publicidade
Política

Vídeo: Lewandowski comemora índice de 50% de liberdade em audiências de custódia

Ministro da Justiça foi o maior impulsionador da medida, implementada em 2015

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante evento na segunda-feira 20 | Foto: Reprodução
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante evento na segunda-feira 20 | Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança, Ricardo Lewandowski, comemorou o índice de 50% de liberdade em audiências de custódia durante discurso na segunda-feira 20.

Lewandowski participava do um evento para ampliação da presença da Defensoria Pública em municípios brasileiros, que acontecerá por meio do projeto “Defensoria em Todos em Cantos”. O governo Lula deve investir cerca de R$ 50 milhões para a criação de postos de atendimento ao longo de 2024.

Receba nossas atualizações

No discurso, o ministro disse: “Foi uma luta, a meu ver, bastante importante; foi um salto civilizatório: nós conseguimos naquele momento reduzir a população carcerária paulatinamente de 850 mil presos para cerca de 650 mil presos, significando que 200 mil pessoas seriam detidas, ficariam meses ou, quem sabe anos, sem ter a oportunidade de se defrontar com juiz ou uma juíza, presos preventivamente e presas fáceis, para utilizar a mesma expressão do crime organizado.”

E prosseguiu: “É um grande avanço, porque muita gente que não precisava ser presa estava sendo presa e hoje a média em torno de 50% de pessoas presas em flagrante ao invés de serem trancafiadas no ergasto são liberadas mediante condições”.

A audiência de custódia consiste na apresentação do detido em flagrante a um juiz, que decide se ele deve continuar preso ou se pode aguardar o julgamento em liberdade. O procedimento foi implementado em 2015 e permanece sendo alvo de críticas.

No Senado Federal, um projeto de lei do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) propõe alterar o Código de Processo Penal para estabelecer critérios que determinem quando a prisão em flagrante deve ser convertida em prisão preventiva.

Segundo o senador, que também foi juiz federal e ministro da Justiça, “o objetivo do projeto é evitar a concessão de liberdade, nas audiências de custódia, a criminosos perigosos para a sociedade ou para outros indivíduos”.

O mecanismo também enfrenta oposição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Consud), um grupo de governadores. Em março, eles propuseram ao Ministério da Justiça que a audiência de custódia inclua critérios específicos para criminosos reincidentes, mesmo que ainda não tenham sido definitivamente julgados.

Lewandowski foi o principal impulsionador da audiência de custódia

lei das estatais
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante seminário promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo – 22/02/2024 | Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

Em 2015, Lewandowski era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foi o principal impulsionador dessa iniciativa judicial em 2015.

Apesar das críticas, o ministro da Justiça afirma que a medida teve “impacto positivo” e mencionou a redução do número de detidos de 850 mil para aproximadamente 650 mil, o que representa 200 mil pessoas que poderiam ter ficado presas por meses ou anos sem acesso a um juiz e vulneráveis ao crime organizado. Ele alega que muitas dessas pessoas “não necessitavam estar detidas”.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

11 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Comemorar??? Mais 200 mil criminosos soltos????

  2. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Esse demente encontra algum mérito em libertar bandido e condenar a sociedade a viver sendo vítima de toda a espécie de crimes dos meliantes libertados por suas práticas? É isso? O esquerdismo destrói a capacidade de raciocínio e a estrutura moral de qualquer um que adere a essa ideologia nefasta!

  3. Valdir José thibes vargas
    Valdir José thibes vargas

    Ele apenas se identifica com meliantes questão de afinidade nada mais..

  4. Pedro Jaime Nogueira
    Pedro Jaime Nogueira

    Concordo com o Ministro, “tem muita gente presa que não deveria estar presa” e muitos que deveriam estar presos e infelizmente estão soltos. É a lei do amor…

  5. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    É o abutre comemorando o aumento de vítimas!

  6. Ronaldo mesquita vieira
    Ronaldo mesquita vieira

    Tem que ter parametros porque alguns juizes aproveitam para livrar bandidos perigosos da cadeia.esse e o Brasil,onde conseguem transformar algo bom em tragedia.

    1. Paulo Roberto Zanetti
      Paulo Roberto Zanetti

      O problema é que em nome de uma coisa teoricamente boa, coisas más são praticadas. Principalmente as questões que envolvem drogas e traficantes. Mas é sempre assim: tem gente que comemora até quando pisa em coco de cachorro pra defender bandido.

  7. Altamirando Barreto Vieira
    Altamirando Barreto Vieira

    Sob Lewandovisk logo logo chega a 100%.

  8. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Fazendo um paralelo, o mesmo ocorreu no deteriorado ensino fundamental brasileiro, que para diminuir os índices de repetência resolveu que era melhor passar de ano todo mundo Assim, se não prender ninguém ou soltar quem está preso teremos o melhor e menor número de encarcerados do mundo. Enfim, nos tornaremos, às avessas, a nação mais civilizada do mundo.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade