diplomacia desastrosa. Entre a Rússia brutal e a Ucrânia estuprada, escolheu o amigo Putin. Entre a China que decide até o número de filhos a que um casal tem direito e os Estados Unidos, ficou com o ditador cujo nome ainda não aprendeu a pronunciar. Entre os terroristas palestinos e Israel, optou pelos que querem jogar no mar a única democracia da região. Entre o Irã dos aiatolás e os judeus, aliou-se aos nostálgicos do primitivismo sanguinário. Entre o bem e o mal, torce pelo bandido.
Entre a treva e a luz, Lula sempre lutou pelo triunfo da escuridão.

Leia também “Israel surrou o grandão arrogante”




Que maravilha de texto! Parabéns, mestre, e obrigada!
Augusto Nunes sempre com seus artigos refinados contando a história cinzenta deste país que nunca chega ao futuro.
Muito boa matéria! Parabens !
Muito bom, corte cirúrgico numa neoplasia que já espalhou metástase no tecido social, a desinformação e ignorância formal levou a isso, não acredito que tenha solução fácil, mas também a esperança é grande, a prece também
Augusto Nunes sempre lúcido e direto sim extremo !
De toda essa caterva nós livramos somente do Marco Aurélio Garcia o doi pra o portão de embarque celestial !
O resto da gangue permanece ,mas como bem disse a viúva do Eduardo Campos espalhou um texto que recebi pelo whatsapp no qual ela afirma que “que tudo passa”!
Quando o molusco for para o portão de embarque celestial essa gangue estarão todos desempregados !
Deu permita que em breve tempo !
Como são cínicos esses petistas!
Mentem o tempo todo,agira estão gastando milhões em publicidade pra melhorar a imagem do apedeuta!
Numa das propagandas falam descaradamente do término da obra do rio são Francisco , a qual obra abandonaram na gestão anterior petista!
Bombas importadas poderosas pra redirecionar a água à pontos mais elevados ESTAVAM jogadas no tempo enferrujando!
Veio a gestão Bolsonaro e deu continuidade a obra a qual Bonfim do seu mandato estava 90% pronta .
Agora num gesto de cinismo e falta de caráter abraçam essa obra como sendo sua ou seja dos petistas .
Falar nessa obra onde anda aquele bispo na região do são Francisco que fez greve de dome para impedir o inio da obra na ocasião ?
Haja estômago pra viver na república das bananas com essa esquerda podre no poder !
Mas tudo passa !
Artigo de mestre
Sintético, até porque com personagem medíocre, caricata, não se deve gastar meia dúzia de parágrafos. No caso, o perfil do sacripanta,
servirá para que os seus acólitos abestalhados tenham alguma curiosidade pelo mapa mundi. Pois que saibam que Lula da Silva mandou
ver. Com a Rosematy Noronha embebedou-se do Estreito do Bósforo, na suite real do Ciragan Palace. Se pagasse em liras turcas teriam
de encomendar um vagão de moedas no Expresso Oriente. Lula, a bem da verdade era um ignorantão assumido. E um malvadão – que
não se culpe o uísque – com Marisa Letícia, uma gentil senhora, mãe dos seus filhos. Neste seu último mandato, prefere viajar para o exterior
não só porque sua cuidadora na prisão e hoje esposa prefere a melhor suíte no melhor. É assim que ela escolhe onde o casal vai se
hospedar. E por fim, num golpe ignominioso, num assalto que já se conta em 90 bilhões de reais, afinal conhecemos o irmão Frei Chico.
parabens.
Excelente artigo, com a cara e coragem do mestre Augusto Nunes.
É sempre uma delícia ler os textos desse grande Augusto Nunes.
É sempre uma delícia ler os textos desse grande Augusto Nunes.
Agora com a ajuda do voto da ministra Dilma Lucia do STF a coisa vai melhorar. Votou que 213 milhões podem falar o que quiser a respeito dela. Só não pode pegar um revólver e atirar em mim (sic).. É ou não é Censura ministra??? Mas deve ser só por um pouquinho.
Grande mestre Augusto Nunes!
É certo que no cipoal de iniquidades. bandalheiras e safadezas nos governos desta seita maligna, acabamos esquecendo na definição das escolhas de algumas veredas desbravadas a machado! Cito duas em plena execução:
– O incentivo à cultura com bilhões na mão da classe artística totalmente conivente e engajada, promovendo sim em fornir seus saldos bancários. Caetano, Gil, Chico Buarque, . . . .
– O “apoio” aos sindicatos para através da Previdência “amaciar” a rapinagem de $6 bi dos aposentados em conta-gotas e trombetear na imprensa parceira que é coisa do Bolsonaro! Muito pior e pouco divulgado que no mesmo combo da ladroeira, ao aproximar-se dos bancos em consignados, a coisa extrapola para 90 bi e já entra na penumbra do esquecimento.
Enquanto a gatunagem come solta,distrai-se os ‘manés
com o ‘palco iluminado’ da mais alta corte de justiça na saga do Inquérito Sem Fim comandado pelo escalpelado ministro!
–
Augusto Nunes resume de forma brilhante o que o atual presidente do Brasil representa. Que vexame! Nossa diplomacia era uma das melhores do Mundo e agora se tornou tudo isso que Augusto Nunes e Adalberto Piotto descrevem com inteligência e sabedoria!
Mestre Augusto como sempre primoroso.
sensacional artigo Augusto Nunes !!
pena que é uma realidade !! o nosso Brasil sendo destruído por meliantes de primeira categoria
Reportagem de Augusto sempre usando as palavras corretas para cada Satanás humano da esquerda
O artigo impecável tem um ponto final digno do mestre Hitchcock: a foto de Putin e Lula, com a “entidade” Janja incorporada ao ex presidiário. É de dar medo.
Lamentando, aqui, o fato de ter demorado tanto a fazer a assinatura da revista. Perdão, augusto Augusto.
A que ponto o Brasil, administrado pelo PT, chegou é uma vergonha.
Lula foi contra a anistia (está no livro de José Neumane Pinto), foi contra a eleição de Tancredo Neves ( O PT expulsou as deputadas que votaram na chapa da aliança democrática), foi contra a constituição de 88 (não assinou a carta magna), foi contra o plano real (disse que era eleitoreiro e depois o seu futuro ministro da fazenda escreveu um texto explicando em 13 pontos porque o plano rea ia naufragar, todas as previsões equivocadas). Mesmo assim, eles reconduziram esse elemento a presidência.