publicidade
Política

Tribunal de Contas de Minas Gerais suspende edital de Parceria Público-Privada em escolas

Atualmente, o governo compartilha a administração de três unidades de ensino do Projeto Somar

Minas Gerais
O conselheiro relator Cláudio Terrão disse que o sistema de PPPs só pode ocorrer em atividades indiretas da gestão pública de Minas Gerais | Foto: Agência Brasil/Raf Neddermeyer

O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCU-MG) suspendeu, nesta quarta-feira, 30, um edital do governador Romeu Zema que compartilha o controle das escolas públicas com a iniciativa privada. Houve unanimidade dos conselheiros na decisão.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

No Estado mineiro, a gestão já compartilha a administração com a iniciativa privada nas escolas do Projeto Somar. O governo divide a responsabilidade com Organizações da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos. O regime da Parceria Público-Privada (PPP) já ocorre em três unidades desse programa de ensino.

Durante o julgamento, o conselheiro relator Cláudio Terrão disse que o sistema de PPPs só pode ocorrer em atividades indiretas da gestão pública. Ele citou a zeladoria e a manutenção das escolas como exemplos.

O edital, no entanto, teria apontado que toda a atividade educacional ficaria com a iniciativa privada, como a contratação e a gestão de professores. Terrão afirmou que o secretário de educação, Igor Alvarenga, teria corroborado com a informação durante o processo.

Minas Gerais
Igor Alvarenga, Secretário de Educação de Minas Gerais, negou as declarações do conselheiro | Foto: Reprodução/Linkedin/Igor Alvarenga

“Restará ao poder público tão somente o controle, a supervisão e a fiscalização em relação à utilização de recursos da parceria”, explicou o conselheiro.

Tribunal proíbe o governo de firmar qualquer acordo com base no edital

Cláudio Terrão informou que a pasta de educação está proibida de estabelecer qualquer tipo de parceria, com base no edital, até que o tribunal aprove definitivamente. Outros cincos conselheiros acompanharam a determinação de Terrão.

O relator também contestou a declaração do secretário estadual sobre o pagamento dos profissionais no Projeto Somar. Alvarenga teria afirmado que os contratados não seguem as regras do piso nacional do magistério por causa do vínculo com o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Leia mais: “Justiça suspende leilão para construção de escolas do governo Tarcísio”

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) denunciou o edital do governador Zema para o Tribunal de Contas do Estado.

Secretário de educação de Minas Gerais contesta o conselheiro

Durante o processo, o secretário Igor Alvarenga negou a “privatização irrestrita e total da educação”. Isso porque seria função do governo controlar e supervisionar as ações das OSCs, que devem respeitar as diretrizes educacionais definidas pelo Estado.

O conselheiro negou a declaração. “Ao contrário do que afirma a administração, o modelo transfere sim a responsabilidade da gestão pedagógica para a iniciativa privada”, afirmou Terrão.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Christian
    Christian

    PT e PSOL são especialistas e fazer o Brasil dar marcha a ré…!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.