O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus na Ação Penal 2.668, que trata da suposta tentativa de golpe de Estado.
Zanin foi o último ministro a proferir seu voto, durante sessão na tarde desta quinta-feira, 11. Mais cedo, a 1ª Turma do STF já havia formado maioria pela condenação de Bolsonaro com o voto de Cármen Lúcia.
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“Todos os fatos devem ser analisados em conjunto para se verificar a participação de cada agente que contribuiu para o resultado final do delito ou dos delitos”, disse Zanin. O ministro argumentou que os acusados cometeram uma “tentativa de restrição do livre exercício dos Poderes e, posteriormente, para os atos violentos que expressaram de forma pública o projeto de deposição do governo legitimamente eleito”.
Fux vota para absolver Bolsonaro
O único magistrado a divergir foi Luiz Fux, que votou para absolver o ex-presidente. É a primeira vez que o decano o faz desde o começo do julgamento. Além de Bolsonaro, o ministro também pediu a absolvição de outros cinco réus: Almir Garnier, Alexandre Ramagem, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Anderson Torres.
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Fux votou pela condenação de Mauro Cid e Walter Braga Netto apenas pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ministro divergiu dos votos anteriores de Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino, que defendiam a condenação de todos os réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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Advogado de porta de cadeia, outro que em 2026 com Senado forte voltara as origens, defender bandidos.