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Política

Estátua manchada com batom: Zanin vota para condenar Débora dos Santos a 11 anos de prisão

Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luiz Fux também votaram pela condenação da cabeleireira; só falta o voto da ministra Cármen Lúcia

Zanin - Bolsonaro
Ex-advogado de Lula, o ministro Cristiano Zanin assumiu a cadeira no STF em agosto de 2023 | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Na tarde desta sexta-feira, 25, o ministro Cristiano Zanin se juntou a Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luiz Fux e votou para condenar a cabeleireira Débora dos Santos à prisão. Ela foi quem escreveu, de batom, a frase “perdeu, mané” na estátua A Justiça, que fica em frente à entrada principal do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em meio aos atos de 8 de janeiro de 2023.

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Independentemente do parecer de Zanin, a 1ª Turma do STF já havia formado maioria pela condenação de Débora. Há divergências, no entanto, na pena. Enquanto Moraes e Dino votaram por mais de 14 anos de encarceramento, Fux votou por 1 ano e 6 meses.

A cabeleireira Débora dos Santos, de 39 anos, com a família | Foto: Reprodução/Redes sociais
A cabeleireira Débora dos Santos, de 39 anos, com a família | Foto: Reprodução/Redes sociais

Só falta o voto da ministra Cármen Lúcia. Há a expectativa de que ela registre o seu parecer no caso, que está sendo julgado pelo plenário virtual da Corte, ainda nesta sexta-feira, 25.

O voto de Zanin

Zanin acompanhou integralmente o entendimento de Moraes, que é o relator do processo contra Débora, mas divergiu na dosimetria (tempo) da punição. Ele fixou a pena em 11 anos de prisão, por supostos crimes relacionados aos atos do 8 de janeiro. 

O ministro considerou Débora culpada dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa armada  e destruição de bem tombado. 

Sessão Plenária do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

“Afigura-se induvidoso que a acusada tinha pleno conhecimento de seus atos”, escreveu Zanin, em trecho de sua decisão. “E aderiu, de forma voluntária, às finalidades comuns do grupo: atuar contra o Estado Democrático de Direito.” 

Conforme Zanin, a simples presença no protesto, combinada a uma alegada adesão aos objetivos dos manifestantes, foi suficiente para configurar responsabilidade penal. 

Na visão do ministro, Débora “era ciente de sua atuação em harmonia com os atos de outrem, numa concorrência de vontades bem caracterizada”. Zanin disse que as fotos e vídeos da manifestação evidenciam que os participantes “atuavam em concertação delitiva, invadindo e depredando prédios públicos com o objetivo nuclear de derrubada do poder”.

A cabeleireira Débora dos Santos, condenada a 14 anos de prisão pelo ministro do STF Alexandre de Moraes: batom na estátua | Foto: Reprodução/Twitter/X
A cabeleireira Débora dos Santos, condenada a 14 anos de prisão pelo ministro do STF Alexandre de Moraes: batom na estátua | Foto: Reprodução/X

Ministro admite que Débora não cometeu nenhum ato de violência

Em seu voto, Zanin admitiu que Débora não foi flagrada praticando violência diretamente. No entanto, justificou o voto ao dizer que a cabeleireira participou de um contexto de ações coordenadas, com finalidade comum, voltadas, de acordo com ele, à ruptura institucional.

“Não é preciso, de forma alguma, que o agente pratique precisamente uma conduta ou outra, já que, tendo em vista o foco comum, todos devem ser punidos em virtude do objetivo conscientemente planejado”, defendeu Zanin.

Segundo o processo, a ré viajou a Brasília no dia 7 de janeiro de 2023 e permaneceu no Quartel-General do Exército, onde se concentravam manifestantes que pediam intervenção militar. No dia seguinte, ela foi à Praça dos Três Poderes, onde ocorreram invasões e depredações nas sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.

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5 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Não tenha medo de DITADORES mas de seus CAPACHOS …

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    A estátua não tem a clássica balança para julgar, só tem a espada para punir.

  3. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Pena praticamente igual a recebida pelo seu dono, corrupto, lavador de dinheiro, só que determinada por juizes de verdade.

  4. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Enterraram mais fundo a espada na bunda da Têmis.

    1. Amaury G Feitosa
      Amaury G Feitosa

      … JJ da Têmis? acho que tem mais gente sentando no espadão XG em Brasília, se ainda deixam o meu de fora tá é bom.

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