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Política

Vorcaro atribui colapso do Master a regras do FGC e reação do mercado

Depoimento à Polícia Federal relata crise de caixa, estratégia baseada no fundo garantidor e impacto de mudanças regulatórias

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A decisão atinge 19 imóveis, 13 empresas e três fundos de investimento | Foto: Reprodução/Esfera Brasil

O empresário Daniel Vorcaro declarou à Polícia Federal que o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez considerada passageira e ligada a alterações no ambiente regulatório. Segundo ele, a instituição manteve pagamentos em dia até 17 de novembro, véspera da liquidação decretada pelo Banco Central.

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O relato consta de um depoimento prestado em dezembro à delegada responsável pelo inquérito. A oitiva indica que o controlador reconheceu dificuldades de caixa, mas negou falhas estruturais no modelo da instituição.

Vorcaro afirmou que o plano de negócios do Master se apoiava integralmente no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para ele, essa estratégia seguia as regras vigentes naquele momento. O empresário também disse que mudanças relacionadas ao fundo, somadas à pressão de concorrentes, afetaram a confiança do mercado e reduziram a capacidade de captação.

Quando decidiu pela liquidação, o Banco Central apontou falta de liquidez e violações graves às normas do sistema financeiro. O pagamento aos investidores do Master deve alcançar R$ 41 bilhões, o maior valor já acionado pelo FGC, com cobertura limitada a aplicações de até R$ 250 mil por cliente.

Regras novas e sinais de alerta para o Master

Os primeiros indícios de fragilidade surgiram meses antes do desfecho. Em março, uma tentativa de venda para o Banco de Brasília não avançou. Em agosto, o Conselho Monetário Nacional aprovou medidas para elevar a segurança do sistema financeiro, vistas no mercado como resposta direta às práticas do Master.

As mudanças incluíram contribuição extra maior ao FGC para instituições consideradas mais arriscadas, antecipação do gatilho dessa cobrança e exigência de aplicação do excedente de recursos em títulos públicos federais quando superado determinado limite patrimonial.

O Master ganhou espaço ao oferecer Certificados de Depósito Bancário com retornos muito acima da média. Enquanto bancos médios costumam pagar entre 110% e 120% do CDI, as taxas do Master superavam esse patamar, o que gerou desconfiança entre analistas.

Especialistas avaliam que rendimentos elevados costumam sinalizar dificuldade de acesso a fontes mais baratas de financiamento. No caso do Master, parte relevante dos recursos estava concentrada em ativos de baixa liquidez, como carteiras de crédito estruturadas e precatórios. Essa combinação reduziu a geração de caixa no curto prazo e agravou o quadro que levou à intervenção.

Leia também: “Fatura do cartão de crédito de Vorcaro chega a R$ 2,4 milhões em 1 mês”

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2 comentários
  1. David S
    David S

    Não vai demorar muito pra este vagabundo ser convidado para ocupar um ministério.
    Naturalmente, o crápula entrará na justiça exigindo indenização, por ofensas!
    Diante do cabaré que se transformou o Brasil, nada é impossível…

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    INVENTOU UM NOME DIFERENTE PRA PILANTRAGEM E CORRUPÇÃO ATIVA !

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