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Política

Votação de projeto que libera cassinos e jogo do bicho é adiada no Senado

O relator, Irajá (PSD-TO), pediu a retirada de pauta do texto

plenário senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária desta quarta-feira, 4 | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A votação do Projeto de Lei (PL) 2234/2022, que libera cassinos e jogo do bicho no país, só deve ocorrer no Senado Federal em 2025. O relator da proposta, Irajá (PSD-TO), pediu a retirada do texto da pauta da Casa na noite desta quarta-feira, 4.

Durante a discussão do projeto que libera cassinos e jogo do bicho no Brasil, senadores da base do governo Lula pediram o adiamento da votação e até mesmo o arquivamento do texto. 

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Nesse sentido, Irajá pediu a retirada da proposta da pauta “a pedido da ampla maioria dos líderes partidários e prosseguir com o pedido de informações conforme solicitado”.

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O relator do texto também destacou que o Brasil vive um “dilema” em relação ao assunto. “Há quem defenda a continuidade dos jogos dominados pelo crime organizado”, disse. “E há quem, como eu, defenda jogos responsáveis, controlados pelo poder público, fiscalizados, que arrecadem impostos e punam quem cometa crimes.”

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) acatou ao pedido de Irajá e retirou a discussão de pauta. Sinalizou que a proposta vai ser discutida apenas no próximo ano, sob a gestão da nova Mesa Diretora.

O PL foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em junho deste ano por 14 votos a 12. O adiamento atual reflete a dificuldade em avançar com o tema, que divide opiniões entre os parlamentares.

Senadores querem parecer de ministérios sobre impactos de cassinos e jogo do bicho

O projeto de lei que libera cassinos e jogo do bicho no país também foi alvo de pedidos de análise nas comissões de Assuntos Sociais (CAS), Assuntos Econômicos (CAE) e Segurança Pública (CSP) do Senado Federal.

Também foi solicitado que a Casa aguardasse pareceres dos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O senador Flávio Arns (PSB-PR) solicitou informações detalhadas sobre os impactos da proposta. As pastas têm até 30 dias para responder.  

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