A ideia de destruir Los Angeles para chatear Trump não é nada original. O pretexto de defender imigrantes da deportação também não tem nada de novo. E o jeito distraído de omitir que os deportados são imigrantes ilegais também não tem ineditismo algum. Qual é a novidade, então?
Nenhuma. Tudo velho. E o papel habitual da imprensa — chamando de “protestos” uma onda de violência gratuita — confirma que a velha orquestra do humanismo de fachada permanece afinada, mesmo cheirando a mofo.
Gavin Newsom, o imperador do lockdown (flagrado descumprindo sua própria ordem num restaurante chique de LA), disse que Trump não tinha nada que mandar forças nacionais para a Califórnia. O pau continuava comendo, mas o governador local esbravejava que não era necessária ajuda de ninguém. Aparentemente, o caos era uma questão de foro íntimo e ninguém tinha nada com isso.
Será que não está na hora de desmascarar os picaretas que vivem de supostas causas humanitárias? Claro que não! Em time que está ganhando não se mexe. Perguntando aqui só para animar o debate, sem querer ofender ninguém, porque é óbvio que isso já virou um jogo de retroalimentação. No caso brasileiro, por exemplo, existem os petistas que precisam do fantasma da ditadura para viver, mas existe também um contingente grande de antipetistas que precisam do petismo para viver. Viva o crime perfeito!

Para onde olhar, então?
Voltando à Califórnia, não adianta perder tempo criticando a demagogia de Gavin Newsom. Por um lado, o governador está no elemento dele — ou seja, fazendo exatamente o que se espera de um demagogo. Por outro, onde estão os pacifistas de Hollywood diante da onda de violência brutal? Todos se mudaram para a França? Poderiam mandar pelo menos um telegrama de lá com uma mensagem contra o ódio, não?
O “ódio” é aquele mesmo que virou desculpa para perseguições de todo tipo no mundo inteiro. Ligou o nome à pessoa? Em vários países da Europa, hoje, será que o cidadão poderia usar livremente as redes sociais para criticar os “protestos” californianos? Ou para se atrever a dizer que considera correta a política migratória de Trump? No Reino Unido, por exemplo, já vimos vários usuários das redes sendo enquadrados e punidos rigorosamente por reclamar da demagogia migratória. E eles nem precisaram de um chinês de confiança.
O apoio da imprensa tradicional a essa inversão de sinais é comovente. Uma infinidade de manchetes, inclusive no Brasil, encampa a palavra de ordem “protestos contra Trump”. Parabéns! É preciso muita desinibição para descrever um exército de marmanjos treinados para depredar, incendiar e aterrorizar a população, usando até equipamentos táticos, como “protestos contra Trump”. Cadê as palavrinhas mágicas “milícia”, “ódio”, “terror” e “ameaça à democracia”? Devem ter deixado na gaveta para não gastar.
Quem já chegou ao ponto de naturalizar atentado de fuzil e insinuar que qualquer violência contra Trump é culpa dele próprio já perdeu há muito tempo o compromisso com o jornalismo e com a própria compostura. Compostura pra quê? Ninguém come compostura.
Mas todo cuidado é pouco. Se Mark Zuckerberg já admitiu manipulação em massa, se a ação obscura da USAID foi revelada, se arautos da falsa ciência já foram desmascarados no Parlamento americano, esse vistoso véu de virtude cenográfica pode estar por um peteleco.

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Por que não usam a bandeira do México no próprio México?
Mujto melhor em um texto inteligente do que nas piadinhas fraseadas, Guilherme.
Mujto melhor em um texto inteligente do que nas piadinhas fraseadas, Guilherme.
Será, Guilherme, que está por um peteleco?
Como vai ser agora com a censura que vem por aí?
Que tempos de merda!
Tudo invertido, embaralhado, de cabeça para baixo. Quando pensávamos que iríamos ver judeu contra judeu?