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Política

TSE define data para abrir código-fonte das urnas

Grupos cadastrados na Corte poderão fiscalizar o conteúdo

TSE Bolsonaro inelegível
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu os direitos políticos de Bolsonaro, por 8 anos - 22/06/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na quarta-feira 4, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, vai conduzir a sessão na qual haverá a abertura do código-fonte das urnas eletrônicas. A ideia é que organizações de fiscalização inspecionem o material interno das máquinas.

Conforme o TSE, o conteúdo ficará disponível, em tempo integral, numa sala de vidro no subsolo da Corte, até a fase de lacração dos sistemas, nas vésperas das eleições do ano que vem.

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Ao longo desse período, instituições públicas, órgãos federais, partidos políticos, universidades e a sociedade civil poderão acompanhar e analisar o código-fonte, “mediante agendamento prévio”.

Cadastrados para fiscalizar o código-fonte das urnas

Minirreforma
Entidades poderão ter acesso ao código-fonte das urnas | Foto: Antonio Augusto/TSE

De acordo com o TSE, 14 grupos estão legitimados para fiscalizar o processo eleitoral. Eles poderão analisar o conjunto de comandos existentes nos aparelhos.

O TSE informou que os seguintes componentes das urnas estarão à disposição:

  • Sistema operacional;
  • Bibliotecas;
  • Programas de criptografia e respectivos compiladores;
  • Sistemas utilizados na geração de mídias;
  • Sistemas usados na transmissão, no recebimento e no gerenciamento dos arquivos de totalização.

As entidades fiscalizadoras podem utilizar ferramentas automatizadas e solicitar ao TSE os esclarecimentos que julgarem necessários. “Eventuais inconformidades devem ser apresentadas ao TSE, que deverá corrigi-las e demonstrar os ajustes realizados”, disse a Corte.

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem publicada na Edição 69 da Revista Oeste

11 comentários
  1. R.F. Nobre
    R.F. Nobre

    Aperfeiçoamento na minha opinião, seria ter o voto impresso para verificação após a eleição (verificar antes como sugerem?????kkkkkkk. )

  2. Alekssandra Julie De Brida
    Alekssandra Julie De Brida

    Depois de 1 ano? Patifaria! Vai ser que nem as imagens de 8/1que o Dino mandou para a CPMI?

  3. Maria Inês Vieira Pinto Coelho
    Maria Inês Vieira Pinto Coelho

    É imprescindível o voto impresso! Não acredito nas eleições desde 2014, o que aconteceu desde então nunca me convenceu! É poder demais para o TSE!

  4. Vicente Lino
    Vicente Lino

    Basta acoplar as impressoras. Não há confiança da população, quando se sabe que o Congresso aprovou a instalação das impressoras, POR LEI, e de nada adiantou. A outra tentativa do Congresso foi esvaziada pelo STF, por meio do famoso Luiz Barroso. O resto é conversa fiada e nunca haverá credibilidade se não forem instaladas as impressoras.

  5. Christian
    Christian

    Sem voto impresso, a urna para mim é como arcordeon de argentino.
    Chama o Hacker para provar que, se o voto impresso, elas não são confiáveis…

  6. MNJM
    MNJM

    Confiabilidade e transparência apenas com voto impresso. O resto é balela.

  7. PCC
    PCC

    Lá vem o TSE de novo falar da confiabilidade das urnas eletrônicas. Se o próprio TSE não é confiável como as urnas serão?

  8. Euripedes de Aguiar
    Euripedes de Aguiar

    Pouco adianta, pois depois do pleito não se tem acesso.

  9. Richard Kumpis
    Richard Kumpis

    Não confio nessas urnas. Sem impressão durante a votação não existe certeza absoluta do registro do voto e não é possível auditar.

  10. Lucas Cezar Parnoff
    Lucas Cezar Parnoff

    Eu não me escrevi por não ter ainda experiências reais com sistemas complexos a este nível, mas se o código fonte for aberto ao publico em geral, mesmo como licença AGPL ou GPL-3 ainda vai ser muito mais confiável do que atualmente é.
    Para alguns sistemas menores até iria me cadastrar pra ver os códigos, pois dá pra imaginar o funcionamento só olhando os códigos, mas sem a possibilidade de testar, complica as verificações de confiança dos códigos.

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