O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o número de voos e de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, deverá aumentar a partir de 2026. A declaração contraria a posição do prefeito Eduardo Paes. Ele defende a manutenção das restrições para preservar a recuperação do Aeroporto Internacional do Galeão.
Conforme o ministro, o aumento será gradual e seguirá diretrizes em acordo com o governo federal. A previsão é elevar o limite anual de passageiros do Santos Dumont dos atuais 6,5 milhões para cerca de 8 milhões. A expansão faria parte de um planejamento integrado para o sistema aeroportuário do Rio.
Receba nossas atualizações
Ministro defende equilíbrio
Costa Filho afirmou que a estratégia busca equilíbrio entre os dois principais aeroportos da capital fluminense. De acordo com ele, a política pública não pode concentrar toda a demanda em um único terminal, sob risco de criar gargalos operacionais e prejuízos econômicos.
O ministro também destacou que as mudanças se alinham a validações de órgãos de controle e fazem parte do processo de reorganização do setor aéreo. Esse trabalho inclui sobretudo a nova licitação do Galeão, que deve ocorrer em 2026. A expectativa do governo é garantir previsibilidade ao mercado e estabilidade regulatória.
Leia também: “Homens e porcos”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 301 da Revista Oeste
O prefeito Eduardo Paes reagiu de forma crítica à possibilidade de flexibilização das regras no Santos Dumont. Em manifestações públicas, ele afirmou que a restrição de voos foi essencial para a retomada do Galeão, que vinha registrando queda acentuada no número de passageiros.
Paes também questionou discussões internas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre mudanças nas regras, alegando falta de transparência. Para o prefeito, qualquer ampliação no Santos Dumont pode comprometer a estratégia adotada desde 2023 para redistribuir a malha aérea no Estado.
Papel da Anac e resposta institucional
Diante das críticas, a Anac informou que o debate sobre a operação dos aeroportos ocorre de forma técnica e dentro dos parâmetros legais. A agência sustenta que eventuais ajustes buscam compatibilizar eficiência operacional, segurança e sustentabilidade econômica.
O órgão reforçou ainda que não há decisão isolada e que qualquer alteração passa por avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, além de diálogo com os entes envolvidos. Especialistas avaliam que a ampliação gradual dos voos no Santos Dumont pode reduzir a pressão sobre a demanda reprimida, principalmente em rotas domésticas de alta frequência.
+ Leia mais notícias de Política na Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.