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Uma pesquisa Datafolha revela que, pela primeira vez desde 2014, a direita é maioria no Brasil, com 44% contra 39% da esquerda. No entanto, essa maioria numérica não se traduz em relevância política, pois as instituições do país operam predominantemente dentro de um espectro de centro-esquerda a marxismo, marginalizando a direita. De acordo com o artigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, está preso não por crimes reconhecidos, mas por ultrapassar os limites impostos por essa hegemonia cultural.
Uma pesquisa Datafolha acaba de revelar o óbvio que a inteligência oficial insistia em não ver: pela primeira vez desde 2014, a direita voltou a ser maioria no Brasil — 44% contra 39% da esquerda. O dado, por si só, já seria notícia. Mas o verdadeiramente instrutivo é o abismo entre essa maioria estatística e a irrelevância política a que ela é condenada.
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Porque não basta ser maioria numérica num país cujas instituições funcionam como um termostato regulado, décadas atrás, para uma única temperatura: a esquerda. A imprensa, a Justiça, a academia, o entretenimento, o mercado financeiro que finge neutralidade técnica — tudo opera dentro de um espectro que vai do centro-esquerda ao marxismo mais cru, tolerando, quando muito, uma direita envergonhada de si mesma, higienizada, disposta a pedir desculpas por existir. Ultrapassado esse limite térmico, aciona-se o vocabulário de emergência: “extremismo”, “ultradireita”, “ameaça à democracia”.
Os limites do termostato
O caso mais eloquente dessa engenharia é o do próprio homem que essa maioria elegeria hoje, se pudesse: Jair Bolsonaro está preso, não por ter cometido um crime que qualquer observador equânime reconheça como tal, mas por ter testado, e ultrapassado, os limites do termostato. Puniu-se nele não um ato, mas uma temperatura.
Isso é o que a hegemonia cultural gramsciana sempre soube fazer melhor do que qualquer urna: não impedir o voto, mas esvaziar-lhe as consequências. Pode-se vencer a batalha das convicções e ainda assim perder a guerra das instituições, porque estas foram ocupadas muito antes de qualquer pesquisa de opinião. A maioria de direita brasileira descobre, atônita, que governar as mentes não é o mesmo que governar os aparelhos. E enquanto isso não mudar, cada nova pesquisa favorável será apenas mais um dado curioso arquivado por uma elite que nunca precisou da maioria para mandar.
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Ganhar eleições é diferente de tomar o poder, como bem demonstra Flávio Gordon!
Não apoio o Bolsonaro, acho suas atitudes meio que no rompante, mas a derrota dele, entre aspas, foi porque quis barrar as excrescências dos da togha, ali, quando começou a mostrar a vida institucional nababesca deles, e tentou cortar, comprou uma briga homérica. Dizia um ditado ultrapassado que, nao se compra briga com quem compra papel por tonelada e tinta em tambor. Hoje digo, no Brasil, nao se compra briga com quem tem a caneta mais pesada.
Em tempo, não apoio as atitudes do pai, mas Flávio, parece ser mais realista e, como eleitor da direita, terá meu voto.
Eu, na minha mais eloquente ignorância política, logo no início do “governo lula” em 2023, opinei entre amigos e parentes, que o Bolsonaro tinha ganho a eleição, mas não tinha conquistado o poder, que, a meu ver, continuava com a esquerda oportunista, corrupta e radical, que tinha na comissão de frente o tal de lula e logo a seguir o famigerado STF. Lamentavelmente, não me orgulho e nem me alegro de estar certo naquela ocasião. Acho que tudo isso ainda continua. Espero, do fundo do coração, que isso mude, mas, confesso, não tenho esperanças.
🥺