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Política

TSE mantém cassação de ex-deputado federal do União Brasil

Corte Eleitoral também declarou a inelegibilidade de Heitor Freire

tse expressões racistas
TSE concluiu julgamento nesta quinta-feira, 21 | Foto: Reprodução/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a cassação e anulou os votos recebidos pelo ex-deputado federal Heitor Freire (União-CE) nas eleições de 2022. O caso foi analisado em sessão plenária nesta quinta-feira, 21.

O ex-parlamentar foi deputado federal na legislatura de 2019-2023. Nas eleições de 2022, ele foi eleito como suplente na Câmara dos Deputados. Na decisão final, o colegiado determinou a retotalização de votos e a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário no Estado nordestino.

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Segundo a decisão do TSE, o ex-parlamentar fica também inelegível pelo período de oito anos. A Corte considerou para a condenação os gastos de campanha tidos como ilícitos, em valores que chegam a R$ 1,6 milhão.

O ministro Antonio Carlos Ferreira foi o relator do caso. O magistrado divergiu parcialmente da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, que não tinha determinado a nulidade dos votos e mantinha a vaga para o União Brasil.

Condenação de ex-deputado do Ceará

No voto, o relator frisou que a Lei das Eleições se ampara por moralidade, transparência, lisura e igualdade. Além de proibir a interferência do poder econômico no sistema político-eleitoral.

Leia também: “Presidente do TSE diz que terá desafio de combater ‘mentira otimizada’ nas eleições”

Para o ministro, as irregularidades com verbas do Fundo Eleitoral equivalem a 60,48% dos recursos arrecadados pelo candidato, cerca de R$ 2,7 milhões, e quase 49% das despesas de campanha contratadas.

“Portanto, a cassação do diploma ou mandato pela prática de ilícito eleitoral, reconhecido em qualquer espécie de ação autônoma”, disse o ministro Carlos Ferreira. “Acarreta a nulidade dos votos atribuídos à candidata e ao candidato para todos os fins, com a automática recontagem dos quocientes eleitoral e partidário.”

O ministro entendeu que houve o desvio de recursos do fundo para proveito próprio com irregularidades de grande relevância jurídica.

Leia também: “PL aciona o TSE para barrar pesquisa eleitoral que exibiu áudio contra Flávio Bolsonaro”

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