publicidade
Política

União Brasil e Progressistas formalizam pedido de 'superfederação' ao TSE

Aliança tem em vista as eleições de 2026; juntos, os partidos somariam a maior bancada na Câmara e maior fundo partidário

União Brasil e Progressistas formalizam pedido de 'superfederação' ao TSE
Os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda (à dir.), e do PP, Ciro Nogueira (à esq.), durante lançamento de federação | | Foto: Divulgação/Progressistas

Os partidos União Brasil e Progressistas (PP) apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira, 4, o pedido de registro de uma federação partidária. A proposta, se aprovada até abril de 2026, permitirá que a nova aliança atue nas próximas eleições gerais. A relatoria do pedido ficou sob a responsabilidade da ministra Estela Aranha.

O modelo de federação partidária requer que as siglas atuem juntas por ao menos quatro anos, alinhando estratégias e definindo candidaturas em conjunto. A União Progressista, nome escolhido para a federação, já havia recebido aval interno das legendas em agosto, mas divergências locais atrasaram a solicitação ao TSE.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Caso seja oficializada, essa união representará a maior força partidária do país. A federação conquistaria o posto de maior bancada de deputados federais, liderança em número de prefeitos e acesso à maior parcela dos recursos públicos destinados a campanhas e despesas partidárias.

Segundo dirigentes ouvidos pelo portal G1, a União Progressista pretende adotar postura crítica em relação ao governo Lula. O texto de fundação da federação destaca o compromisso com “responsabilidade fiscal e responsabilidade social”, conforme registrado no manifesto.

Quanto ao cenário eleitoral, os presidentes Ciro Nogueira (PP) e Antonio de Rueda (União Brasil) defendem uma candidatura de “centro-direita” em 2026. O União Brasil já apresenta o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato, enquanto Ciro Nogueira sugere a articulação em torno do nome de Tarcísio de Freitas para a disputa presidencial.

Nos últimos meses, tanto o PP quanto o União afastaram filiados de cargos no governo federal, o que colocou Celso Sabino (União), ministro do Turismo, sob risco de expulsão, e André Fufuca (PP), ministro do Esporte, fora da direção do partido.

Celso Sabino recebeu ordem direta do presidente do União Brasil para entregar o cargo | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Celso Sabino recebeu ordem direta do presidente do União Brasil para entregar o cargo | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Estrutura e comando da União Progressista

Pelo estatuto da União Progressista, as escolhas para as candidaturas à Presidência e Vice-Presidência da República serão feitas pela direção nacional da federação, baseada nas indicações dos partidos integrantes. Possíveis coligações com outros grupos também serão deliberadas pela direção, como estabelece o documento.

O comando da federação será compartilhado entre Antonio de Rueda e Ciro Nogueira até o fim de 2025, conforme o estatuto. A direção nacional, neste primeiro momento, inclui nomes como:

  • ACM Neto;
  • Arthur Lira;
  • Davi Alcolumbre;
  • Ronaldo Caiado;
  • Pedro Lucas Fernandes;
  • Dr. Luizinho;
  • Cláudio Cajado;
  • Ricardo Barros.
Rueda e Nogueira: presidentes do União e do PP
Rueda e Nogueira: presidentes do União e do PP | Foto: Divulgação/União Brasil

Entre 2026 e 2029, Rueda assumirá a presidência, com Ciro Nogueira como vice. Considerando os valores de 2024, a federação pode receber até R$ 953,8 milhões do fundo eleitoral, R$ 67 milhões a mais que o PL, e R$ 197,6 milhões do fundo partidário.

Na Câmara dos Deputados, a federação reúne 108 parlamentares, formando a maior bancada, e conta com 12 senadores, a terceira maior do Senado. O grupo ainda soma 1.335 prefeitos e sete governadores, superando os demais partidos nesses quesitos. Apesar da força, a bancada no Senado já chegou a 15 integrantes em agosto, mas reduziu-se diante de disputas regionais.

Nos bastidores, lideranças de outros partidos acompanham as negociações, avaliando o impacto da “superfederação” nas eleições de 2026. Entre os 29 partidos registrados no TSE, a União Progressista terá direito à maior fatia do fundo público de campanhas.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade